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domingo, 15 de dezembro de 2013

Desorientado

desnorteado, no horizonte
despeço-me do medo
de fronte, enfrento
sóbrio tormento
esqueço - momento
de medo, perplexo
e desço. esqueço!
do hábito, sossego
mantenho em sóbrio
preparado, esquivo
e pronto, tá tonto
discurso fingido
um papo surrado
respondo, calado
e pronto, desespero
ajuda, eu peço
despeço, agradeço
na noitada, eu nego
lágrimas estúpidas
corre pra súbita
companhia sagrada
bebida, madrugada
cigarro, risada
sexo após
deitar na calada
aconchegar-se de nós
conforto, sossego
três sonhos, nem lembro!
acordo, abraço
enrolo, afasto
beijinho e faço
carinho, afago
no braço, esboço
de edredon macio
e romance frio
do prato que como
toda manhã
do dia seguinte

domingo, 24 de novembro de 2013

Que hilário!

Quão hilário é
Saí a passiá
Rodá por ai
Parar e se atrevir
A interferir e ocupá
Voltá a pé
Insisti
E recuá
Não permiti
Que entre sem batê
Essa coisa de você
Que não convidei a entrá
Criá algo que não viva
Dentro de eu
Dentro desse seu
Coração estranho

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dera Dirá

Quem dera aparecesse
Regado a fogo e fome
Tirasse o chinelo
Sentava, sentindo sede
Pedia um beijo, um toque
Do sofá á cama, grogues

Quem dirá ser mais um porre
Dessas noites corridas sóbrias
Que amassamos os lençóis
De sol, estivamos
De lua, esbanjando
Suor, saliva, sangue
E te faço, ficar em grande
Se permite que eu me encoste
Te dava falta de ar
E perdia o medo da morte
Se bem, meu bem, que goste
Se essa noite pretendo ficar

Quem diria, eu pedindo "please"
Vou de canto, e canto, sopro
Vem que hoje tanto quis
Ter teu corpo no meu corpo"

Tanto quanto, tanto "easy"

Vai e Vem

Não peço arrego, porque meu sono é matado em sonhos
Sonho real quando me perco nos beijos
Não sonho alto, porque teus braços estão na altura da pedida
É a medida certa pra sentir e sair de calada
Desorientadamente deslocada, desvairada e despida
E dispersa nessa confusão de mente oca e vazia
Que não se preocupa, mas não se ocupa de culpar coisa nenhuma
Nem mesmo as curvas que dá
Até o rumo da estabilidade súbita
Nossos poros, estrapolados
Embaraçados e emaranhados
Em pêlos e pele, corpo e só
E nó, e dó, ré, mi, fá e sol
E todos os estados em prol
Da necessidade, da vontade, da vaidade
De saber e satisfazer
De querer e esquecer
De deitar e tragar
O ócio dos tempos perdidos
Da mão no rosto, no ouvido
Do sussurro, do escuro
Vasto campo perigoso, elétrico
Que choca e entra em colapso
E traz resultado pesado
Do dia seguinte
Calado pra ouvinte
Falado em vinte segredos
E secretos suficientes pra pronunciar colado
Ao coração e a mente...
Quem dera!
Do inverno a primavera
Nossas feras se acalmassem
E minha falta de espera, austera
Sossegasse e sensibilizasse
Com coisa alguma qualquer
Só deixasse acontecer...
Como deve ser...
Como é.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Lembrar, Sentir e Gozar

Perdemos a noite 
Criança, já foi!
Lembrança - que foi?
Pra mim pouco importa
Que há de vir...
E vem na sala
E vai pro quarto
E faz estrago
Com a barba no ego
Tão meu, tão seu
Se exibe, se assanha
Sacaneia, arranha
Penteia, amansa
E dança a música
Que toca e arrasta
Dois passos e deita
No braço, cruzado
Amasso 
De fogo, de aço 
E pega as pernas
E deita, se entrega
Se ajeita, não nega
Rejeita
Que peça
Esse teatro
De nossos encontros
E pronto
Estamos tontos
Embriagados 
Doce vinho
Suor, saliva
Sexo suave
Estados
Espíritos
Sóbrios
E lívidos
E cama
E travesseiro
E coberta
Descoberta
E nudez
E vazio
E de uma só vez
Se perde na imensidão do oco
E sufoca o corpo
De carne e prazer
Que arrepia
E caminha
Pela pele
Pelos pêlos
Pela ponta do cabelo
E vaza, e rasga e consome
E chama teu, meu nome
Em deliciosos trancos
Esfregando os corpos
E logo
Deita, abraço
Aperto, pouco espaço
E sufoca de calor
Pois quente
É suficiente
Pra lembrar...
E sentir...
E gozar...

sábado, 12 de outubro de 2013

Cinza

Cinza como o sentimento de dor
Cinza como dói o amor
Cinza, como poucas vezes você acorda
Num dia chuvoso e frio
Cinza é toda a cor
Que você deixou de pintar
Que apagou com o tempo
Ou que trouxe o vento
De uma garoa suave
Cinza como as nuvens
Que esconderam o arco íris
E as naves
E as íris
Dos olhos cegos
Cinza é não aprender
Ou esquecer o beabá
Cinza é sampa, beagá
Mas cinza se colore como pode
Cinza não é eterno
É preguiça, é inverno
É um papo curto
Um trombo, empurro
Um ciúme de saturno
Ou um sentimento obscuro
Cinza é oculto
Cinza não tem forma
Tem sombra e constraste
Cinza é dar volta
E apagar as margens
Não querendo ser cinza
Mas cinza também é cor
É só dar vida
Que não tem problema por
Cinza na vida, na ferida
Num sentimento saturado
Mas cinza só não deve
Usado, abusado
Como os cinzas
De concreto, de betão
Cinza deve ser acomodado
Em meio as cores, iluminado
Sem causar alvoroço, escuridão
Acinzentar sem assim ausentar...

Saudade Sacana

E a saudade é a falta do que te falta.
De incompleta até indireta
Indiscreta, inquieta
É o que se sente
Ou o que faltou de repente
É o ego baixo
O tempo vago
O ócio, o peso
Descarrego
Desaconchego
O desconhecido, o imprevisto
É o buraco no meio do peito
É um enorme vazio
Ou um copo cheio
É um calo nos dedos
Um engasgo na garganta
Um pasmo devaneio
Um vasto tormento
É o assento
Das histórias mal contadas
Mal acabadas, mal vividas
É a busca pela saída
De onde a mente não ousa
Se mover...
É se envolver
Sem nem pensar e nem querer
Se perder
No pouco prazo que resta papo
De outros alheios
É lembrança...
De olhos fechados
E coração aberto
É voar no chão
E pousar no teto
Ah, saudade...
Saudade é tudo aquilo que deixou de ser
Ou foi e não é mais...
Saudade tirou minha paz

Soul Sol Sou

Eu não me calo
E não me consolo
Porque meu corpo
Clama e canta
Minha cabeça
Incorpora e ama
E cansa
E dança
E consome
As mudanças
Que o tempo propõe
Eu não me culpo
Eu acho justo
Ter um lado escuro
Na imensidão
Da luz do mundo
Na precisão
Do que vivo
Ser frio
Vez de só fogo
Eu não me movo
Mas estou solto
Sou asa, brasa, ar e fogo
Vôo, mas mantenho contato
Com a terra que piso
E o mato
Que me abriga
E abriga o vasto
Ambiente que me visto
Eu não me prendo
Mas eu me rendo
A qualquer amor que queira me prender
Pois sou maleável
E facilmente abalável
Incontrolavelmente incontrolável
Esse coração meu
Eu não sou seguro
Mas tento ser o mais puro
Harmonioso com meus preceitos
Não sou perfeito
Mas eu me curo
Ou tento
De todos os defeitos
Desse mundo atento

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Subir de Escadas

Nessa savana
Serena, sacana
Minha cama
Coberta de onça
Deitados
De concha
No quarto
De lado
De quatro
Um quadro
Retrato indefinido
Debaixo do teto
Nas entrelinhas escrito
Sufoco e sabor
Um louco de amor
Outro de pudor
Supera
Espera
Não desespera
E não rende
Mas sente
No fundo
Como feitos
Profundo
Um caso
Acaso
Desfaço
Em mente
Sobre a gente
O espaço
É largo
Mas é descaso
Não aproveitar
Nada se pode
Fazer ou pensar
Sem querer
Sorrateiros
Pegamos-nos
Entre travesseiros
Sem ter receio
Do que pode acontecer
O que há de vir...
E fluir
E subir
Nas escadas
Dessa troca
De energia
De prazer
Experiência
E saber
No caso
Nada traçado
Apenas enrolados
Nos nossos abraços
De envolvimento
Sem sentimento

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pressuposto

Somos devotos
De corpos impostos
Pelo imposto
Encosto do que foi posto
Proposto por postos
Opostos
À nossas apostas
E propostas

Luminosidade

Eu gosto do gosto
E do estrago
Que a sua barba
Faz no meu ego

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Solitário Prazer

Não gosto
Tanto como tu
Descreve em pranto
É apenas vício
Seco e mundano
Que tento
Satisfazer lento
Debaixo de pano
E me derreto
Sem compromisso
De ser direito

Papo Furado

Disfarçados em ácidos e cores
Fumaça e amores
Destilados e pratos
Saborosos e humanos
Debaixo e de cima dos panos
Fazendo planos
Sem dores
Mas só papos

Facilite

Como, em futuro, serei lembrada.
Nas memórias de tua mente cheia
Uma história, capítulo, paixão passageira
Uma companhia boa, uma brincadeira
Espero que me lembre, o me queira
Nos momentos de bobagens e besteiras
Que me lembre na cama, na escada, no sofá, na cadeira
E principalmente, que se lembre, se eu entrar na sua cabeça
É pra que não pense muito
E não se exite
Temos uma vida inteira
Pra fazer uma noite pura e verdadeira
Facilite.

Ridículo

Se queres, prender-se as pedras
Deste peito de fera
Sigas adiante, mas mantenha-se distante
Que o meu viajante
Coração pulsante
É mole e de carne feito
E derrete sem medo
De qualquer forma e jeito

Vagando no Sofá

Estes devaneios
Na cama, mesa, sofá
Me vem sorrateiros
Singelos a me lembrar
Dos beijos quentes
Do calor da gente
Debaixo dos lençóis
Das carícias após
Ou como, meus desejos
Ficaram sós
Depois que partiu
E não pretende voltar

Camaleospiração

Você camaleão
Na cama, leão
Me ama, ou não
Me chama no chão
Esconde no colchão
O que de certo me gama

Sua chama, leão
Meu karma, leão
Minha calma, leão
Minha aura, leão
Minha tara, leão
Sua casa, leão
É minha cama, leão
Meu camaleão

É De

O corpo e a alma
É de ouro
É de couro
A carne e a aura
É de prata
É de nata
É que é raro
E tão caro
Que nem o dinheiro
Que é de mim posto
Sabe como parcelo
E gasta sem jeito
Que gosta, com e sem defeito
É de praxe imperfeito
Mas a perfeição
É de simplicidade
E de aproximada verdade
De ideal sem padrão
É de coração
E de pureza
É de proteger
Silenciosamente
É de pertencer
Erroneamente
Mas é de intensa
E imensa plenitude
E mesmo que é de porte rude
Sou devoto
Do que é de nossos protos
Casos e descasos
Que é de sopros
E de rostos
É de gozos
E de loucos
Que fomos
Como é de esperar
Vindo do que é de tu
É de...
E de...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

D

"D" de Desejo
De dar beijo
De ser de jeito
Que dê
Ou se não deu
Não dará mais
Mas deu certo
Descoberto
O peito
De desejo não mais
De vontade
Mas de saudade
Que a desordem
Da cabeça faz
Deseja que paz
Derrame-se no dia
Do indivíduo
Que não deu atenção mais.

A arte do Encontro

Nestes desencontros
Que a vida prega
A gente se encontra
Com pressa
Ou faz demora
Pra que vigora
O contato e o convívio
De seres infinitos
Que nem metade se passaram
E não demoram a passar

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Turvo

Não me preocupo
Se o que te ocupa
É luxo e lucro
Dentro da cuca

Vem Vento

Vento que venta
Chuva que inventa
De se reinventar
Várias, noventa vezes
Ou mais...

Xô!

Sai, tristeza
Que aqui tu não vigora
É só dar o fora
Que a felicidade não demora
Pra nela eu me acabar

Deusconciência

E se Deus fosse consciência
Casamento da ciência
Com conclusão da religião?
Se os corpos, porcos,
Tornassem dorsos, dispostos
A refletirem e reafirmarem
Padrão e estereótipo
Do certo e errado
Mental e óptico
Que a ética e a moral próprias fazem?
Acabaria, por fim, essa tirania
De homens e violação dos direitos
Dogmas imperfeitos, frases sem sujeito
E se criasse um céu na sua mente
Direto e discretamente
Seria alvo independente
Do juízo final
Você incorpora o bem vencendo o mal.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Alô, Saudade

Alou saudade, pedi pra tu vir, mas não com vontade
Era só pra senti a metade
Que me faltou no mais tardar domingo

De agosto

Mas não contentou-se com pouco
Veio sem dó, nem sopro
Deixou sujeito aqui, louco num vazio infinito

Que bonito!

Sentimento Fosco

Às vezes, na memória
De um passado torto
Me vem súbito um pouco
De pensamento já morto

Sem Fluxo

Não tem rota, nem roteiro
Pra início, fim ou meio
Que propõem-se em desespero
Começar e terminar

Relíquias

Meu amor é meu refúgio
Além do infinito
Onde me saturo
E me restauro
Do passado ao futuro
Entre essas dilatações
E essas emoções tão vagas

Sangue Escorrido

Sangue no calcanhar
Já não dói mais
Que o que eu penso
Quando penso
Em te acompanhar
Já não arde
É falso alarde
Que o corpo grita
Ao se deparar
Com tamanha ferida
Já não corta
Pois o que cortou
Foi aquele amor
Que pensei não acabar
E mal sequer começou

Histórias Recheadas

Minha solidão é um estômago vazio que se alimenta de lembrança
Não se farta e não se mata, reprime a fome com cada pratada

Amante da Poesia

A liberdade é linda
Tem cor preta, mãos sujas
E vem em forma de poesia

Início da Nova Era

Pote e meio de nanquim
Um papel branco tipo marfim
E o começo de uma história sem fim
Eu, sobre mim

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mudo

Tanto vínculo
Que volta e meia
Da volta em volta
Em cinco segundos curtos
Fechando o ciclo do mundo
Um círculo profundo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Persistir

A persistência é fraqueza
Para quem aqueles
O amor não cega de beleza
Para aqueles que não tem a pureza
De acreditar

Verdade Meia


O EU
Comeu
Aquele que não acreditou
No SEU
E se esqueceu
Que a verdade
É parcial
Não aquilo
Que se vê na tv
Não aquilo
Que se vê no jornal
A verdade
É o que acredita
E o que tu torna real

Assim

Assim
Sou eu
Assim
Serei
Eu sei
Assim
Assado
Sereia
Soldado
Eu sou
Estado
Passou
Passado
Sozinho
Assimilado
Assim
Eu fui!
Cansou

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Curva Acentuada

A vontade não pode passar a verdade
Se é que existe verdade em lugar algum
O que me interessa não são essas metades
Te saborear na janta, e passar a manhã em jejum
O coronário foi mais sábio
Que o cardíaco ou sacro
Mas pena, que quando em contato
Com corpo físico
Perde controle pro estado externo
Do sagrado, do sentimento, do místico
E de corpo se alimenta
Saboreia e inventa
Que não existe melhor sensação
Que o tântrico sabor do sexo
Do ritual em auto móvel
E encontra um nada plausível nexo
Para cobrir o véu
Da sua emoção

Mate a Mágoa

Acenda o fogo da alma
Clama, chama e acalma
Que a palma da tua mão
Mantém os chakras em conexão
Com o extremo de sua aura

Amar do Amarrado

Se dito, não tem segredo
Me sopra o ouvido
Que escuto no peito
O laço
Não tem sido
Nada perfeito
Mas comigo
De um lado
Não tem jeito
É amasso
É abraço
Mais beijo
Que imaginado
E se deito
Vem amado
Que eu sem medo
Me permito
Me amarro.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Leito

Meu corpo é como ouro
Reluzindo a luz do fogo
Que queima em meu peito
Ardendo em chamas
E chamando o sujeito
Que me ama na cama
Me pega de jeito

domingo, 14 de julho de 2013

É De

Queria um desandar poético
Nessas linhas e rimas
Que ontem pra você risquei
Talvez você absorva cético
Não vai entender as cismas
E tudo que eu pensei

Mas não tem mais jeito
Sou feita toda amor
E no meu peito não cabe muita loucura
Que propõem um sujeito
Diversão, tantra e muita cor
Mas a situação que eu pretendo é mais pura

Não quero rótulo
Mas te queria sóbrio
Embriagado só de mim
Mas não soubeste responder enfim
Se exclusiva, eu recebi teus votos

Portanto, sem dano ou dor
Assim pretendo, se possível for
Deixar-te atrás do peito meu
Mas não abraçar este caminho seu

Que eu pensei, mas não demais
Pensei até pensar a paz
Que quero pra este coração torto
Que não apaixonado, mas está com gosto
De querendo você cada vez mais.


domingo, 7 de julho de 2013

Poder do Pensar

Tudo que penso
Sustento
E tento
Soar suave
Como passos
Vagarosos no assoalho

Assim mantenho
Linha de empenho
Em ser um ser tranquilo
Como um pássaro, um grilo
Que cantam com estilo
Teu canto de engenho

sábado, 6 de julho de 2013

Nem Tudo Posso

Vem deitar no colo
Que quente de saudade chora
Chama teu corpo e implora
Num cobertor frio solo

É um tanto que ele chora
Pela voz no ouvido de canto
Chamando a beleza de encanto
Num canto que solta e solta e solta

De vez em quando vai
De vez em quando vem
Vez ou outra
Em meus sonhos
Eu peço irmos mais além

Mas nem
Que jurasse a amor intenso
Que provasse enquanto eu penso
Eu seria capaz
De acreditar em estabilidade
Uma conexão de verdade
Tiraria minha paz

Desacato

Eu ego
Tanto falo
De um eu vago
Em contato
Com teu cego
Que me fecho
A outro papo

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Aproveitamento

Não muito pensa
Já que a recompensa
Está em pouco se pensar
Curtir, entreter, se envolver
Sentir, derreter, perceber
Que as coisas boas simplesmente são
Sem muita explicação
Gosto e ponto
Rosto e tronco
Do pranto, afasto
Pois o encanto, é estrago
Pra este coração gelatinoso
Que não espera mais que o gosto
E o gozo dos estados
Espirituais e emocionais

Precisão

Enrosco as pernas
Pra que não te escapes
Deito, abraço
E prenso meus braços
Nos teus limites
Pra que não passe
Esse lance por batido
De você comigo
Seu calor preciso.

Pensado

Gozo prazeres no intelecto
Pois no contato não é tão certo
Mesmo quando estamos perto

Pecado da Visão

Pequei ao olhar
Não se olha no olho
Durante o ato
Não se entrega ao par
Se por este não escolho
Me subordinar de fato

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Psique

Planejo bom
Gosto do beijo
E aproveitamento no tom
Mas o "não esqueço"
Do errado, do impróprio
Atenuou a linha
Entre o estado sóbrio
E o alterado
Foste as doses
Os toques
Ou os choques
Subiu à cabeça
Inundando a incerteza

De que por vaidade
Ou talvez vontade
Queria a certeza
Da suavidade
De estar bem
Neste vai e vem

Laiá

Meu peito
Não é brinquedo
Que se brinca
E guarda numa estante
Pra voltar a usar
Quando der na teia
Tarde ou cedo
Esse jogo
Me finca
E é estressante
Pra se sentir
Ao adormecer
E ao acordar...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Amortecendo a Queda

Tranco, barranco
Caiu moleca tonta
Subiu degrau
Com os pés na ponta
Mas caiu, outra vez
Caiu nos prantos
E molhou-se toda
De lágrimas e do mal
Que alguém lhe fez


Carnal

Vai entender
Peito ardendo em chama
Enquanto lábios pedem o toque
Os corpos deitados na cama
E as mentes tomando choque
Só por prazer?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Poemando

Nossa história em forma de texto
Não tem ponto final
Nem parágrafo crucial
É começo e enredo
Início e meio
Confusão parcial
É um meio pelo qual me perco
A um vazio banal
Pois se sento, e escrevo
Não me leve a mal
Sou de pedra e sou de pau
Sou poeta no total!

Reflexo

De carne não sou
Sou pouco disso
Pouco aquilo
Frio e calor
Sou ombro amigo
Sou amor
Sou abrigo
Forte e rígido
E quando preciso
Sou pálido
Um perigo!
Mas válido
Quando se trata
De mexer contigo
Sou doce ou amargo
Mas posso ser insípido
Depende de como
Você é comigo

De Repente

Rabisca o que pensa, o que fala
Aprende ou sente
Rabisca aquilo que lhe vem
No coração ou na mente
O que lhe convém
Pra que possas, futuramente
Com razão ou sem
Compreender o que se sente

Fraco

Eternos namorados
Emanados
Pelas emoções
Enamorados
Os corações

Brisa

Há brisa que bate, e volta
Há brisa que não bate, toca
Leve, no rosto, forte no peito
Há brisa suave, passageira, há vento
Há furacão que passa lento
Desvastando nosso leito
SOSSEGO!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aquário

Sou água
Como rio
Como mar
Como amo
Amar!

Sou água
Doce ou salgada
Sou ida e vinda
No fundo e na beirada

Sou a saída
Para um leito curvo
Sou lago calmo
Sou longo percurso

Sou onda de passar
Chuva branda ou tempestade
Sou ilha grande
Sou oceano de metade

Porque, bem, meu bem.
Eu sou menos sem teu encostar
Me cerca, me aproxima
Que faço das tuas beiradas
A minha própria ilha

Você terra
Me enterra
Me habita
Terráqueo
E não precisa
Oxigênio extra
Ou um barco

És bem vindo
Eu te guio
Pelas bordas
Que me ligo
Ao encontro
Do seu ponto
Início meio ou final
Encontraremos com o outro
Em meio um pantanal

E em contato com o fogo
Ou o ar que respiramos
Manteremos o jogo
De realizarmos nossos planos
Pois são grandes
Mas são poucos
Se comparar aos confortos
Que o universo nos dá
Sombra fresca, estrela e luar
Erva, alimento e grama
Um lugar pra gente descansar
Entrelaçamos, agora
O começo da história
Que até o fim eu vou lutar
Para ser a melhor parte da memória

Tipo Índia

Xingu ou pataxó
Não sou índia toda
Sou índia de nó
Presa em você
Quase doída
Faz até dó

Raio

Se índia sou
À vista de teus olhos sós
Sou de lua e sou de sol
Sou tão minha quanto nós
Eu soul

Dia e Noite

Se índia sou
Sol de lua
Sou de lua
E sou de sol?

Dançando Conforme a Música que a Gente Escolhe

A gente vai acompanhando
O ritmo que a vida tem
Errando e acertando
Os passos que nos convém

Samba no Pé

Nosso papo é feito samba
Toca feito tambor no coração
E "tamo" dançando as pampas
Acompanhando o ritmo com emoção

domingo, 16 de junho de 2013

Ressaca

O Canto suave da água
Pingando sobre as minhas mágoas
Curam qualquer ressaca
De dose, de amor ou viagem errada

Nada?

Eu venho de limites
Manso, vago, quieto
Sem trocar chão por teto
Ou me enroscar de chiliques

Eu venho testando
Desviar as rotas
Aceitar propostas
Que de vez em quando
Me parecem tortas

Há como, um sujeito
Tratar com respeito
Sem se entregar de peito?

Peito sangra
E peito dói
Envolve
E se corrói

Não que for amor
Mas e se nada for
Nada além desses toques suaves
Podemos acabar entre chaves
E abrir portas para nossa dor



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Encontro Datado

A sexta é uma graça
Meio centro
Meio praça
Meio banco
Meio casca
Churro, fumaça
Nada meio logo após

Soprando com os quatro elementos
Água, terra, fogo e vento
Muita gente e pouco tormento
Começo de um destino lento
Pouco deles e muito nós

Conversa lenta e um meio abraço
Um corredor de bate papo
Que a cabeça principiante não se rendia
Respirava fundo e não dormia
Mas de boca em ouvidos, se perdia
Durante algum segundo vago

Vermelho não era mais o batom
A cor se expandiu pelos olhos
E o rosto quando alheio notou
Sentiu-se bem por não ter propósito
De limitar o tom ou o som
Por uma sensação invisível se levou

Não lembra caminho ou melodia
Abrigou-se do lado direito
Esperando relaxar a beta
Controlando um pouco a peça
Que pressentia atuar

Contanto, timidez, que haveria de dizer
Não era a palavra exata
Mas se rendeu a bala e o beijo
Que a boca e a mão ofereceram de jeito
No escuro, entre a parede
E os corpos quentes
Deu início a conexão
Do contato entre mentes
Que a noite prometia então

Lugar e pessoas comuns
Daqueles que de costume, se espaireciam
De longe, o incomum eram as sensações
Que o corpo, a mente e o coração transpareciam
Buscou ar no peito, mas em falso
Queria mesmo mais espaço
Uma busca maior de paz
Meio doce não tardou, mas
Tranquilidade o ambiente não trazia
E não muito depois, ele lhe satisfaz

E se perdem, se encontrando
Na cidade calmaria
Barulho não se ouvia
Podia até pensar, que habitavam outra dimensão
Quando dobravam a esquina
Ou num tempo de braços se encostando

Sabia, o que aconteceria depois
Um quarto pra dois
Mas de medo não se encheu
Até pela escada se perdeu
Em pensamentos bobos
Mas em suspiros, se rendeu
E começaram os sopros

No começo, hesitação um pouco
Insegurança e confusão mental
Chegou até pensamento letal
Confusão e violação por fim
Confessa, não tem ideia de como desenrolou enfim
O que fluiu, o que pareceu
E apesar dos instintos ativos
Não se importou com detalhes seus

Beijo, abraço, amasso, embaraço
Mãos e pernas e tentativa de papo
Barba, toque, língua e cabelo
Um ritual sem limite e sem modelo
Por prazer, por fazer ou adormecer
Que ondas alucinavam
Por zona alfa, beta ou teta
O que viajava por si era tentar esquecer
Enquanto os corpos se aproveitavam
O gozo era meta
Nada impossível de acontecer

Mas quem diria
Que viria cansaço
Uma sombra escura
Em cima da bravura
De enfrentar seus princípios
E acordou
De um descanso irreal
Momento quase surreal
Que no sábado passou

Não sentiu mais abraço
Nem carinho, nem afago
Não decidiu de imediato
Mas não limitou passo
Afora, agora embora.
E depois de um sustento
Pôs se de cara ao vento
E caiu adentro
Pra realidade que vigora

E agora, dormindo num transporte
Meditanto no azar ou na sorte
Que desfrutou noite anterior
Acordou em novo horizonte
E não voltou pela ponte
Que a coragem ultrapassou

No motivo ou razão
Não pensa 
E se pensa
É pensamento pouco
Porque senão, a cabeça esquenta
E lhe deixa louco

No entanto, aproveita sóbrio
Do que lhe resta
Lembrança e vontade
Do sabor e vaidade
Que provou de verdade

Contato Perigoso

O ponteiro do relógio
Dando volta
Marca a hora
É hora de me retirar
O dia está ficando claro
O vidro muito embaçado
Não tem mais aquele abraço
E pouco espaço pra pensar

É que a noite foi assim
Meio você dentro de mim
Nós em todas dimensões
Nos debatendo como corações
Mas as ondas não pararam enfim
Três delas ativas em mim
Me deixando levar pelas emoções
Não buscando sequer razões

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sagaz

Qual a razão do que tu faz?
Qual o bem que isso traz?
Isso tudo te dá paz?
Não ser assim, tão eficaz
Te deixa à frente, ou sempre atrás?

Razão e Motivo ?

As ilusões que a noite traz
Não é a mente que inventa
Não é dose ou psicodelia
O motivo que te atormenta
O que a mente cria
É o que antes pensado ela havia
E nessas e outras vias
Pelas quais procura saída
Alimentam a consciência
De modo que ela quer ser digerida

terça-feira, 4 de junho de 2013

Banho de Tom

Café na cama
Casa de praia um colchão
Um papo atrasado
Sem qualquer previsão
Uma sacada
Uma rede
Pra poder balançar
Uma lua e um sol
Se pondo no mar
Uma ideia
Outra dessa
Uma grande confusão
Um suspiro
Um orgasmo
Uma grande emoção
As idéias formadas
Em fumo e papel
As grandes araras
Que voariam no céu
Um sentido da vida
Uma espera da morte
A entrada
A saída
E os dias de sorte
Uma cachoeira serena
No alto da montanha
Uma casinha pequena
De beleza tamanha
Pra poder dividir
Nossa relação estranha
Somos dois
Somos um
Somos todos e nós
Somos alguém nenhum
Muito pouco somos sós
Somos o fogo e água
O desvio da mágoa
Somos espíritos buscando
Uma evolução
Somos parte do outro
Em plena meditação
Somos muito
Somos pouco
Somos um só coração
Com você eu pretendo
Passar muito do tempo
Conheceremos o mundo
Vamos um pouco além
Vamos um pouco mais fundo
Caminhando, explorando
A mente e a dimensão
Que queremos chegar
Sem rótulo nem padrão

domingo, 2 de junho de 2013

Rápido Improviso

Como contar com destino
E outra dessas regalias
Se a própria consciência
Um desvio providencia?

Não é questão de sorte
Azar ou habilidade
O que está escrito na sua história
Só precisa de oportunidade

Sensibilidade, visão, criatividade
O que você precisa agora é mostrar a sua coragem
Cadê aquele lado bom?
Cadê o tom?
Que tocou quando você se mostrou de verdade?

Não pede arrego não
Vá enfrente, em frente.
Tua mente sente o que o futuro pressente
Teus medos podem te comer de repente
Mas não
Eu acredito que a sensação
De estar contente, vai mudar a sua mente!
Então!
Amor e paz e mais esperança
Não precisa muito mais, se tiver confiança
O mundo não é assim
Mas as pessoas esquecem enfim
Que pra mudar o exterior
O interior tem que estar afim







Maktub

Desabrochou o lado direito
Como quem aflora
Fora de ego
E fora de si
Uma história parcial
Com desenho, personagem principal
Roteiro e alguém que habite a cena
Nada que agrade cinema
Senão o emblema, enfim
História contada mal
Sem começo nem final
Apenas o ritual
De capítulos não seguir
Apenas o destino de ti
Confusão total!

Fraco

Um espírito desalinhado
É perigoso e arriscado
É muito mais que um pecado
De desistir sem caminhar

Espírito morto, cores mortas
Saúde e estabilidade tortas
Não há saídas, nem portas
Nem uma solução para alternar

Banho de Idéias

O corpo nu
De contato direto
Um líquido límpido e puro
Os olhos fechados, no escuro
Prometem a remoção
Das más certezas
E impurezas
Que enfraquecem o chakra azul
Os impulsos que a mente estendeu
Correu as veias e se perdeu  em órgãos vitais
E enriqueceu os órgãos mentais
A alma desapareceu
Do corpo material
E a ideia espaireceu
Como uma revelação espiritual

sábado, 1 de junho de 2013

Ohm Inacabável

Quando nessas terras
De meu corpo e minha alma
De minha mente e meu karma
Surgiu deveras
Trouxe paz, vento e tom
Me envolveu de luz lívida
Despertou meu superior
Alimentou minha alma
Felicidade, serenidade e amor
Um sentido a mais da vida
Um estado interior
Das limpezas e saídas
Que num relance eu passei
Me concentrei nas energias
Que com você eu troquei

terça-feira, 28 de maio de 2013

Larguei!

Deixei
Sóbrio ou na mais pura loucura
Hoje não mais me procura
Como eu um dia sonhara
Não é mais minha cara
Sonhei!
Com todos nossos planos
Eu estive em todos os cantos
Buscando um pensamento amplo
Pra que não me vesse em pranto
E não é, que de fato
Eu até tenho contato
Mas o sentimento, ficou guardado
Num passe ou outro, enterrado.
Eu mudei.

Contato

Suas falas mudam
De altas a baixas
De espessas a rasas
Pronúncias erradas
Em noites geladas

Se eu dissesse
Que talvez, me permitiria
Te entregaria, apaixonaria?
Ou me faria calmaria
Com medo destes raios que fizeste?

Inconsequentes

Como vai você saber
Se nem mesmo eu sei falar
O que eu quero pra nós dois
E como vou saber
Se nem você soube me explicar
Porque tanto 'agora'
O que só pode ser depois

sábado, 25 de maio de 2013

Talvez

O que eu vejo em seu sorriso
É mais que você quer que pareça
Eu entendo, que talvez não passe disso
Mas não podemos controlar a nossa cabeça
Às vezes eu preocupo com rimas
Às vezes eu preocupo como rimos
Embora fossemos de ouro
Não pertencemos um ao outro
Ou talvez, esteja eu errado
E talvez queira eu beijar estes lábios
Talvez espero que a música toque
Conforme dançamos nós
Talvez eu prefira desatar os nós
Antes que sobrevivamos à sós

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Perca


Perdi!
Graça, Fala, Tempo
É que eu mesma tento
Correr contra o vento
Que insiste em correr oposto
E trocar o seu rosto

À Dois

Sou um lado eu
Mas o outro lado meu
É tanto seu
Que já se perdeu

Com Licença Poética

Papéis amassados
Borrados de lágrimas
Despedaçados
Porção de páginas
Viradas!
Sem dizer nada
Nem continuação
Chegou ao fim
Chegou ao chão
Pobre autor,
Nada publicou
Obra nenhuma
Transformou num amor

Implorando

Facemos nossos planos
Pra vivermos nossos sonhos
Encontrarmos nossos encantos
E transformá-los num só canto

Lívido

És cordial e eu cordeiro
Buscando num pasto
Meu refúgio
Meu recanto
Enquanto corres,
No entanto
Do teu pranto eu fujo

Tanto Anjo

Peças pregadas
De um destino enigmático
Veio rápido e fraco
Anjo bom e malvado
Tuas asas quebradas
Ainda quebram meu encanto
E eu tento apaziguá-lo
Com um mantra que eu canto

Acerto

Não que seja errado
Mas penso assim sóbrio
Que não pode me faltar
Aquilo que não lhe cobro

Presença, tempo, ou afeto
É pouco disso que espero
Pouco disso eu te peço

Mas corremos raso
Em campos fundos
Temos pouco prazo
Somos de outro mundo

Sobretudo, espero
Que o futuro se acerte
Enquanto isso, eu aqui inerte
Aguardando o tempo certo

sábado, 4 de maio de 2013

Solitária Solidão

As minhas masmorras não derrubo não
Faço delas minha futura mansão

Agora, Aqui

Vim de longe
E logo vi
Vim mais pra perto
De ti, de mim

Acento e Pingos nos "Is"

Se o acerto
É a escolha certa
Deixa com o tempo
Ele conserta

Más?

Mesmo
Que o medo
Mate
Não minto
Emito,
Evito
Omito
O mito
De Muitos

Miséria e Fome

Tanto
"Amo/sou você"
Que
Almoçou você.

Amigo

Casual ou planejado
Pontual ou atrasado
Há tempos
Esperava um momento
Por um encontro
Longo ou curto
Incerto ou absoluto
Como tem sido
Contigo
Comigo
Abrigo

Entre pensar duas vezes

Marquei compromisso
Você não compareceu
Pensou tanto nisso
Que já me esqueceu?

Vida Engana

A vida não passa de ilusão
Ou vai passando até que o desquilíbrio esteja de pé
A vida não éxatamente como ela é
Ou como qualquer um a veja
Como vivemos à nossa maneira
Caçando bobagem, visando vaidades,
Ou o que quer que seja
A gente não leva a vida
A vida é que vai levando a gente
Não tem explicação, soulução ou mesmo saída
Somos condenados pelo nosso sempre


terça-feira, 30 de abril de 2013

ISO

Na pupila dos olhos
Ou no enquadramento que te foca
O que compensa
Luz ou profundidade
Luz ou abertura
E na sua figura
Mostra mais a realidade
Que uma fotografia intensa ?

Postagem

Perdi tanto tempo
Pensando
Que perdi o tempo
Pra praticar o que pensei
Hoje não!
Publiquei.

Aponte

A gente não leva a vida
A vida que vai levando a gente
Não temos sequer saída
É desse jeito e a gente sente

A vida testa tudo
Bate cara a cara, defronte
A recompensa está no futuro
O segredo é a ponte



segunda-feira, 18 de março de 2013

Estes Impasses

Há de vir os dias 
Que hão e haverão de ser
Aves voarão e cantarão
Suaves como qualquer outro [dia] ser
Antes ou tarde do sol nascer
Meu bem, cales, ou andes
Quero as aves, os dias, as naves
As nove decádas com você

quarta-feira, 13 de março de 2013

No Laço

O sorriso mais amargo
É o da boca do palhaço
Que mesmo depois de estragos
Embaraços
E nós largos
Permanece intacto
Quase falso

Saindo do Forno

Não é só mais um esboço
É apenas um colosso de aventuras
Desesperadas pra sair do poço

Aos Meus Leitores

Quem me dera mais amores
Mais cores
E muitas flores
Quem dera um dia desses
Menos horrores

Inspiração Digna

Os meus versos são pobres
Mas o assunto é nobre
Se por um acaso eu resolver falar
Dos teus cabelos cor de cobre
Ou qualquer qualidade que sobre
Que venha súbita ao meu pensa

Desvaidade

Ah, se acaso perdido estiver na cidade
Ligue-me, calmo, se tiver vontade
Que eu cometo a atrocidade
De esquecer minha própria idade.

Síndrome de Dê

O princípio da vida são os dias. E as doses.

Fervo

Os sonhos, os planos, os desejos
Todos podem se acabar num beijo
Ou quem sabe, mais que vejo
Podem qualquer um sucedir esse apelo?

terça-feira, 12 de março de 2013

Inspiração Digna

Os meus versos são pobres
Mas o assunto é nobre
Se por um acaso eu resolver falar
Dos teus cabelos cor de cobre
Ou qualquer qualidade que sobre
Que venha súbita ao meu pensar

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Do Jeito ao Sujeito

Torce corpo
e torce peito
Num sufoco

E com esforço
De esboço à
Pensamento fresco
Sujeito sem jeito!

Drama!

A boca que não deu amasso
Deu espaço
Pra voz que falava alto
Sobre os passos
De olho no que era errado
Seu abraço
As mãos que tocavam o vago
Do seu lado
Nada mais de trato!
Adianta um passo
Noite estrago.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tudo Nós

Tudo é poesia
Tudo sua
Toda nua
Ou toda crua
Quanto tava eu
Quando tava nós
Em sonhos meus

Enrolaço

A lingua é como laço
Que nos passa aperto
E se aperto, num embaraço
Viro e mexo,
E em pouco prazo
Eu estou preso
No labirinto
Longo, largo, infinito
Dos seus lábios largos
E seus dentes finos

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Esbarro

Cheira como cheiro
De anjo do berço
De jeito
Que até o eu "ego"
Enlouquece(esço)

Tem nos lábios
Mais que largos
E mais que traços!
O meu apreço.

É mais fácil
Fazer como faço
Manter-me no embaraço
E pagar pelo preço.
Do que deitar nos meus braços
Me esconder dos amassos
E dormir com o travesseiro.

Anexo Em Branco

Zzzz e zás
Jaz daqui
"Fui" e zuei
Fuzuê!

Bate e bate
Toc e tum!
É que num (ponto)
Segundo
Minuto!

Horas se perderam.
Não me meteram
Mas dessa eu saí.

Semi-jóia

Cair
Partir

Em medos - meios
De fugir.

Coitado de quem
Não sobressair

É duro!
Escuro
E difícil de sair.

Maria Fumaça

A
Que escuto
O trem

A fumaça invém
Traz o som,
barulho!

Escuto o que tem.

Eu artístico

Ah que vejo com outros olhos
Olhos de não como todo aquele que vê
Mas olhos de quem sente o que se vê
Se ainda não olho
Com outro lado torto
Eu me sinto morto
E tanto solitário
Mas me desespero pouco
Pois sei que um toco
Seria necessário
Pra me fazer de louco
Mas não de otário!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Pincelando Poesia


Em tempo de artista
A Monalisa Vangloraria
O pique do "asso"
Vanglórias de Gogh

 Em tempo de artista
Eu até que pintaria
Um quadro MONETário
Sem pensar no salário
Que Degas receberia
Por um terço do seu trabalho!

Pediria dez, quinze ou Vinci reais
Só não pediria para Klint
Que me apresentasse Judite
Segunda ou Primeira
Nem que fosse verdadeira!

E de minha Terra eu choraria
Não por mim nem por Nari
Quem sabe talvez, por Portinarri
Por Volpi ou Carybé

Ah, que sou tanto leiga
Mas destes eu quero provar
Criatividade, sabedoria
Ou mensagem subliminar

Eu poderia, fazer mais rima
Mas nada tenho a lhes falar
Pois agora com idéias em cima
Me falta escrever
Me falta desenhar
Me falta muito ler
Me falta praticar!

Pena não Pesar

Há quem quebre vasos
E laços
Há quem ocupe espaços
E amassos
E abraços
Contudo, todavia
Entretanto, eu sabia!
Essa pobre agonia
Não foi eu quem escolhi.
Pobre eu, pobre de mim.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Suave Desejo

Diz mentira
Que é só pra se aproximar
Me solta!
Ou não!
Eu não preciso que me prenda não.
Os teus olhos já prenderam
Aquilo que precisa
Despedida
Não é preciso falar
Vai embora!
Ou volta
Tem mais tempo pra ficar
Eu não sou de ferro não
Mas se precisar que eu tranque o coração
Ah! eu vou trancar...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Salto Baixo Mortal

Grande noite
De surpresa
De brilhante
Com as mesmas
Que o brilho teme
Em parar de brilhar

Dos abraços
Brindes
Laços
E magos
De pensamentos vagos
Noite de estragos

Se esconderam 
Não em capas
Em máscaras
Ou apareceram!

De pés sujos
Mas livres
Da sociedade alta
De penas
Ou pena
Dos "chiques"
Ilustres
Sem falta.

Papos fatais
Mataram!
O coração
De alegria
De razão
Mas engano não

Sabiam
Que terminariam
Dois prum lado
Um pro outro
Mas não menos
Acabariam
Com o trato
Louco:
Noite boa!
Fim de papo.



domingo, 20 de janeiro de 2013

Solta!

Nesses cantos profundos
No qual jaz um coração infindo
Mergulhei afundo
Em tempo infinito

É que não me preparo
E não me preocupo
Se me joga em raso
Eu me atiro no fundo

E que num falso abraço
Me envolvi na rota
E de corpo, me arregaço
Numa ida sem volta
Me solta!
Não solta!
Não! Solta.


Esclarecimento

Faz que volte o tempo
Volte em volta
Do nosso vento
E faça escolta
Da resposta
De centro
E certeza
Da beleza
Desse sentimento!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Cidade Conversa

És o ápice da mistura
De música, de arte, de gente
E é da fala e da escuta
Que compõem-se incialmente

No branco dos pilares
De seu coreto torto
Vem de todos os lugares
O público, o artista, o curioso

Jovem, adulto ou criança
Jornalista, fotógrafo, simpatizante
Qualquer um pode entrar na dança
Duvido que não se encante

Pincel, pintura, papel
No varal poemas de mel
Nos cantos os bons vestem o véu
Ausentam-se pessoas de fél

Ah, essa cidade
De beleza tamanha
Que poucos vê
Porque não, a realidade
Ser uma façanha
Este evento "demodê"?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ah!

Ah! essa barba de estrago
Esse gosto de amargo
Que a saudade não teme em dar

Ah! esse longos braços
Que  envolve em abraços
A amada á suspirar

Ah! esses lábios largos
Que em sabores e tragos
Um dia chegaram a lhe tocar

Ah! esses retalhos
De momentos vagos
Que chegaram a atormentar

Os olhos pasmos
O coração falho
E um corpo a reclamar




Rolo

És cego e tolo
És mero bobo
E poem-se  a tudo perder

És sadio louco
E preocupado pouco
Com o que se tem a aprender

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vem!


Eu que te trato
Como posso
Como faço
Como gosto

Vem com sua bondade
Me joga em ares
Que a saudade 
Promete o mundo pra nós dois

E o que vale
Estes impasses
Se o que tem pra agora
Não funciona depois?

Nada é exato
Digo agora ser o tempo nosso
Vem, que pro seu lado me 'engraço'
E me deito, e me encosto
Em teu obro de conforto
E em teus lábios sóbrios

Envolta de Histórias

Dizia
Ser eu a mais linda
Fazia toda a vista
E que lhe atraía o olhar

Mentia!
Mas era uma mentira
Que numa noite de vira
Fizeste acreditar

No rosto, no gosto
No cheiro e no rolo
Envoltos de histórias
E lembranças na memória

Não é pedido
De abrigo
Não é sossego
E nem medo
É só vontade 
De felicidade!
De vitória.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quase Despedida

Eu fiz de tudo
Tentei um tanto
Fazer de conta
Que é era certo
O ponto que chegamos

Foi meu engano
Eu que fiz planos
E marquei encontros
Na medida que um conto
Pudesse tornar-se
Um fato!

No entanto, errado!
É de prazo pouco
E fui bobo
De pensar alto
Somos atos
E somos fogo.
Apagamos
Reacendemos
Sem contínuo.

Pobre e solto
Coração torto
Esse meu.
Já sofre tanto
E quis muito
O que não podia
O que não devia.
Patifaria!

Não tem mais
Tempo ou como voltar
Mas aqui vai
Meu sorriso
Pois num dia frio
Seu abraço
Virou abrigo
E seu amasso
'Tá' comigo
Enquanto a lua determinar.

Expectativa

Instável é o tempo
E dói ao pensamento
Ter que o passado dispensar

Seguir novas rotas, caminhos
Arrumar um cantinho
E uma nova vida começar

A distância eu não temo
O meu medo é pequeno
Pra me fazer mudar

Que o frio me aqueça
E que a infelicidade me esqueça
Pra poder aproveitar

Que me matem de alegria
Onde eu possa, em toda via
Saber que gente vou me tornar

Que me venha o abraço
O laço da vinda
E o aperto da despedida
Mas é assim que vou querer
É assim que tem que ser
Só me resta esperar!