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sábado, 31 de dezembro de 2011

EncontroS

Do primeiro, talvez não se lembra
Do segundo as poucas lembranças
Do terceiro, horas vagas
Do quarto, ja vem sentindo
Disso talvez não passe - uma pena!
Do quinto, se possivel, tentar firmar.
Acender brases e se deixar levar.

Corpo quente, cabeça fria e coração morno.
Devagar...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Três Marias

De pé no chão
Solando canções
Cortantes...
E esfriando cimento

Passeando lentamente
Sobre o céu de estrelas
Cadentes e simples
Deitada, espreguiçando

sábado, 24 de dezembro de 2011

Radial

Música de calmaria!
Ou euforia, depende do ponto fultral.

Tempo de alegria!
Dia do doce e tão esperado natal!

Mente vazia!
Implorando pra que encerrem o musical!

Nunca tão fria!
Antes de ter um motivo principal.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Excêntrico

Fores um dia,
Há de ser outro.
Tudo ido, logo vem
Ou já veio diferente,
Demorado!
Mas logo ai!
Completo, ou dividamente.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pássaro de Gaiola

Estranha essa liberdade
Cercada por muros e portões
Onde as pessoas se escondem
De "sabe-se lá o que!"

"País livre" - alguém disse
Livre de que? Livre como?
Não vejo nada, além da palavra - Liberdade!
Não faz jus a este nome.

Estranha mesmo, essa tal liberdade!
Limitada, totalmente limitada!
Território, cercas, linhas!
Separando pessoas
Separando vidas.

Uma velha amiga, disse outra vez
Assunto amplo, dá vontade de tudo falar.
Não discordei nem concordei.
Amplo como?
Não consigo ampliar essa liberdade!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cinza e Branco

Violando as previsões
Chuva forte, e vento frio
Vento forte e chuva fria
Arrepio e arrepia...

Assim caminha o mundo nesses últimos dias.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Gato do Submarino

Disse seus desejos no determinado tempo.
Me encarou, contou as oposições que prendia na cabeça.
Assenti!

Perguntou. Sobre minhas idéias, pensamentos.
Refletiu, e voltou para o mesmo ponto de partida.
Entendi!

Perguntou sobre suas garras afiadas.
Se eu pediria socorro se ele tentasse.
Rendi!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vivão do S

É como se já não soubesse!
É receio, de se entregar.
De dar amor e não receber
De fazer amor sem ter prazer.

De ir à luta sem ganhar.
De querer participar, pra perder.
É como se não quisesse!
Viver com o motivo de aprender.

É como se pudesse!
Pular sem sair do chão.
Ter amor sem um coração
Ser amor sem ter razão.

Dar amor por compaixão
Não ter ao menos compreensão
É como se quisesse
Seres, quem não são!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Laranja Limpa

Se surdo, coloca som.
Se inodor, coloca cheiro.
Se insípido, coloca gosto.
Se incolor, coloca cor.

Agora, se insensível,
Sem coração fica.

Mirante

Fecharam os olhos
Como se fossem as únicas ali
No banquinho, de madeira
Escutando barulho de passarinho
E do trem no fundo, bem lá-longe.
Meditaram!
Foram longe... voltaram.
Observaram o sol
Mudar de cor, mudar de posição.
Preto e branco.
Mancha vermelha.
E mil e uma cores na borda...
E ele foi se pondo... se pondo...
E foi embora.

Impossível Reversão

Assistimos focados
Em pé, beira da tevê
Toda bagunça passar
E ficamos ali, sentados.
Sem sair do lugar.

Deitamos,
Quando alguns estavam de pé
Firmamos o corpo sobre o colchão
Sem pressa, só com medo
Do que estava por vir

Enquanto alguns berravam
Gritos de salvação
Nós ficamos intactos
Sobre o nosso céu estrelado
Sem ficar ao menos preocupados.

E do que adiantou?
Hoje, pedindo o tempo pra voltar
Sem ter feito nada
Sem nada poder mudar
A vida continua a mesma...

Reclamando!
Estamos nós aqui agora,
Esperando, o que?
Não sei. Estamos!
Mas nada vem fácil.
E perdemos muito tempo
Esperando acontecer...

Suicidando na Idéia

Melhor deixar na cabeça
Porque do coração custa a sair.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Enigma

É quase falso,
Um nó forte.
Nem laço, nem sorte.
Só abraço.

Toma cuidado com os dedos
Os lugares aonde eles se posicionarão
E aperta com cuidado
Alguns fecham os olhos
E dão um sorriso de canto

O que passa na cabeça?
Sente o que?
Pensa no sorriso?
Como pararão os dedos.
Até esperar o 'flash' em volta!
E solta, e volta..

Encara como se fosse
O único e o primeiro dia..
E pensa de novo
Como foi bom,
Como queria ter aproveitado mais...
Pensa tudo!
Menos abraço.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Flagelar

Não!
Não faça isso, menino.
Não te maltrate,
Não fecha os olhos.
Não durma numa hora dessas...

Não!
Não abra a boca pra falar
Deixa o ouvido saber...

Sei que as coisas vão se complicando...
Mas vou facilitar
Mais cedo, ou tão tarde...

Não!
Não dê passos em falso
Não ande por esse caminho
Sem saber aonde vai chegar...

Não enrole esse cigarro
Nem fuma esse papel
Não peça mais uma dose
Pois nenhuma te trará
O que você realmente procura

Não!
Não dê ouvido
A quem te quer
Pelo que você tem
E não pelo que você é
Sem saber
No que isso vai resultar...

Não!
Não esqueça
Do quanto bonito você é
E do quão bonito você pode ser
Se sorrir... pra mim.

Não!
Não faça isso consigo, menino!
Não deixe que isso suba à sua cabeça
Sem antes se perder comigo
Sem antes viver comigo...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ascendente

Pouco falo e menos faço.
Que dor! Que aperto.

Medo de Escuro

Sozinha em casa,
Às vezes me perco
Em pensamentos que proibo
E em ilusões
Que me alimentam!

Apoio

De bela, muito tem!
Muitas vezes tímida
Às vezes nem.

Se tivesse em guerra
Seriam contra o mundo
Nunca contra ti

E se me berra
Vou num pulo!
Dou o melhor de mim.

Belo mesmo é o seu sorriso
Que nunca vi passar
Esteve sempre lúcido e limpo.

Bela, se correr algum risco
Nada de se preocupar
Pra te ajudar, não me limito.

Aroma e Sabor

Nunca experimentei você
Insípido em pensamento!
Em coração, doce!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prece

Riscou em mim
Em letras transparentes
"Paz por toda vida"
E saiu sem dizer tchau.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Restauração

Sou rica de amor!
Tão lógico, dizer assim
Verdadeiro é... grito!
Não menti
Segundo algum
Minuto algum
Eu vivo
De amor.. de muito amor

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sábia

Se lhe escrivinhasse uma poesia
Nominaria-a borboleta, admito
Teriam versos tão bonitos!
Teriam asas de sabedoria.

Se escritora fosse meu papel
Lhe escreveria noite e dia
Pois se os lêsse - despertaria
Lindos sorrisos do céu

Borboleta, depois dos ventos, a tranquilidade
Flores no jardim não vão faltar
Reguei todas esperando você

Se te faltaram com a verdade
Se de você não vão se lembrar
Ainda tem as flores que acabaram de nascer.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mensageiro

Que alívio!
Poder cuspir todas palavras
Sem se intimidar
Só dando risada
Desde o princípio
Inclusive no final
Sem interesse algum.
Nem seu rosto
Nem seu corpo

Melodia de Quintal

Viajei muito, te encontrei
Algumas vezes - perdido
Foi de você que eu cuidei
Mesmo tu destemido
Não sei onde me encontrei
Me perdi no meu libido
Se perdi ou se ganhei
O que eu fiz foi mais bonito
Eu chorei, chorei
Mas hoje eu tô tranquilo.

Ressaca Moral

Vêm o dia claro
Com a ressaca moral do lado
E o cabelo despenteado
É o que dá estopim ao enredo

Acorda intacto, quieto.
Coloca-se sentado
E deita de lado
No travesseiro
De novo!

Doído

Carne crua, cura!
Peito sangra até sarar - a dor.
Dói - a dor.
E a dó de doer - a dor.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lasca

De pedra em pedra eu cheguei
No fim do ano, início de mês
Vem dezembro com sabor de alegria!

Em Quanto

Te encontrei - solto, roto.
Cuidei um pouco
E já se foi louco

Sobre outros pontos
Em outros contos
E meio tonto

Limitado

As pessoas te empurram o tempo todo.
Mas não podem lhe fazer ultrapassar seus limites.

Ocular

Se só acredita no que tu vê, preste atenção nos meus olhos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ducha

Em alta temperatura
No corpo nudus desliza
Caminho lento e de curvas
De dobras ou rugas

De cima até em baixo
Uma vez em baixo - vai embora
E seca natural
Sobre o pano estendido