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domingo, 15 de dezembro de 2013

Desorientado

desnorteado, no horizonte
despeço-me do medo
de fronte, enfrento
sóbrio tormento
esqueço - momento
de medo, perplexo
e desço. esqueço!
do hábito, sossego
mantenho em sóbrio
preparado, esquivo
e pronto, tá tonto
discurso fingido
um papo surrado
respondo, calado
e pronto, desespero
ajuda, eu peço
despeço, agradeço
na noitada, eu nego
lágrimas estúpidas
corre pra súbita
companhia sagrada
bebida, madrugada
cigarro, risada
sexo após
deitar na calada
aconchegar-se de nós
conforto, sossego
três sonhos, nem lembro!
acordo, abraço
enrolo, afasto
beijinho e faço
carinho, afago
no braço, esboço
de edredon macio
e romance frio
do prato que como
toda manhã
do dia seguinte

domingo, 24 de novembro de 2013

Que hilário!

Quão hilário é
Saí a passiá
Rodá por ai
Parar e se atrevir
A interferir e ocupá
Voltá a pé
Insisti
E recuá
Não permiti
Que entre sem batê
Essa coisa de você
Que não convidei a entrá
Criá algo que não viva
Dentro de eu
Dentro desse seu
Coração estranho

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dera Dirá

Quem dera aparecesse
Regado a fogo e fome
Tirasse o chinelo
Sentava, sentindo sede
Pedia um beijo, um toque
Do sofá á cama, grogues

Quem dirá ser mais um porre
Dessas noites corridas sóbrias
Que amassamos os lençóis
De sol, estivamos
De lua, esbanjando
Suor, saliva, sangue
E te faço, ficar em grande
Se permite que eu me encoste
Te dava falta de ar
E perdia o medo da morte
Se bem, meu bem, que goste
Se essa noite pretendo ficar

Quem diria, eu pedindo "please"
Vou de canto, e canto, sopro
Vem que hoje tanto quis
Ter teu corpo no meu corpo"

Tanto quanto, tanto "easy"

Vai e Vem

Não peço arrego, porque meu sono é matado em sonhos
Sonho real quando me perco nos beijos
Não sonho alto, porque teus braços estão na altura da pedida
É a medida certa pra sentir e sair de calada
Desorientadamente deslocada, desvairada e despida
E dispersa nessa confusão de mente oca e vazia
Que não se preocupa, mas não se ocupa de culpar coisa nenhuma
Nem mesmo as curvas que dá
Até o rumo da estabilidade súbita
Nossos poros, estrapolados
Embaraçados e emaranhados
Em pêlos e pele, corpo e só
E nó, e dó, ré, mi, fá e sol
E todos os estados em prol
Da necessidade, da vontade, da vaidade
De saber e satisfazer
De querer e esquecer
De deitar e tragar
O ócio dos tempos perdidos
Da mão no rosto, no ouvido
Do sussurro, do escuro
Vasto campo perigoso, elétrico
Que choca e entra em colapso
E traz resultado pesado
Do dia seguinte
Calado pra ouvinte
Falado em vinte segredos
E secretos suficientes pra pronunciar colado
Ao coração e a mente...
Quem dera!
Do inverno a primavera
Nossas feras se acalmassem
E minha falta de espera, austera
Sossegasse e sensibilizasse
Com coisa alguma qualquer
Só deixasse acontecer...
Como deve ser...
Como é.