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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sabor Doce

Gosto do seu jeito.
O cheiro e a cor do seu cabelo.
Gosto do gosto que deixa na minha boca.

Se for falar de pecado, eu digo que o meu é você.
Me arrepia os pêlos só de lembrar seu toque.
Gosto do sorriso, riso e o liso da mão.

Gosto da pose, do olhar incerto.
Do morder de lábios com jeito.
Gosto do que me sopra nos ouvidos.

Me faz bem sua conversinha fiada, migué.
Ou se me bambeia as pernas.
Se me prensa nas árvores e diz que me quer.

Gosto de quando está fácil.
Só um sorriso e basta um beijo.
Gosto da nossa lua cheia também.

Eu gosto da procura.
Da sua, da minha, da nossa.
O gosto da nossa loucura, o gosto da nossa prosa.

E sinto.
Prazer com sua mão.
Prazer com beijo.
Prazer com a voz.

Mão firme.
Beijo quente.
Voz lenta.

Gosto do brilho dos olhos.
Do fazer de conta.
E até das mentiras sinceras.

Gosto da frieza, tão poucas vezes.
Que faz querer o bem, que faz ficar perto.
Gosto dos planos que ele tem.

Gosto das poesias sobre você.
Talvez goste das fotos com você.
E gosto dos momentos com você.

Gosto de pensar em você.
Pensar na conversa, nos beijos, no delírio.
Na madrugada que pode nunca acabar.

Gosto das músicas que me fazem lembrar.
O tão bem que fez, o tão bem que faz.
E se bem fará.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Assento Sóbrio


São falhas memórias
Que atormentam a cabeça
E se deito a mesma no travesseiro
As memórias agravam-se
E tornam a noite plena
E a saudade que era pequena
Vira saudade maior
E aperta – dentro do peito
Que algum sujeito
Fez questão de apertar
E implora
Que chega a hora
Que a boca do sujeito
Aquele mesmo sujeito
Com tempo e com respeito
Venha implorar
De joelhos
Pra que possa ficar
Sem muito o que se preocupar
Só com o pé direito
Que possam começar
Sem lamento
Sem tormento
Só com juramento
De ser fiel
E provar do mel
Que a paixão lhes dá

Véspera da Decisão


No alto pico da dor
Há separação
Do frio da barriga
Com o calor do corpo
Enrolado no cobertor

Os olhos encontrarão
O amanhã é inevitável
As bocas recusarão
Beijos e mordidas
Aquilo de mais agradável

O pó que sobrará
Se for resto, se for início
Somente servirá
De alimento
Do seu sacrifício

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Aceitação

Meu bem,
Esquece!
Isso não é cinema
E não to fazendo cena
Pra novela da "TV".

Se eu for embora
Eu não tenho medo!
Não acho que é agora
O final dessa história.
Sobre eu e você.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sofro as Notícias de Segunda

Você tem  um defeito
De ser desse jeito
E não posso controlar

E dói mais quando deito
Pois nisso cabe ao pensamento
Ter de tanta dor aturar

Eu não tenho medo
É que eu não tenho tempo
Pra poder pensar

Só provo do desespero
E num arremesso
Quero me arriscar

Pois se vai ser assim mesmo
Me diz qual o preço
Vai ser preciso pra pagar

Polo Dual

Se antes foi ensaio
Ou se foi só programação
No mês de maio, tudo acaba
Com profunda emoção!

domingo, 13 de maio de 2012

Quando a Dor Permite

No decorrer da história
Não escutei as dores da cabeça
Muito menos o aperto do peito

Só bebeu, ao menos isso aliviava
E pegou o celular, sem muito o que pensar
Mandou mensagem, do coração

Não pensou muito no que a esperava
Só ficaria bem, daquele jeito
E não gastou muito, até que aparecesse

De costas estava
Rendeu-se ao abraço
Virou-se de frente

Um beijo, não demorou
Até que esquecesse
Da dor imprudente


Bocas vermelhas
Manchadas de batom
Barba mal feita
Enlouquecia a cabeça

Troca de elogios
E grandes sorrisos

Do palco, do baixo, do alto
Só lhe foi feito do seu agrado

Rezou baixo, pediu em segredo
Que a noite não tivesse fim
Desejou até deitar-se
Junto dele, só com ele
E provar do seu sabor

Mesmo contente
E satisfeita
Perdeu a cabeça
E lágrimas de pavor

Sentiu a raiva
Comer o corpo
E mesmo que pouco
Sentiu ódio também.

Calou-se,
Sorriu.
Chorou
E engoliu.

Não esqueceu de nenhuma palavra
Que foi dita, que foi pensada.
Só se perde, se volta a dúvida
Se acredita no que ouviu.
Se acredita no que viu.
Se faz sentido o que sentiu.

Foram planos incompletos
E pedidos indiretos
Que a fez se perder


Não que tenha acabado
Mas se for falar do final
A noite foi tanto boa
E não foi atoa
Que terminou em "bom estar"

E depois, a ligação
Sabado à tardinha
Fez tão feliz o coração

Que pensa NELE sem parar...

Energia do Sol

Nem canção nem poesia
Só um abraço meu
E você já sabia
Todo amor que tenho é seu
Não só nesse grande dia
Como qualquer outra vez
Que colocar esse sorriso no rosto
Ou que me acolher nos braços longos
Nada menos do que eu faria.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Retalhos e Detalhes

Óh, branca lua!
Em comparação a ti
Teu porte e beleza
Sou pequeno e feio
Mas não por isso
O mais cego homem
Não temeu ao dizer
Que sou linda quanto tu

Falta e Frio

Não exigirei
Dar as mãos e caminhar
Em rumo a perdição
Um beijo na testa
Um sorriso vai bastar
Nem presente
Nem presença
Só quando chegar
Vai ser bastante
Vai trazer, ao voltar
O brilho dos olhos
Que daqui levou
E se pedir pra eu ficar
Vai que fico
Em tempo frio
Em tempo seco
Da tua vida vou participar
Não quero mais
Do que a boca
E corpo quente
Nem grandes discursos
Que te fizeram enrolar
Na tua própria fala
Quero o silêncio
E um sincero olhar
Só pra me perder
Em cada segundo
E aproveitar
O hálito
Os braços
As mãos
O tocar
Das bocas
O beijo pra findar
A nossa história

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Alinhamento da Consciência

Abriu as portas
De uma nova história

Abril, o mês quarto!
Tão tarde veio
Tão cedo foi
Deixou pedaços no meu quarto