Quão hilário é
Saí a passiá
Rodá por ai
Parar e se atrevir
A interferir e ocupá
Voltá a pé
Insisti
E recuá
Não permiti
Que entre sem batê
Essa coisa de você
Que não convidei a entrá
Criá algo que não viva
Dentro de eu
Dentro desse seu
Coração estranho
domingo, 24 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Dera Dirá
Quem dera aparecesse
Regado a fogo e fome
Tirasse o chinelo
Sentava, sentindo sede
Pedia um beijo, um toque
Do sofá á cama, grogues
Quem dirá ser mais um porre
Dessas noites corridas sóbrias
Que amassamos os lençóis
De sol, estivamos
De lua, esbanjando
Suor, saliva, sangue
E te faço, ficar em grande
Se permite que eu me encoste
Te dava falta de ar
E perdia o medo da morte
Se bem, meu bem, que goste
Se essa noite pretendo ficar
Quem diria, eu pedindo "please"
Vou de canto, e canto, sopro
Vem que hoje tanto quis
Ter teu corpo no meu corpo"
Tanto quanto, tanto "easy"
Vai e Vem
Não peço arrego, porque meu sono é matado em sonhos
Sonho real quando me perco nos beijos
Não sonho alto, porque teus braços estão na altura da pedida
É a medida certa pra sentir e sair de calada
Desorientadamente deslocada, desvairada e despida
E dispersa nessa confusão de mente oca e vazia
Que não se preocupa, mas não se ocupa de culpar coisa nenhuma
Nem mesmo as curvas que dá
Até o rumo da estabilidade súbita
Nossos poros, estrapolados
Embaraçados e emaranhados
Em pêlos e pele, corpo e só
E nó, e dó, ré, mi, fá e sol
E todos os estados em prol
Da necessidade, da vontade, da vaidade
De saber e satisfazer
De querer e esquecer
De deitar e tragar
O ócio dos tempos perdidos
Da mão no rosto, no ouvido
Do sussurro, do escuro
Vasto campo perigoso, elétrico
Que choca e entra em colapso
E traz resultado pesado
Do dia seguinte
Calado pra ouvinte
Falado em vinte segredos
E secretos suficientes pra pronunciar colado
Ao coração e a mente...
Quem dera!
Do inverno a primavera
Nossas feras se acalmassem
E minha falta de espera, austera
Sossegasse e sensibilizasse
Com coisa alguma qualquer
Só deixasse acontecer...
Como deve ser...
Como é.
Sonho real quando me perco nos beijos
Não sonho alto, porque teus braços estão na altura da pedida
É a medida certa pra sentir e sair de calada
Desorientadamente deslocada, desvairada e despida
E dispersa nessa confusão de mente oca e vazia
Que não se preocupa, mas não se ocupa de culpar coisa nenhuma
Nem mesmo as curvas que dá
Até o rumo da estabilidade súbita
Nossos poros, estrapolados
Embaraçados e emaranhados
Em pêlos e pele, corpo e só
E nó, e dó, ré, mi, fá e sol
E todos os estados em prol
Da necessidade, da vontade, da vaidade
De saber e satisfazer
De querer e esquecer
De deitar e tragar
O ócio dos tempos perdidos
Da mão no rosto, no ouvido
Do sussurro, do escuro
Vasto campo perigoso, elétrico
Que choca e entra em colapso
E traz resultado pesado
Do dia seguinte
Calado pra ouvinte
Falado em vinte segredos
E secretos suficientes pra pronunciar colado
Ao coração e a mente...
Quem dera!
Do inverno a primavera
Nossas feras se acalmassem
E minha falta de espera, austera
Sossegasse e sensibilizasse
Com coisa alguma qualquer
Só deixasse acontecer...
Como deve ser...
Como é.
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