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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pura

Oh lua branca
Branda és, lua!
Se iluminasse minha rua
Não me sentisse assim, tão nua

Essas suas crateras
De criatura bela
Enfeitaste minha janela
Enquanto estivestes amarela

Se for de prata
Ou lata
Lua, me cata!
Me traça
Me enlaça
E amassa!

Eu que parei
Te observei
E te cantei
E me encantei.

Não tens riscas
Ou pistas
Para teu 'ponto de vista'
És única,
Lua!
Vestes túnica,
Pura!

Cega os mais belos olhares
De leste a oeste
Ao se levantar ou por
Está em todos lugares
É que sempre quiseste
Ser assim, de amor!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Questão Maia

Pode ser de fato que o mundo acabe
Que o céu desabe
Sobre sua cabeça
Ou a cabeça do outro
Pode ser por muito
Ou pode ser por pouco
Tempo ou fingimento
Que nos tranquem
Presos a sós
Ou libertem-nos
De nossos próprios nós
Dos limites que tem após
Não somos ferros
Nem somos aços
Somos de átomos
Que mudam sua composição
Temos cérebro
Mentalmente ativo
Temos também um coração
Que bate se tiver vivo
Em devoção ao que se passa
Pelo corpo
Pelo espírito
Pela alma
Em vidraça
Dos olhos seus
É que é improvável
Que há tantos erros
De cálculos, matemáticos
Erros de acertos sábios
De longas datas
De velhos monges
Coisas não se escondem
E aparecem por onde
Lhe convir
Pode mudar plano
Modo, convívio, dimensão
Mudar o pensamento, o envolvimento
A Terra pode dormir
O mundo é incerto
Todos podem duvidar
Mas ninguém é tão esperto
Que possa confirmar

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quem é, Sabe

Flor preta 
Flor branca 
Flor amarela 
Flor rosa
Flor incolor

Flor rasteira
Trepadeira
Flor calada
Cala-flor

Flor simpática
Flor de estrada
Flor de amores
Flor de amor

Flor do dia
Flor da noite
Flor que espera
O tempo que for

Flor que sente
Flor que chora
Flor que ri
Flor que adora

Flor que partilha
Flor que ouve
Flor que fala
E como fala!
Flor que levou
Flor que trouxe
Flor que foi
Flor que ficou

Flor doce
Flor amarga
Flor de mel
Flor de féu

Flor de partes
Flor de marte
Flor de chaves
Flor de passes

Flor de poemas
E flor de poesias
Flor dos esquemas
Flor das fulias

Flor à favor
Flor contra
Flor do meio
Flor da ponta

Flor de cima
Flor de baixo
Flor fêmea
E nada de macho!

Flor de copo
De leite, de brinde
Flor de veludo
De couro, de ouro, de vime.

Flor amiga
Flor amor
Flor que briga
É flor com dor

Flor que pensa
Flor que faz
Flor que atenta
Flor que distrai

Flor de união
De força de luta e emoção
Flor de cada dia
Flor de coração

Flor de lado
Flor do outro
Flor na frente 
Flor atrás

Só não tem flor 
Que não sabe ser flor!
Que não sabe o que faz.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Impróprio Nada Sóbrio

Eles me falam
Pra eu tomar conta
Pra não segurar a ponta

Mas eu não preocupo
Há tanto nesse mundo
Pra eu me preocupar

Eles me alertam
Não faz
Não começa
Mas eu tenho pressa
De viver em paz

Eles me dizem
Que faz mal
Eu não acredito
São apenas boatos
São apenas malditos
Que sugam suas cabeças
Já feitas. Malfeita!

Mas eu não preocupo
Há tanto no mundo
Que faz mal estar

Que se eu morrer assim
Vou morrer feliz!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pura Vaidade

Eu que me embriagaste
Dos sabores entre chaves
Que me proporcionaste
Nesses trajes
Ultraje!

Não que fosse tarde
Mas pra manter a classe
Matenho tradições vintage
E me debruço, de tache
Em devoção a clave
De marte

Vaidade.

Raio de Luz - IV

Mesmo que em mesmo mês
Nem tudo como pareceu que fez
Sentiu frio à frio
Corpo a corpo
Desejo, paixão, energia

Em bosques perdidos
Em lua bonita
Em fases proibidas
Só de boas lembranças
Foi vista
E vivida

Detalhes, impasses, metades
Compartilhadas
Em pequenos lugares
Atrás de árvores
Atrás de quiosques

Mão dadas
Sorrisos alegres
Apertos, a postos, aposto!

Foi significativo
De lado, de outro
Foi motivo
Do transtorno
Véspera Pascoal

E despede, sabor chocolate
Branco como neve
Branco como fico
Quando volto a lhe olhar
Ou lhe tocar os lábios

Aos Velhos Tempos

Senta
E sorri
Como outro dia
A gente riu
Do caso
Da casa
Da cabeça
Do outro

Lembra
E supri
As harmonias
A gente viu
Meio pasmo
As lascas
As avessas
Um pouco

Do tudo
Do muito
Do choro
Do coro
Abrigo amigo
Minhas caras

Eu não podia
Deixar de sentar
Nas mesas do mesmo lugar
Deixar de lembrar
Das mesmas histórias
Que voltamos a contar

Saudade saudosa eu senti
São poucos segundos se quer saber
Eu não deixaria de viver
Qualquer um

sábado, 1 de dezembro de 2012

Grande Nobre

Talvez a visão
Que a falta que fazia
Só foi feita
Depois que fora embora

Tão distante
E tão perto
Do instante
Em que sinto
Um pouco do quieto
Abraço seu

E posso não ser
Melhor
Maior
Que qualquer outro
Mas estou por perto
No tempo certo
Ou nem tão certo assim
Se precisar de mim
Eu to aqui!

Saudade de ti.




Sensibilidade Impulsiva

Quis eu casar
Com a consciência
Em vez de sentir dor
Na ausência
Do trio, do par

Quis poder
Controle
Da mente
Do peito
Da gente
De gente

É que destrói
Peito, foco, corpo
E constrói
E deito se me toco
Que um pouco do louco
Me corrói