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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Curva Acentuada

A vontade não pode passar a verdade
Se é que existe verdade em lugar algum
O que me interessa não são essas metades
Te saborear na janta, e passar a manhã em jejum
O coronário foi mais sábio
Que o cardíaco ou sacro
Mas pena, que quando em contato
Com corpo físico
Perde controle pro estado externo
Do sagrado, do sentimento, do místico
E de corpo se alimenta
Saboreia e inventa
Que não existe melhor sensação
Que o tântrico sabor do sexo
Do ritual em auto móvel
E encontra um nada plausível nexo
Para cobrir o véu
Da sua emoção

Mate a Mágoa

Acenda o fogo da alma
Clama, chama e acalma
Que a palma da tua mão
Mantém os chakras em conexão
Com o extremo de sua aura

Amar do Amarrado

Se dito, não tem segredo
Me sopra o ouvido
Que escuto no peito
O laço
Não tem sido
Nada perfeito
Mas comigo
De um lado
Não tem jeito
É amasso
É abraço
Mais beijo
Que imaginado
E se deito
Vem amado
Que eu sem medo
Me permito
Me amarro.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Leito

Meu corpo é como ouro
Reluzindo a luz do fogo
Que queima em meu peito
Ardendo em chamas
E chamando o sujeito
Que me ama na cama
Me pega de jeito

domingo, 14 de julho de 2013

É De

Queria um desandar poético
Nessas linhas e rimas
Que ontem pra você risquei
Talvez você absorva cético
Não vai entender as cismas
E tudo que eu pensei

Mas não tem mais jeito
Sou feita toda amor
E no meu peito não cabe muita loucura
Que propõem um sujeito
Diversão, tantra e muita cor
Mas a situação que eu pretendo é mais pura

Não quero rótulo
Mas te queria sóbrio
Embriagado só de mim
Mas não soubeste responder enfim
Se exclusiva, eu recebi teus votos

Portanto, sem dano ou dor
Assim pretendo, se possível for
Deixar-te atrás do peito meu
Mas não abraçar este caminho seu

Que eu pensei, mas não demais
Pensei até pensar a paz
Que quero pra este coração torto
Que não apaixonado, mas está com gosto
De querendo você cada vez mais.


domingo, 7 de julho de 2013

Poder do Pensar

Tudo que penso
Sustento
E tento
Soar suave
Como passos
Vagarosos no assoalho

Assim mantenho
Linha de empenho
Em ser um ser tranquilo
Como um pássaro, um grilo
Que cantam com estilo
Teu canto de engenho

sábado, 6 de julho de 2013

Nem Tudo Posso

Vem deitar no colo
Que quente de saudade chora
Chama teu corpo e implora
Num cobertor frio solo

É um tanto que ele chora
Pela voz no ouvido de canto
Chamando a beleza de encanto
Num canto que solta e solta e solta

De vez em quando vai
De vez em quando vem
Vez ou outra
Em meus sonhos
Eu peço irmos mais além

Mas nem
Que jurasse a amor intenso
Que provasse enquanto eu penso
Eu seria capaz
De acreditar em estabilidade
Uma conexão de verdade
Tiraria minha paz

Desacato

Eu ego
Tanto falo
De um eu vago
Em contato
Com teu cego
Que me fecho
A outro papo

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Aproveitamento

Não muito pensa
Já que a recompensa
Está em pouco se pensar
Curtir, entreter, se envolver
Sentir, derreter, perceber
Que as coisas boas simplesmente são
Sem muita explicação
Gosto e ponto
Rosto e tronco
Do pranto, afasto
Pois o encanto, é estrago
Pra este coração gelatinoso
Que não espera mais que o gosto
E o gozo dos estados
Espirituais e emocionais

Precisão

Enrosco as pernas
Pra que não te escapes
Deito, abraço
E prenso meus braços
Nos teus limites
Pra que não passe
Esse lance por batido
De você comigo
Seu calor preciso.

Pensado

Gozo prazeres no intelecto
Pois no contato não é tão certo
Mesmo quando estamos perto

Pecado da Visão

Pequei ao olhar
Não se olha no olho
Durante o ato
Não se entrega ao par
Se por este não escolho
Me subordinar de fato

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Psique

Planejo bom
Gosto do beijo
E aproveitamento no tom
Mas o "não esqueço"
Do errado, do impróprio
Atenuou a linha
Entre o estado sóbrio
E o alterado
Foste as doses
Os toques
Ou os choques
Subiu à cabeça
Inundando a incerteza

De que por vaidade
Ou talvez vontade
Queria a certeza
Da suavidade
De estar bem
Neste vai e vem

Laiá

Meu peito
Não é brinquedo
Que se brinca
E guarda numa estante
Pra voltar a usar
Quando der na teia
Tarde ou cedo
Esse jogo
Me finca
E é estressante
Pra se sentir
Ao adormecer
E ao acordar...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Amortecendo a Queda

Tranco, barranco
Caiu moleca tonta
Subiu degrau
Com os pés na ponta
Mas caiu, outra vez
Caiu nos prantos
E molhou-se toda
De lágrimas e do mal
Que alguém lhe fez


Carnal

Vai entender
Peito ardendo em chama
Enquanto lábios pedem o toque
Os corpos deitados na cama
E as mentes tomando choque
Só por prazer?