O som, a gaita, a voz
Ah, a voz! Sem grave ou agudo.
Apenas a voz...
E o coro.
Arrepiam os pêlos!
Arrepia o couro.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Altos e Baixos
No mais alto, pulo
No mais baixo, tombo
No mais baixo, tombo
Pérola
Encosta os teus nos meus, menino
Largos, carnudos
Pinta em mim a sua...
E me arranque brancos sorrisos
No dia dez que vêm ai ...
Largos, carnudos
Pinta em mim a sua...
E me arranque brancos sorrisos
No dia dez que vêm ai ...
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Deus da Quinta
Te cantei
Com os olhos
E não percebeu
Que ao cantar
Com a boca
Te encantei
E me encantou também
Com os olhos
E não percebeu
Que ao cantar
Com a boca
Te encantei
E me encantou também
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Lembranças
Lembra, das tardes frias
Em que fazíamos de cinema
A sala de estar?
Lembra daquelas doses
Que deixou-nos rindo
Sem sair do lugar?
Lembra dos lugares
Que costumávamos ir
Sem se preocupar?
Lembra das mancadas
Das quais eu não me esqueço
Que te fiz passar?
Lembra das feridas
Que tanto doía
Que te ajudei a curar?
Lembra dos amores perdidos
Sofridos, doídos
Que um dia nos fez chorar?
Lembra das músicas que a gente descobria
E passava a noite inteira acordada
Só pra escutar?
Eu me lembro bem...
Em que fazíamos de cinema
A sala de estar?
Lembra daquelas doses
Que deixou-nos rindo
Sem sair do lugar?
Lembra dos lugares
Que costumávamos ir
Sem se preocupar?
Lembra das mancadas
Das quais eu não me esqueço
Que te fiz passar?
Lembra das feridas
Que tanto doía
Que te ajudei a curar?
Lembra dos amores perdidos
Sofridos, doídos
Que um dia nos fez chorar?
Lembra das músicas que a gente descobria
E passava a noite inteira acordada
Só pra escutar?
Eu me lembro bem...
Vencedor
Sempre terei certeza
Do meu sentimento
Falo pro vento
Me guiar - lento
Ele quem sabe
Em pleno luar...
Se a proeza
Fôr meu alento
Sem regulamento
Eu bem que tento!
Um dia, quem sabe
Te alcançar...
Do meu sentimento
Falo pro vento
Me guiar - lento
Ele quem sabe
Em pleno luar...
Se a proeza
Fôr meu alento
Sem regulamento
Eu bem que tento!
Um dia, quem sabe
Te alcançar...
Infinito
Todo dia, digo
Te amo - e repito
É preciso
E reflito
Eu grito
Que o amor é tão bonito
Te amo - e repito
É preciso
E reflito
Eu grito
Que o amor é tão bonito
Orvalho da Noite
Chuva silenciosa
Caverna sombria
Brisa gelada, corpo quente
Em meio à agitação...
Finalmente calmaria!
Madrugada de sábado
Beira da barragem
Cheiro de terra úmida
Cheiro de grama úmida
Caverna sombria
Brisa gelada, corpo quente
Em meio à agitação...
Finalmente calmaria!
Madrugada de sábado
Beira da barragem
Cheiro de terra úmida
Cheiro de grama úmida
sábado, 26 de novembro de 2011
Acreditar
A idéia de conquista parte do miolo.
Covardia
Tenho tido tanto medo da chegada que ando evitando a partida.
Encaixes
Toda tensão aumenta diante do som do violoncelo que os ventos do leste trazem.
As horas contam-se pela boca do estômago, que espera por uma tempestade quase cruel.
Relacionando mariposas com sentimentos, à flor da pele e tão visíveis quanto parecem ser.
As horas contam-se pela boca do estômago, que espera por uma tempestade quase cruel.
Relacionando mariposas com sentimentos, à flor da pele e tão visíveis quanto parecem ser.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Mariposa
Às cinco, sobre os sonhos de uma terça-feira
Despertar ligeiro
Num salto á janela
Um susto repentino
Mudou o ritmo cardíaco
Superou os piores pesadelos
Do qual se pode imaginar
Repulsa, acelera, arrepia.
Entre asas e barulho
Entre raios e relâmpagos
Fez da madrugada: pura insônia.
Despertar ligeiro
Num salto á janela
Um susto repentino
Mudou o ritmo cardíaco
Superou os piores pesadelos
Do qual se pode imaginar
Repulsa, acelera, arrepia.
Entre asas e barulho
Entre raios e relâmpagos
Fez da madrugada: pura insônia.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
6º Sentido
Tenho sentido o que nunca senti
Provocando sensações que nunca tive
Imaginando, de diversos tamanhos
Tanto tato, olfato, paladar
Eu fingi experimentar
E escondi visão, audição
E segui o coração
Provocando sensações que nunca tive
Imaginando, de diversos tamanhos
Tanto tato, olfato, paladar
Eu fingi experimentar
E escondi visão, audição
E segui o coração
Pingos
E a chuva caia
Escorria nos cabelos recém lavados
E pingavam sobre o asfalto
E liberava calor
Cada passo dado
Cada passo avançado
E a chuva engrossava
Os pingos doiam sobre a pele
E doia o coração machucado
E transpirava amor
Cada lembrança vivida
Cada lembrança inventada
Escorria nos cabelos recém lavados
E pingavam sobre o asfalto
E liberava calor
Cada passo dado
Cada passo avançado
E a chuva engrossava
Os pingos doiam sobre a pele
E doia o coração machucado
E transpirava amor
Cada lembrança vivida
Cada lembrança inventada
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
AmorosaMente
As armas mais poderosas do mundo são a mente e o amor.
A mente mata o que o amor ama. A mente ama o que o amor mata.
Correndo Contra o Tempo
O mundo tem me feito parecer atrasado.
Atraso eu sou por deixar o mundo aparecer assim.
Atraso eu sou por deixar o mundo aparecer assim.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Arsóis Ernó
Que fossem teus os meios de amar
Que fossem meus os medos de amar
Que fossem chuvas e não "sóis"
Que tudo refira-se ao pronunciar: nós!
Que as diferenças existam, em meio termo
Que elas completem sem erro
Que restem apenas dois seres em um só
Que seres sejam tu e eu em um nó
Que fossem meus os medos de amar
Que fossem chuvas e não "sóis"
Que tudo refira-se ao pronunciar: nós!
Que as diferenças existam, em meio termo
Que elas completem sem erro
Que restem apenas dois seres em um só
Que seres sejam tu e eu em um nó
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Risco e Arrisco
Entendo, teus caprichos
E o modo como faz você apontar uma escolha
Entendo até o teu jeito de vestir
A camisa amarrotada
com estampas detalhadamente escolhidas
E teu jeito inconsciente
De fumar o cigarro longe, e perto de gente
Eu sempre entendi
Todos os sorrisos que você tem
Sei diferenciá-los como ninguém
Sei de todas notas
Que você ousa tocar
E os movimentos que sua mão faz
Quando as mesmas deslizam no aço
Entendo até o que não preciso
Pesquiso, identifico, registro
E fico sempre atenta a novos quesitos
Pra poder ter a certeza quando for arriscar
E o modo como faz você apontar uma escolha
Entendo até o teu jeito de vestir
A camisa amarrotada
com estampas detalhadamente escolhidas
E teu jeito inconsciente
De fumar o cigarro longe, e perto de gente
Eu sempre entendi
Todos os sorrisos que você tem
Sei diferenciá-los como ninguém
Sei de todas notas
Que você ousa tocar
E os movimentos que sua mão faz
Quando as mesmas deslizam no aço
Entendo até o que não preciso
Pesquiso, identifico, registro
E fico sempre atenta a novos quesitos
Pra poder ter a certeza quando for arriscar
Submissão
Escondendo quem tu és
Com medo do teu ser
Esquece, sejas feliz
E gira em torno de teu mundo
Do teu modo
De teu jeito
Com medo do teu ser
Esquece, sejas feliz
E gira em torno de teu mundo
Do teu modo
De teu jeito
"Entre a Cruz e a Espada"
Andei pouco a pouco pra longe
Com lapso de essência
E vazio de alma
Certo ou errado, não sei
Pensei com a cabeça
Trai coração
Surgiu empecilhos
Em um segundo decidi ficar
Por um triz
E entre uma e outra idéia
Prossegui com meus princípios
E enfrentei os malefícios
Com lapso de essência
E vazio de alma
Certo ou errado, não sei
Pensei com a cabeça
Trai coração
Surgiu empecilhos
Em um segundo decidi ficar
Por um triz
E entre uma e outra idéia
Prossegui com meus princípios
E enfrentei os malefícios
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Emudece
As palavras mudas
Pronunciei calada
Sob aparências furtivas
Em brasas geladas
Pronunciei calada
Sob aparências furtivas
Em brasas geladas
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Ponto Fultral
Rodando e chegando ao ponto de partida
Seguindo setas de direções opostas
E se esbarrando na próxima esquina
Pergunto, girar e girar...
Parar no mesmo lugar.
Vale a pena tentar?
Vale a pena arriscar?
Vale sorrir, vale chorar?
Seguindo setas de direções opostas
E se esbarrando na próxima esquina
Pergunto, girar e girar...
Parar no mesmo lugar.
Vale a pena tentar?
Vale a pena arriscar?
Vale sorrir, vale chorar?
Preço
Às vezes penso, se é justo, tão comigo mesmo colocar o preço do amor nas coisas.
Se tão necesário isso é quanto verdadeiro .
Ou falso.
Ou verdadeiro.
Ou meio a meio.
Ou nada feito.
Qual o preço a se pagar
Parcelar, dividir, endividar.
Quanto vale um amor?
Quanto vale dois amores?
Se tão necesário isso é quanto verdadeiro .
Ou falso.
Ou verdadeiro.
Ou meio a meio.
Ou nada feito.
Qual o preço a se pagar
Parcelar, dividir, endividar.
Quanto vale um amor?
Quanto vale dois amores?
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Adjetivo da Mente.
Plantando a semente
De mente carente
Em coração doente
Vazio de gente
Picada de serpente
Cabeça dormente
De mente carente
Em coração doente
Vazio de gente
Picada de serpente
Cabeça dormente
Superficial
Sujeito desleal
Arrancou tão mal
De um corpo legal
Um objeto real
Tornando-o igual
Completamente banal
Arrancou tão mal
De um corpo legal
Um objeto real
Tornando-o igual
Completamente banal
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Perturbação
Nada deve ser sequencial, há sempre uma intervenção.
Dois e dois são cinco menos um.
Dois e dois são cinco menos um.
6º do 1º
É normal dias famintos
Famintos de carne e saliva
Sem eles, inúteis seriam
Os dias vivos
Pouco valor os daríamos
E poucos textos existiriam
Famintos de carne e saliva
Sem eles, inúteis seriam
Os dias vivos
Pouco valor os daríamos
E poucos textos existiriam
Parafernália
Ando me perdendo
Nas horas do teu relógio
E nos dias do teu calendário
Inicia o novembro
Aproveitando o ócio
Frio e solitário
Nas horas do teu relógio
E nos dias do teu calendário
Inicia o novembro
Aproveitando o ócio
Frio e solitário
Transparência
O coração divide, o que não pode guardar sozinho.
De forma, ou de outra, transparece.
Por cheiro, por forma, por cor, por gosto.
Sorriso, abraço, toque, amasso.
De forma, ou de outra, transparece.
Por cheiro, por forma, por cor, por gosto.
Sorriso, abraço, toque, amasso.
Temperatura
Seja no frio, no fogo
A mão endurece
O coração enlouquece
Paralisa, sensibiliza
E adormece
A mão endurece
O coração enlouquece
Paralisa, sensibiliza
E adormece
Força
É justo e tranquilo guarda-lo em mim?
É sincero?
É seguro?
E quanto é sufocante, eu sei.
Gostar de sofrer, masoquismo.
Sofrer em silêncio, desconfiança.
É assegurar de estar bem.
Estar bem ao ver dos outros
E sorrir largamente ao lhe ver passar
É assegurá-lo dentro de mim.
E guardá-lo só comigo, egoísmo.
Sem ter que dividir, ciúmes.
É esperar pelo tempo que vem, otimismo.
Ou simplesmente não esperar nada, pessimismo.
E se entregar de corpo e alma ao destino.
Acreditando em você, confiança.
Mantendo-se estável...
É sincero?
É seguro?
E quanto é sufocante, eu sei.
Gostar de sofrer, masoquismo.
Sofrer em silêncio, desconfiança.
É assegurar de estar bem.
Estar bem ao ver dos outros
E sorrir largamente ao lhe ver passar
É assegurá-lo dentro de mim.
E guardá-lo só comigo, egoísmo.
Sem ter que dividir, ciúmes.
É esperar pelo tempo que vem, otimismo.
Ou simplesmente não esperar nada, pessimismo.
E se entregar de corpo e alma ao destino.
Acreditando em você, confiança.
Mantendo-se estável...
Gaiola
Trancafiou
Prendeu
Quis soltar
Desistiu
Tentou
Cansou
Parou
Morreu
Prendeu
Quis soltar
Desistiu
Tentou
Cansou
Parou
Morreu
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