Pelo jeito e pelo tanto
Que mexe no cabelo
Em algum tempo
O talento
Faz o coração arrepiar
O sangue mais rápido pulsar
O sorriso das meninas
Que encanta
Feito árvore de rapina
É o começo pro delírio
É alimento do seu brilho
Não via beleza tamanha
Em noites estranhas
Pois 'tava' cega
Ou 'tava' acanha
A ver dos outros
Ou ver do ouro
Que podia lhe dar
Era barba mal feita
Ou o jeito de defeitos
O modo como fumava
Ou como cantava com jeito
Cansou de escutar
Frases sendo ele sujeito
E percebeu que de um jeito
Queria entender
O que a mente raciocinava
Se ao lado ficava
E o que fazia parecer
Para o sujeito
Não era João nem Daniel
Pra ela era o céu
Em tempo que podia
Até mesmo beijar seus pés
Era o doce, era o mel
Era o amargo, era o féu
Que um dia, num abraço diferente
Provou ser mais quente
Que o pensamento podia imaginar
E hoje ela cola os ouvidos
Nas melodias, nos gritos
Que ela queria ter tocado
Sem saber se podia
Sem saber se queria
Trair o 'amigo'
Enfrentando o perigo
Hoje cala
Faz as malas
Vai embora
Mas nunca chora
Assiste, em frente palco
E manda sorriso pro alto
E as boas energias
Que possam dar-lhe boas vindas
A sua vida de poemas e poesias