Pages

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Guardião do Segredo

De começo, o encanto
Pelo jeito e pelo tanto
Que mexe no cabelo

Em algum tempo
O talento
Faz o coração arrepiar
O sangue mais rápido pulsar

O sorriso das meninas
Que encanta
Feito árvore de rapina
É o começo pro delírio
É alimento do seu brilho

Não via beleza tamanha
Em noites estranhas
Pois 'tava' cega
Ou 'tava' acanha
A ver dos outros
Ou ver do ouro
Que podia lhe dar

Era barba mal feita
Ou o jeito de defeitos
O modo como fumava
Ou como cantava com jeito

Cansou de escutar
Frases sendo ele sujeito
E percebeu que de um jeito
Queria entender
O que a mente raciocinava
Se ao lado ficava
E o que fazia parecer
Para o sujeito

Não era João nem Daniel
Pra ela era o céu
Em tempo que podia
Até mesmo beijar seus pés

Era o doce, era o mel
Era o amargo, era o féu
Que um dia, num abraço diferente
Provou ser mais quente
Que o pensamento podia imaginar

E hoje ela cola os ouvidos
Nas melodias, nos gritos
Que ela queria ter tocado
Sem saber se podia
Sem saber se queria
Trair o 'amigo'
Enfrentando o perigo

Hoje cala
Faz as malas
Vai embora
Mas nunca chora

Assiste, em frente palco
E manda sorriso pro alto
E as boas energias
Que possam dar-lhe boas vindas
A sua vida de poemas e poesias

Azul Sem Preço

De olhos azuis
E muitas estradas
A quietude na boca
E na língua palavras
Palavras de paz
Que não sabem, que são capaz
De manter intacto
Um coração vivo
Da menina, que cola o ouvido
Ouvindo o seu cd tocar
E não sabe de fato
Que toca no fundo
Da mente profunda
E da criatividade subliminar
Da cabeça fervilhosa
Que toma conta em poucas horas
Dos poemas e poesias
Que ela escreve todo dia

Falta

Eu que em tempo de confusão
Ajeitei as coisas!
Contei às pessoas
O tanto que te quis

Eu que te abracei
E me deixei levar
Enquanto falava
Que não podia ter bis

Eu que fui covarde
Quando era despedida
Voltei ao mesmo lugar
Que não me deu outra saida

Fui fraco
Fui inocente
Mas continuo
Ser assim
Doce de gente

E abro o coração
Se quiser entrar
E deixo trancada a porta
Pra quando quiser sair

Pule a janela
Em vez de eu ter que abrir
O caminho oposto
Da sua vida
Daquele que você
Tomou partida
Inúmeras vezes
Sem se importar

Se eu estou bem
Se eu lembrei
De esquecer
Que sua vida
Não me pertence
E que pra você
É indiferente
Ter alguém, estar com alguém
E mostrar o que se sente

domingo, 25 de novembro de 2012

Nem Tão Antigas Lembraças

A casa sóbria
Assombrada de histórias
Cavalgar de cavalos
Em volta da manhã

Jaguatiricas correm nas florestas
Onde cachoeira, são aguas lentas
E os que saltam lado a outro, são vitórias
Sem que escorreguem
E fiquem sã!

Companhia do peito
Cigarras sem defeito
Milhões!
Urubus, gaviões,
E assovios noturnos
De pássaros diurnos.

A iguana tem um clube
O clube tem sua trupe
E a trupe usa um truque
Pra cobra não enxergar

Os gatos miavam risadas
Os "macacos" gargalhadas
E a moça ao lado da porta
Era apenas pra assustar

Copo era jogo
Jogo era dia todo
Violão, teclado, toldo
Cada um tocava um pouco

Nada mais o que pensar
Quer voltar
Seguir o trem
Quer anda
No caminho do bem
Quer sentir
A mente zen
E desfrutar
Do que que tem

A casa de Macy

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Azul de Furnas

Teu azul descobri
Em três tempos eu vivi
Coração, vida, felicidade
Meu amor, minha vaidade
A doce lembrança dos perdidos
A vaga lembrança dos sumidos
E o despertar de uma nova vontade
De voltar para ter um lugar assumido
Furnas, tão azul quanto parece
Que em tempos de sonho, eu pedi em prece
Pra voltar a te visitar

Lugares Pra Encontrar

Debaixo do cobertor
Entre a porta e o corredor
Enfrente onde a água filtra
No frio da barriga

Nos muros
Na esquina
Na floresta
Na festa
Que deu o peito quando te viu
No instante que partiu

Na boca
E nos braços
Na árvore
No abraço
Apertado, enlatado, atrasado

No centro da lua
No meio da rua
No filme de romance
Que você não viu...

Nas noites
Nos dias
De doses de alegria
Ou fumaça proibida
Que a mente não sentiu

Em quase toda poesia
Em todo andar do dia
Quando a cabeça não ta vazia
Ou a mente muito fria

Lugares estes que te encontrei!

Ridículo!

Velha ciumeira
Que come o corpo
Que come inteira
A mente de quem sente
Besteira!
Não entende
Ninguém é seu
É de ninguém
E nem mesmo ninguém
Sabe que ele tem.