Nossa história em forma de texto
Não tem ponto final
Nem parágrafo crucial
É começo e enredo
Início e meio
Confusão parcial
É um meio pelo qual me perco
A um vazio banal
Pois se sento, e escrevo
Não me leve a mal
Sou de pedra e sou de pau
Sou poeta no total!
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Reflexo
De carne não sou
Sou pouco disso
Pouco aquilo
Frio e calor
Sou ombro amigo
Sou amor
Sou abrigo
Forte e rígido
E quando preciso
Sou pálido
Um perigo!
Mas válido
Quando se trata
De mexer contigo
Sou doce ou amargo
Mas posso ser insípido
Depende de como
Você é comigo
Sou pouco disso
Pouco aquilo
Frio e calor
Sou ombro amigo
Sou amor
Sou abrigo
Forte e rígido
E quando preciso
Sou pálido
Um perigo!
Mas válido
Quando se trata
De mexer contigo
Sou doce ou amargo
Mas posso ser insípido
Depende de como
Você é comigo
De Repente
Rabisca o que pensa, o que fala
Aprende ou sente
Rabisca aquilo que lhe vem
No coração ou na mente
O que lhe convém
Pra que possas, futuramente
Com razão ou sem
Compreender o que se sente
Aprende ou sente
Rabisca aquilo que lhe vem
No coração ou na mente
O que lhe convém
Pra que possas, futuramente
Com razão ou sem
Compreender o que se sente
Fraco
Eternos namorados
Emanados
Pelas emoções
Enamorados
Os corações
Emanados
Pelas emoções
Enamorados
Os corações
Brisa
Há brisa que bate, e volta
Há brisa que não bate, toca
Leve, no rosto, forte no peito
Há brisa suave, passageira, há vento
Há furacão que passa lento
Desvastando nosso leito
SOSSEGO!
Há brisa que não bate, toca
Leve, no rosto, forte no peito
Há brisa suave, passageira, há vento
Há furacão que passa lento
Desvastando nosso leito
SOSSEGO!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Aquário
Sou água
Como rio
Como mar
Como amo
Amar!
Sou água
Doce ou salgada
Sou ida e vinda
No fundo e na beirada
Sou a saída
Para um leito curvo
Sou lago calmo
Sou longo percurso
Sou onda de passar
Chuva branda ou tempestade
Sou ilha grande
Sou oceano de metade
Porque, bem, meu bem.
Eu sou menos sem teu encostar
Me cerca, me aproxima
Que faço das tuas beiradas
A minha própria ilha
Você terra
Me enterra
Me habita
Terráqueo
E não precisa
Oxigênio extra
Ou um barco
És bem vindo
Eu te guio
Pelas bordas
Que me ligo
Ao encontro
Do seu ponto
Início meio ou final
Encontraremos com o outro
Em meio um pantanal
E em contato com o fogo
Ou o ar que respiramos
Manteremos o jogo
De realizarmos nossos planos
Pois são grandes
Mas são poucos
Se comparar aos confortos
Que o universo nos dá
Sombra fresca, estrela e luar
Erva, alimento e grama
Um lugar pra gente descansar
Entrelaçamos, agora
O começo da história
Que até o fim eu vou lutar
Para ser a melhor parte da memória
Como rio
Como mar
Como amo
Amar!
Sou água
Doce ou salgada
Sou ida e vinda
No fundo e na beirada
Sou a saída
Para um leito curvo
Sou lago calmo
Sou longo percurso
Sou onda de passar
Chuva branda ou tempestade
Sou ilha grande
Sou oceano de metade
Porque, bem, meu bem.
Eu sou menos sem teu encostar
Me cerca, me aproxima
Que faço das tuas beiradas
A minha própria ilha
Você terra
Me enterra
Me habita
Terráqueo
E não precisa
Oxigênio extra
Ou um barco
És bem vindo
Eu te guio
Pelas bordas
Que me ligo
Ao encontro
Do seu ponto
Início meio ou final
Encontraremos com o outro
Em meio um pantanal
E em contato com o fogo
Ou o ar que respiramos
Manteremos o jogo
De realizarmos nossos planos
Pois são grandes
Mas são poucos
Se comparar aos confortos
Que o universo nos dá
Sombra fresca, estrela e luar
Erva, alimento e grama
Um lugar pra gente descansar
Entrelaçamos, agora
O começo da história
Que até o fim eu vou lutar
Para ser a melhor parte da memória
Tipo Índia
Xingu ou pataxó
Não sou índia toda
Sou índia de nó
Presa em você
Quase doída
Faz até dó
Não sou índia toda
Sou índia de nó
Presa em você
Quase doída
Faz até dó
Raio
Se índia sou
À vista de teus olhos sós
Sou de lua e sou de sol
Sou tão minha quanto nós
Eu soul
À vista de teus olhos sós
Sou de lua e sou de sol
Sou tão minha quanto nós
Eu soul
Dia e Noite
Se índia sou
Sol de lua
Sou de lua
E sou de sol?
Sol de lua
Sou de lua
E sou de sol?
Dançando Conforme a Música que a Gente Escolhe
A gente vai acompanhando
O ritmo que a vida tem
Errando e acertando
Os passos que nos convém
O ritmo que a vida tem
Errando e acertando
Os passos que nos convém
Samba no Pé
Nosso papo é feito samba
Toca feito tambor no coração
E "tamo" dançando as pampas
Acompanhando o ritmo com emoção
Toca feito tambor no coração
E "tamo" dançando as pampas
Acompanhando o ritmo com emoção
domingo, 16 de junho de 2013
Ressaca
O Canto suave da água
Pingando sobre as minhas mágoas
Curam qualquer ressaca
De dose, de amor ou viagem errada
Pingando sobre as minhas mágoas
Curam qualquer ressaca
De dose, de amor ou viagem errada
Nada?
Eu venho de limites
Manso, vago, quieto
Sem trocar chão por teto
Ou me enroscar de chiliques
Eu venho testando
Desviar as rotas
Aceitar propostas
Que de vez em quando
Me parecem tortas
Há como, um sujeito
Tratar com respeito
Sem se entregar de peito?
Peito sangra
E peito dói
Envolve
E se corrói
Não que for amor
Mas e se nada for
Nada além desses toques suaves
Podemos acabar entre chaves
E abrir portas para nossa dor
Manso, vago, quieto
Sem trocar chão por teto
Ou me enroscar de chiliques
Eu venho testando
Desviar as rotas
Aceitar propostas
Que de vez em quando
Me parecem tortas
Há como, um sujeito
Tratar com respeito
Sem se entregar de peito?
Peito sangra
E peito dói
Envolve
E se corrói
Não que for amor
Mas e se nada for
Nada além desses toques suaves
Podemos acabar entre chaves
E abrir portas para nossa dor
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Encontro Datado
A sexta é uma graça
Meio centro
Meio praça
Meio banco
Meio casca
Churro, fumaça
Nada meio logo após
Soprando com os quatro elementos
Água, terra, fogo e vento
Muita gente e pouco tormento
Começo de um destino lento
Pouco deles e muito nós
Conversa lenta e um meio abraço
Um corredor de bate papo
Que a cabeça principiante não se rendia
Respirava fundo e não dormia
Mas de boca em ouvidos, se perdia
Durante algum segundo vago
Vermelho não era mais o batom
A cor se expandiu pelos olhos
E o rosto quando alheio notou
Sentiu-se bem por não ter propósito
De limitar o tom ou o som
Por uma sensação invisível se levou
Não lembra caminho ou melodia
Abrigou-se do lado direito
Esperando relaxar a beta
Controlando um pouco a peça
Que pressentia atuar
Contanto, timidez, que haveria de dizer
Não era a palavra exata
Mas se rendeu a bala e o beijo
Que a boca e a mão ofereceram de jeito
No escuro, entre a parede
E os corpos quentes
Deu início a conexão
Do contato entre mentes
Que a noite prometia então
Lugar e pessoas comuns
Daqueles que de costume, se espaireciam
De longe, o incomum eram as sensações
Que o corpo, a mente e o coração transpareciam
Buscou ar no peito, mas em falso
Queria mesmo mais espaço
Uma busca maior de paz
Meio doce não tardou, mas
Uma busca maior de paz
Meio doce não tardou, mas
Tranquilidade o ambiente não trazia
E não muito depois, ele lhe satisfaz
E não muito depois, ele lhe satisfaz
E se perdem, se encontrando
Na cidade calmaria
Barulho não se ouvia
Podia até pensar, que habitavam outra dimensão
Quando dobravam a esquina
Ou num tempo de braços se encostando
Sabia, o que aconteceria depois
Um quarto pra dois
Mas de medo não se encheu
Até pela escada se perdeu
Em pensamentos bobos
Mas em suspiros, se rendeu
E começaram os sopros
No começo, hesitação um pouco
Insegurança e confusão mental
Chegou até pensamento letal
Confusão e violação por fim
Confessa, não tem ideia de como desenrolou enfim
O que fluiu, o que pareceu
E apesar dos instintos ativos
Não se importou com detalhes seus
Beijo, abraço, amasso, embaraço
Mãos e pernas e tentativa de papo
Barba, toque, língua e cabelo
Um ritual sem limite e sem modelo
Por prazer, por fazer ou adormecer
Que ondas alucinavam
Por zona alfa, beta ou teta
O que viajava por si era tentar esquecer
Enquanto os corpos se aproveitavam
O gozo era meta
Nada impossível de acontecer
Mas quem diria
Que viria cansaço
Uma sombra escura
Em cima da bravura
De enfrentar seus princípios
E acordou
De um descanso irreal
Momento quase surreal
Que no sábado passou
Não sentiu mais abraço
Nem carinho, nem afago
Não decidiu de imediato
Mas não limitou passo
Afora, agora embora.
E depois de um sustento
Pôs se de cara ao vento
E caiu adentro
Pra realidade que vigora
E agora, dormindo num transporte
Meditanto no azar ou na sorte
Que desfrutou noite anterior
Acordou em novo horizonte
E não voltou pela ponte
Que a coragem ultrapassou
No motivo ou razão
Não pensa
E se pensa
É pensamento pouco
Porque senão, a cabeça esquenta
E lhe deixa louco
No entanto, aproveita sóbrio
Do que lhe resta
Lembrança e vontade
Do sabor e vaidade
Que provou de verdade
Contato Perigoso
O ponteiro do relógio
Dando volta
Marca a hora
É hora de me retirar
O dia está ficando claro
O vidro muito embaçado
Não tem mais aquele abraço
E pouco espaço pra pensar
É que a noite foi assim
Meio você dentro de mim
Nós em todas dimensões
Nos debatendo como corações
Mas as ondas não pararam enfim
Três delas ativas em mim
Me deixando levar pelas emoções
Não buscando sequer razões
Dando volta
Marca a hora
É hora de me retirar
O dia está ficando claro
O vidro muito embaçado
Não tem mais aquele abraço
E pouco espaço pra pensar
É que a noite foi assim
Meio você dentro de mim
Nós em todas dimensões
Nos debatendo como corações
Mas as ondas não pararam enfim
Três delas ativas em mim
Me deixando levar pelas emoções
Não buscando sequer razões
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Sagaz
Qual a razão do que tu faz?
Qual o bem que isso traz?
Isso tudo te dá paz?
Não ser assim, tão eficaz
Te deixa à frente, ou sempre atrás?
Razão e Motivo ?
As ilusões que a noite traz
Não é a mente que inventa
Não é dose ou psicodelia
O motivo que te atormenta
O que a mente cria
É o que antes pensado ela havia
E nessas e outras vias
Pelas quais procura saída
Alimentam a consciência
De modo que ela quer ser digerida
Não é a mente que inventa
Não é dose ou psicodelia
O motivo que te atormenta
O que a mente cria
É o que antes pensado ela havia
E nessas e outras vias
Pelas quais procura saída
Alimentam a consciência
De modo que ela quer ser digerida
terça-feira, 4 de junho de 2013
Banho de Tom
Café na cama
Casa de praia um colchão
Um papo atrasado
Sem qualquer previsão
Uma sacada
Uma rede
Pra poder balançar
Uma lua e um sol
Se pondo no mar
Uma ideia
Outra dessa
Uma grande confusão
Um suspiro
Um orgasmo
Uma grande emoção
As idéias formadas
Em fumo e papel
As grandes araras
Que voariam no céu
Um sentido da vida
Uma espera da morte
A entrada
A saída
E os dias de sorte
Uma cachoeira serena
No alto da montanha
Uma casinha pequena
De beleza tamanha
Pra poder dividir
Nossa relação estranha
Somos dois
Somos um
Somos todos e nós
Somos alguém nenhum
Muito pouco somos sós
Somos o fogo e água
O desvio da mágoa
Somos espíritos buscando
Uma evolução
Somos parte do outro
Em plena meditação
Somos muito
Somos pouco
Somos um só coração
Com você eu pretendo
Passar muito do tempo
Conheceremos o mundo
Vamos um pouco além
Vamos um pouco mais fundo
Caminhando, explorando
A mente e a dimensão
Que queremos chegar
Sem rótulo nem padrão
Casa de praia um colchão
Um papo atrasado
Sem qualquer previsão
Uma sacada
Uma rede
Pra poder balançar
Uma lua e um sol
Se pondo no mar
Uma ideia
Outra dessa
Uma grande confusão
Um suspiro
Um orgasmo
Uma grande emoção
As idéias formadas
Em fumo e papel
As grandes araras
Que voariam no céu
Um sentido da vida
Uma espera da morte
A entrada
A saída
E os dias de sorte
Uma cachoeira serena
No alto da montanha
Uma casinha pequena
De beleza tamanha
Pra poder dividir
Nossa relação estranha
Somos dois
Somos um
Somos todos e nós
Somos alguém nenhum
Muito pouco somos sós
Somos o fogo e água
O desvio da mágoa
Somos espíritos buscando
Uma evolução
Somos parte do outro
Em plena meditação
Somos muito
Somos pouco
Somos um só coração
Com você eu pretendo
Passar muito do tempo
Conheceremos o mundo
Vamos um pouco além
Vamos um pouco mais fundo
Caminhando, explorando
A mente e a dimensão
Que queremos chegar
Sem rótulo nem padrão
domingo, 2 de junho de 2013
Rápido Improviso
Como contar com destino
E outra dessas regalias
Se a própria consciência
Um desvio providencia?
Não é questão de sorte
Azar ou habilidade
O que está escrito na sua história
Só precisa de oportunidade
Sensibilidade, visão, criatividade
O que você precisa agora é mostrar a sua coragem
Cadê aquele lado bom?
Cadê o tom?
Que tocou quando você se mostrou de verdade?
Não pede arrego não
Vá enfrente, em frente.
Tua mente sente o que o futuro pressente
Teus medos podem te comer de repente
Mas não
Eu acredito que a sensação
De estar contente, vai mudar a sua mente!
Então!
Amor e paz e mais esperança
Não precisa muito mais, se tiver confiança
O mundo não é assim
Mas as pessoas esquecem enfim
Que pra mudar o exterior
O interior tem que estar afim
E outra dessas regalias
Se a própria consciência
Um desvio providencia?
Não é questão de sorte
Azar ou habilidade
O que está escrito na sua história
Só precisa de oportunidade
Sensibilidade, visão, criatividade
O que você precisa agora é mostrar a sua coragem
Cadê aquele lado bom?
Cadê o tom?
Que tocou quando você se mostrou de verdade?
Não pede arrego não
Vá enfrente, em frente.
Tua mente sente o que o futuro pressente
Teus medos podem te comer de repente
Mas não
Eu acredito que a sensação
De estar contente, vai mudar a sua mente!
Então!
Amor e paz e mais esperança
Não precisa muito mais, se tiver confiança
O mundo não é assim
Mas as pessoas esquecem enfim
Que pra mudar o exterior
O interior tem que estar afim
Maktub
Desabrochou o lado direito
Como quem aflora
Fora de ego
E fora de si
Uma história parcial
Com desenho, personagem principal
Roteiro e alguém que habite a cena
Nada que agrade cinema
Senão o emblema, enfim
História contada mal
Sem começo nem final
Apenas o ritual
De capítulos não seguir
Apenas o destino de ti
Confusão total!
Como quem aflora
Fora de ego
E fora de si
Uma história parcial
Com desenho, personagem principal
Roteiro e alguém que habite a cena
Nada que agrade cinema
Senão o emblema, enfim
História contada mal
Sem começo nem final
Apenas o ritual
De capítulos não seguir
Apenas o destino de ti
Confusão total!
Fraco
Um espírito desalinhado
É perigoso e arriscado
É muito mais que um pecado
De desistir sem caminhar
Espírito morto, cores mortas
Saúde e estabilidade tortas
Não há saídas, nem portas
Nem uma solução para alternar
Banho de Idéias
O corpo nu
De contato direto
Um líquido límpido e puro
Os olhos fechados, no escuro
Prometem a remoção
Das más certezas
E impurezas
Que enfraquecem o chakra azul
Os impulsos que a mente estendeu
Correu as veias e se perdeu em órgãos vitais
E enriqueceu os órgãos mentais
A alma desapareceu
Do corpo material
E a ideia espaireceu
Como uma revelação espiritual
De contato direto
Um líquido límpido e puro
Os olhos fechados, no escuro
Prometem a remoção
Das más certezas
E impurezas
Que enfraquecem o chakra azul
Os impulsos que a mente estendeu
Correu as veias e se perdeu em órgãos vitais
E enriqueceu os órgãos mentais
A alma desapareceu
Do corpo material
E a ideia espaireceu
Como uma revelação espiritual
sábado, 1 de junho de 2013
Ohm Inacabável
Quando nessas terras
De meu corpo e minha alma
De minha mente e meu karma
Surgiu deveras
Trouxe paz, vento e tom
Me envolveu de luz lívida
Despertou meu superior
Alimentou minha alma
Felicidade, serenidade e amor
Um sentido a mais da vida
Um estado interior
Das limpezas e saídas
Que num relance eu passei
Me concentrei nas energias
Que com você eu troquei
De meu corpo e minha alma
De minha mente e meu karma
Surgiu deveras
Trouxe paz, vento e tom
Me envolveu de luz lívida
Despertou meu superior
Alimentou minha alma
Felicidade, serenidade e amor
Um sentido a mais da vida
Um estado interior
Das limpezas e saídas
Que num relance eu passei
Me concentrei nas energias
Que com você eu troquei
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