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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Subir de Escadas

Nessa savana
Serena, sacana
Minha cama
Coberta de onça
Deitados
De concha
No quarto
De lado
De quatro
Um quadro
Retrato indefinido
Debaixo do teto
Nas entrelinhas escrito
Sufoco e sabor
Um louco de amor
Outro de pudor
Supera
Espera
Não desespera
E não rende
Mas sente
No fundo
Como feitos
Profundo
Um caso
Acaso
Desfaço
Em mente
Sobre a gente
O espaço
É largo
Mas é descaso
Não aproveitar
Nada se pode
Fazer ou pensar
Sem querer
Sorrateiros
Pegamos-nos
Entre travesseiros
Sem ter receio
Do que pode acontecer
O que há de vir...
E fluir
E subir
Nas escadas
Dessa troca
De energia
De prazer
Experiência
E saber
No caso
Nada traçado
Apenas enrolados
Nos nossos abraços
De envolvimento
Sem sentimento

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