Serena, sacana
Minha cama
Coberta de onça
Deitados
De concha
No quarto
De lado
De quatro
Um quadro
Retrato indefinido
Debaixo do teto
Nas entrelinhas escrito
Sufoco e sabor
Um louco de amor
Outro de pudor
Supera
Espera
Não desespera
E não rende
Mas sente
No fundo
Como feitos
Profundo
Um caso
Acaso
Desfaço
Em mente
Sobre a gente
O espaço
É largo
Mas é descaso
Não aproveitar
Nada se pode
Fazer ou pensar
Sem querer
Sorrateiros
Pegamos-nos
Entre travesseiros
Sem ter receio
Do que pode acontecer
O que há de vir...
E fluir
E subir
Nas escadas
Dessa troca
De energia
De prazer
Experiência
E saber
No caso
Nada traçado
Apenas enrolados
Nos nossos abraços
De envolvimento
Sem sentimento
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