Pages

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pura

Oh lua branca
Branda és, lua!
Se iluminasse minha rua
Não me sentisse assim, tão nua

Essas suas crateras
De criatura bela
Enfeitaste minha janela
Enquanto estivestes amarela

Se for de prata
Ou lata
Lua, me cata!
Me traça
Me enlaça
E amassa!

Eu que parei
Te observei
E te cantei
E me encantei.

Não tens riscas
Ou pistas
Para teu 'ponto de vista'
És única,
Lua!
Vestes túnica,
Pura!

Cega os mais belos olhares
De leste a oeste
Ao se levantar ou por
Está em todos lugares
É que sempre quiseste
Ser assim, de amor!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Questão Maia

Pode ser de fato que o mundo acabe
Que o céu desabe
Sobre sua cabeça
Ou a cabeça do outro
Pode ser por muito
Ou pode ser por pouco
Tempo ou fingimento
Que nos tranquem
Presos a sós
Ou libertem-nos
De nossos próprios nós
Dos limites que tem após
Não somos ferros
Nem somos aços
Somos de átomos
Que mudam sua composição
Temos cérebro
Mentalmente ativo
Temos também um coração
Que bate se tiver vivo
Em devoção ao que se passa
Pelo corpo
Pelo espírito
Pela alma
Em vidraça
Dos olhos seus
É que é improvável
Que há tantos erros
De cálculos, matemáticos
Erros de acertos sábios
De longas datas
De velhos monges
Coisas não se escondem
E aparecem por onde
Lhe convir
Pode mudar plano
Modo, convívio, dimensão
Mudar o pensamento, o envolvimento
A Terra pode dormir
O mundo é incerto
Todos podem duvidar
Mas ninguém é tão esperto
Que possa confirmar

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quem é, Sabe

Flor preta 
Flor branca 
Flor amarela 
Flor rosa
Flor incolor

Flor rasteira
Trepadeira
Flor calada
Cala-flor

Flor simpática
Flor de estrada
Flor de amores
Flor de amor

Flor do dia
Flor da noite
Flor que espera
O tempo que for

Flor que sente
Flor que chora
Flor que ri
Flor que adora

Flor que partilha
Flor que ouve
Flor que fala
E como fala!
Flor que levou
Flor que trouxe
Flor que foi
Flor que ficou

Flor doce
Flor amarga
Flor de mel
Flor de féu

Flor de partes
Flor de marte
Flor de chaves
Flor de passes

Flor de poemas
E flor de poesias
Flor dos esquemas
Flor das fulias

Flor à favor
Flor contra
Flor do meio
Flor da ponta

Flor de cima
Flor de baixo
Flor fêmea
E nada de macho!

Flor de copo
De leite, de brinde
Flor de veludo
De couro, de ouro, de vime.

Flor amiga
Flor amor
Flor que briga
É flor com dor

Flor que pensa
Flor que faz
Flor que atenta
Flor que distrai

Flor de união
De força de luta e emoção
Flor de cada dia
Flor de coração

Flor de lado
Flor do outro
Flor na frente 
Flor atrás

Só não tem flor 
Que não sabe ser flor!
Que não sabe o que faz.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Impróprio Nada Sóbrio

Eles me falam
Pra eu tomar conta
Pra não segurar a ponta

Mas eu não preocupo
Há tanto nesse mundo
Pra eu me preocupar

Eles me alertam
Não faz
Não começa
Mas eu tenho pressa
De viver em paz

Eles me dizem
Que faz mal
Eu não acredito
São apenas boatos
São apenas malditos
Que sugam suas cabeças
Já feitas. Malfeita!

Mas eu não preocupo
Há tanto no mundo
Que faz mal estar

Que se eu morrer assim
Vou morrer feliz!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pura Vaidade

Eu que me embriagaste
Dos sabores entre chaves
Que me proporcionaste
Nesses trajes
Ultraje!

Não que fosse tarde
Mas pra manter a classe
Matenho tradições vintage
E me debruço, de tache
Em devoção a clave
De marte

Vaidade.

Raio de Luz - IV

Mesmo que em mesmo mês
Nem tudo como pareceu que fez
Sentiu frio à frio
Corpo a corpo
Desejo, paixão, energia

Em bosques perdidos
Em lua bonita
Em fases proibidas
Só de boas lembranças
Foi vista
E vivida

Detalhes, impasses, metades
Compartilhadas
Em pequenos lugares
Atrás de árvores
Atrás de quiosques

Mão dadas
Sorrisos alegres
Apertos, a postos, aposto!

Foi significativo
De lado, de outro
Foi motivo
Do transtorno
Véspera Pascoal

E despede, sabor chocolate
Branco como neve
Branco como fico
Quando volto a lhe olhar
Ou lhe tocar os lábios

Aos Velhos Tempos

Senta
E sorri
Como outro dia
A gente riu
Do caso
Da casa
Da cabeça
Do outro

Lembra
E supri
As harmonias
A gente viu
Meio pasmo
As lascas
As avessas
Um pouco

Do tudo
Do muito
Do choro
Do coro
Abrigo amigo
Minhas caras

Eu não podia
Deixar de sentar
Nas mesas do mesmo lugar
Deixar de lembrar
Das mesmas histórias
Que voltamos a contar

Saudade saudosa eu senti
São poucos segundos se quer saber
Eu não deixaria de viver
Qualquer um

sábado, 1 de dezembro de 2012

Grande Nobre

Talvez a visão
Que a falta que fazia
Só foi feita
Depois que fora embora

Tão distante
E tão perto
Do instante
Em que sinto
Um pouco do quieto
Abraço seu

E posso não ser
Melhor
Maior
Que qualquer outro
Mas estou por perto
No tempo certo
Ou nem tão certo assim
Se precisar de mim
Eu to aqui!

Saudade de ti.




Sensibilidade Impulsiva

Quis eu casar
Com a consciência
Em vez de sentir dor
Na ausência
Do trio, do par

Quis poder
Controle
Da mente
Do peito
Da gente
De gente

É que destrói
Peito, foco, corpo
E constrói
E deito se me toco
Que um pouco do louco
Me corrói



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Guardião do Segredo

De começo, o encanto
Pelo jeito e pelo tanto
Que mexe no cabelo

Em algum tempo
O talento
Faz o coração arrepiar
O sangue mais rápido pulsar

O sorriso das meninas
Que encanta
Feito árvore de rapina
É o começo pro delírio
É alimento do seu brilho

Não via beleza tamanha
Em noites estranhas
Pois 'tava' cega
Ou 'tava' acanha
A ver dos outros
Ou ver do ouro
Que podia lhe dar

Era barba mal feita
Ou o jeito de defeitos
O modo como fumava
Ou como cantava com jeito

Cansou de escutar
Frases sendo ele sujeito
E percebeu que de um jeito
Queria entender
O que a mente raciocinava
Se ao lado ficava
E o que fazia parecer
Para o sujeito

Não era João nem Daniel
Pra ela era o céu
Em tempo que podia
Até mesmo beijar seus pés

Era o doce, era o mel
Era o amargo, era o féu
Que um dia, num abraço diferente
Provou ser mais quente
Que o pensamento podia imaginar

E hoje ela cola os ouvidos
Nas melodias, nos gritos
Que ela queria ter tocado
Sem saber se podia
Sem saber se queria
Trair o 'amigo'
Enfrentando o perigo

Hoje cala
Faz as malas
Vai embora
Mas nunca chora

Assiste, em frente palco
E manda sorriso pro alto
E as boas energias
Que possam dar-lhe boas vindas
A sua vida de poemas e poesias

Azul Sem Preço

De olhos azuis
E muitas estradas
A quietude na boca
E na língua palavras
Palavras de paz
Que não sabem, que são capaz
De manter intacto
Um coração vivo
Da menina, que cola o ouvido
Ouvindo o seu cd tocar
E não sabe de fato
Que toca no fundo
Da mente profunda
E da criatividade subliminar
Da cabeça fervilhosa
Que toma conta em poucas horas
Dos poemas e poesias
Que ela escreve todo dia

Falta

Eu que em tempo de confusão
Ajeitei as coisas!
Contei às pessoas
O tanto que te quis

Eu que te abracei
E me deixei levar
Enquanto falava
Que não podia ter bis

Eu que fui covarde
Quando era despedida
Voltei ao mesmo lugar
Que não me deu outra saida

Fui fraco
Fui inocente
Mas continuo
Ser assim
Doce de gente

E abro o coração
Se quiser entrar
E deixo trancada a porta
Pra quando quiser sair

Pule a janela
Em vez de eu ter que abrir
O caminho oposto
Da sua vida
Daquele que você
Tomou partida
Inúmeras vezes
Sem se importar

Se eu estou bem
Se eu lembrei
De esquecer
Que sua vida
Não me pertence
E que pra você
É indiferente
Ter alguém, estar com alguém
E mostrar o que se sente

domingo, 25 de novembro de 2012

Nem Tão Antigas Lembraças

A casa sóbria
Assombrada de histórias
Cavalgar de cavalos
Em volta da manhã

Jaguatiricas correm nas florestas
Onde cachoeira, são aguas lentas
E os que saltam lado a outro, são vitórias
Sem que escorreguem
E fiquem sã!

Companhia do peito
Cigarras sem defeito
Milhões!
Urubus, gaviões,
E assovios noturnos
De pássaros diurnos.

A iguana tem um clube
O clube tem sua trupe
E a trupe usa um truque
Pra cobra não enxergar

Os gatos miavam risadas
Os "macacos" gargalhadas
E a moça ao lado da porta
Era apenas pra assustar

Copo era jogo
Jogo era dia todo
Violão, teclado, toldo
Cada um tocava um pouco

Nada mais o que pensar
Quer voltar
Seguir o trem
Quer anda
No caminho do bem
Quer sentir
A mente zen
E desfrutar
Do que que tem

A casa de Macy

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Azul de Furnas

Teu azul descobri
Em três tempos eu vivi
Coração, vida, felicidade
Meu amor, minha vaidade
A doce lembrança dos perdidos
A vaga lembrança dos sumidos
E o despertar de uma nova vontade
De voltar para ter um lugar assumido
Furnas, tão azul quanto parece
Que em tempos de sonho, eu pedi em prece
Pra voltar a te visitar

Lugares Pra Encontrar

Debaixo do cobertor
Entre a porta e o corredor
Enfrente onde a água filtra
No frio da barriga

Nos muros
Na esquina
Na floresta
Na festa
Que deu o peito quando te viu
No instante que partiu

Na boca
E nos braços
Na árvore
No abraço
Apertado, enlatado, atrasado

No centro da lua
No meio da rua
No filme de romance
Que você não viu...

Nas noites
Nos dias
De doses de alegria
Ou fumaça proibida
Que a mente não sentiu

Em quase toda poesia
Em todo andar do dia
Quando a cabeça não ta vazia
Ou a mente muito fria

Lugares estes que te encontrei!

Ridículo!

Velha ciumeira
Que come o corpo
Que come inteira
A mente de quem sente
Besteira!
Não entende
Ninguém é seu
É de ninguém
E nem mesmo ninguém
Sabe que ele tem.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ser Contra ou Ser do Contra?

Almoço depois da sobremesa
Deitar-se no chão
Pôr os pés sobre a mesa
Rir da tristeza
Ou zombar da preocupação

Dormir contra a cabeceira
Travesseiro entre as pernas
Adormecer
Mesmo sem querer
De janela fechada
Com medo da picada
De inseto, de invasor
De afeto ou do amor

Não ver nada
Ou não enxergar o que vê
Não enxergar o futuro
Ou não querer enxergar
Escolha de você

Não gostar de rosa
Preferir o azul
Sonhar com o Norte
E morar no Sul

Preferir surpresa à convite
Ser mais falante que ouvinte
E ser forte pra ser fraco
Quando o outro for falar

Pôr limite
No cerébro
Não limitar
O coração

Não fazer de conta
Fazer o que pensa
Falar o que pensa
Na hora em que pensa
Puxar a ponta

Manter contato
Dar bom dia no corredor
Ser um empreendedor
Mental

Não seguir uma religião
Acreditar em um ou mais deuses
Praticar meditação

Ter preconceito
Com quem tem também
Ser cabeça aberta
Quando lhe convém

Não ser sensato
Não ser exato
Ser intacto
Tentar!
Ser eu - ser humano
Errar.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mais do que se imagina


Há mais rima na poesia
Que nos versos que ela cita

Há mais claro na luz
Que o mais branco da sua luminosidade

Há mais calor nos raios do sol
Que ele propõem aquecer a Terra

Há mais vida no nascimento
Que um choro de uma criança linda

Há mais frio em geadas
Que dispõem a congelar as vaidades

Há mais tempo no relógio
Que a gente marca, e erra

Se entrega
As poesias
As citações
A clareza
A branqueza

Ao fogo
A areia
Ao parto
Ao filho

Ao gelo
A disposição
Ao relógio
Da mão
Do pulso


Canto, tou cantando
Muito amor por esse tempo todo
Todo tempo do mundo

E se perguntar
Eu canto de novo
Que há mais amor do que o amor em si. 


Com Amor, Amor.

O amor mais que amor é
É mais
É amor
Amor é
Amor mais
O amor é mais que ele próprio
Amor próprio
E amor mais
Que amor
Próprio amor

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Lado Esquerdo

Da fugida e do refúgio
Do coração estúpido
Não mencionou-se qualquer
Palavra ou expressão

Muito amor e Cafeína
No correr das veia, serotonina
Que a mente elevou no desandar da conversa

Não falou da relação fina
Mas das expressões de menina
Que perderam por pressa

Que sentiu falta
Que abraçou de volta
E dispôs-se intacta
A amizade de escolta


Circuito Magia

Há mais no amor que o amor em si.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Invisibilidade Nômade

Salgar dos detalhes
Renúncias, impasses
Fuga no adoçar
Das palavras e do pensar

Pensou - e nem tanto
Se comprometeu
Por pranto
E no entanto
Não se excedeu

Foi mais lógica
Que passional
Como costuma ser

Sem mágica
Nem ritual
Só deixou acontecer

Se não bastasse
Mesmo assento
E não a mesma
Dentro
Fora também

Esbarra, in e voluntariamente
Não dá resposta
Mas também não mente
Não quer saber do que se sente

Prefere nos casos, frio
Sente frio, quer mais frio
Tanto mais que o aquecido

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pano de Poá

Voltei-me-lá
Para meu abrigo
Disse Á
Eu mesmo - eu digo
Sempre há
No fim da pá
Amor amigo
Também tem chá
De figo
Mas do lado de cá
É que eu não fico

Raio de Luz - III

Não físico, nem febril
Contorno das poucas pedras
Que a própria colocou
Se jogou em abril
Com mais vida e com mais cor

Do encanto e do espaço
O pranto e o laço
Na memória, o vazio tocava
As mais belas canções
Pela qual esperava
Poder relembrar

Do dia lembra o beijo
Dele lembra o jeito
O pedido, e o defeito
E a noite de passar

Para outro tempo
Não demorou
Veio vento
Lento passou
E pensamento
Concordou, discordou!

Boca vermelha de batom
No palco o velho som
Que algum dia fez o bem
Que algum dia fez o bom
Em alto e claro tom
Foi parte daquilo também

Só vive das promessas
Que se pudesse - às pressas
Correria aos braços seus
E viveria, em calmaria
Juntos, lado a lado
Tanto a noite quanto ao dia.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Bela Isca

É de prata é de pó
É de raio do sol
É vir à noite
E fico mais só
Que você quis assim.

É de lua
De fase
É minha
É sua
É nossa
Mudança de rua.

E eu que te abracei
E pedi abraço seu
Nas tempestades e no tempo seco
Em um tempo eu fui rei
Outro tempo fui plebeu

De forma alguma eu deixei
Pra trás os erros meus
Conheci, reconheci!
Agora é sua vez.

Vem, que esse ombro é seu
Se precisa encostas
Se deitar que o quer
Faça dele sua casa
Estou disposta
Em todo tempo do mundo
Sem marcar nenhum segundo
Apenas encosta!


Raio de Luz - II

Sem lembranças do julgamento
Sem promessas feitas ao vento
Abraçou fevereiro
E num impulso se entregou

Quis abraço, quis beijo
Quis o jeito e o defeito
E num desejo se afundou

Os olhos cegava
À luz e beleza
O corpo entregava
Com cuidado, com cautela

Foras caçador, agora presa
Presa em sonhos
Presa nos cantos
Presa nos detalhes
E também nos encantos

Sem Direção

Já quis
E já queria
A alegria de te ver

Já sei
E já sabia
Que a vontade de te ter
Era mais do que podia

sábado, 22 de setembro de 2012

Do Sul

Não fui a mais bela
Nem fui aquela
Que merecia

Não sou sua
Não são minhas

Sou de minas
Sou de menos

Eu cuspo remédios
E engulo venenos
Sou profunda e vazia
Fui como o dia mais quente
E a noite mais fria
Num abraço travado
Fui indiferente
E desperdiçado!
O tempo decente
Que eu faria
Acabou inacabado.



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Raio de Luz - I

Com a cegueira que lhe seguia
Não enxergou o que podia
Lhe fazer pouco mais feliz

Não se lembra muito do dia
Só lembra do quanto ria
E quanto ali não quis

Entre redes e coberturas
Mantiveram contato
Durantes meses lentos

E numa noite impura
Teve o momento exato
Mas deixou passar o setembro

Não acreditava
Não facilitava
Não esperava
Que viesse acontecer

Passara o tempo
Janeiro pareceu bom
Se entregou em meio tom
Mas o fez prometer

Que não sumiria
Dali não sairia
Sem que tivesse o bis

Triângulo Amoroso II

Ama o primeiro sem amor
Do segundo quer a cor
Que o terceiro não lhe deu

De todos tem pavor
De sentir a mesma dor
Que outra vez lhe rendeu

Terceiro é muito
Pouco tempo no segundo
Enquanto o primeiro é tudo
Tudo aquilo que é seu.

Tentação

Do beijo o sabor
Que na boca permaneceu
E do abraço o calor
Que na falta, lhe aqueceu

É que foi contra princípios
Fugiu de suas rotas
Se rendeu aos benefícios
Que lhe apontaram nas propostas

Quando lembrar da noitada
Pensarás em maus momentos
Mas jura que nada
Tirará os bons pensamentos

domingo, 9 de setembro de 2012

Sangue

Pulsos e coração acelerado
Volta o tempo ao passado
Aquilo do qual pensou

Braços e corpo arranhado
Do cabelo mal pintado
A porta ultrapassou

Janela de madeira
Foi a única maneira
Na qual tentou

Em fugir dali
Pra onde pudesse ir
E pra trás não olhou.

Mesmice

O cotidiano atrapalha a inovação.

Cansaço!

Meio à vaidade, detalhe simples
Desvio da atenção-sem limite
Do céu, pousou
Em árvore fresca
Bico grande
Liberdade presa
E vozes
Estúpidas
Arrogantes
Inúteis
Fúteis
Desinteressantes
Lhecalaram
Lhe proporcionaram surdez
Meio á maciez
Do por do sol
Entardecer de lágrimas
E nervos.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Novas

Se eu tenho consciência do que faço
Se novas experiências são o resultado
Não é pouco, nem muito
Um labirinto infindo
De sabor e perigo
Que abre o mundo
Para que possamos afundo
Afundar no infinito.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pra Cima

Tenho uma dívida
Com a poesia
Ela me excita
E eu a cito

Em rimas
Em verso
Eu, eu lírico
Só controverso
De baixo pra cima

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Marrom

Eu poderia até me perder na sua cor
Ou seus braços grandes
Poderíamos ser dois, no sul, distante
Da minha, da sua, da nossa vida

E talvez que seja mentira
O gosto que você diz
Ainda sim sabe o que diz
E ainda assim quero me perder
E te prender
E te querer
Como eu quis.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Abraço de Rua

De saudade eu sei bem
Sei do sujeito
Sei do jeito
Que me aperta o peito
E do tempo
Que leva pra curar

Da saudade eu sei bem
Sei o rosto
Sei o gosto
E até o cheiro
Meio fosco
Que ela tem a proporcionar

Sei de fato
Do ato
Da saudade
Da verdade
Do momento
Intacto

E o tempo
Exato

Vaidades!





Não Ser ou Ser Não

Não sou o que se espera
Nem espero o que não sou
No mundo solto, meio morto
Não sou quem eu não quero
E nem espero de que não sou




Ignorância

Medo da morte
Medo de morrer
Perto ou dentro
Da gente!

Adormecer eterno
Amanhecer no inverno
Luz de entardecer
Medo, morte, muito!

Focando o centro
Deitando de terno
Ela tem o intuito
De um morrer cedo

Eles tem o preconceito
Do destino que foi feito
 Na cabeça do sujeito

Que assim pensou
Medo da morte-urrou!
Não tem jeito!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Remédio

Eu entreguei num laço
Me perdi no ato
Pra alcançar o alto
No que propus a esquecer

Fingi de fato
Que o que eu faço
É sempre exato
No final do parecer


domingo, 26 de agosto de 2012

Entulho

Queria que fosse
Distância doce
Beijo amargo

Queria que tivesse
Coração estreito

E cérebro largo

Beijo doce
Distância amarga
Cérebro estreito
E coração largo!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Esfarrapada

Pra quem quer sonhar, o limite não é o céu.
Pra quem quer casar, não é preciso véu.
Pra quem quer saborear, a melhor escolha é o mel.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Evasão

Da confusão se apodera
Chega manso,
No entanto
Não espera
Que o coração se satisfaça
E vai embora
E embaraça
O laço do pranto
E não demora
Pra que faça
A mesma rota
E volta
Com sorriso bobo
E a amante louca
Cai em todo
Como se fosse
A primeira vez
É que talvez
Fosse a primeira
Dessa maneira.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Guardião dos Prazeres

Sem doce que ameniza
Cheiro ou psicodelia
Que os copos encheram aquele dia

A noite começa cedo
Nove e pouco se afastam os medos
E saboreia do segredo
Que ela não pode revelar

Um encontro, um abraço
Um encanto apertado
Sorriso grande e branco
E o coração atordoado

Música, fumaça e estranhos
Talvez nem tanto bons
Como quando em alto tom
Pronunciou a beleza
Da moça
Da roupa
Da segurança pouca.

Pescoço é um bom lugar
Pra se aproveitar
Do corpo alheio
Se foi tão sorrateiro
Ao se entregar

A mão recusa
Coração também
O pensamento, vai além
Quer esquecer do que se lembra
Mas esquece de lembrar
Que já lhe esqueceu
E tão excêntrico pareceu
Para aquele que ali não está

Noitada

A noite não é criança
É adulta como a loucura
Tem gosto de mudança
De experiência
E de doçura!

É mentirosa
Como a boca humana
É vaidosa
É perigosa
E insana!




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Flor D'água

De pequena, só a altura
Desproporcional ao teu coração
Pois nele cabe tudo.
Tudo que a gente procura
Apoio, companheirismo
Felicidade, o mundo!
Ainde compensarei
O tanto que escutou
Os segredos que guardou
E naquilo que me apoiou
Serei amiga fiel
Em tempos de mel
Em tempos de féu
E se precisar
Só me chamar
Pois pra você
Posso perder
Posso ganhar
Mas vou sempre lutar!
Hoje, no seu dia
Não desejo mais que toda alegria
Que pode exisitir
Desejo os sonhos bons,
Desejo o seu mundo no tom
Com as cores que desejar
Desejo saúde plena
Amor de cinema
E amizade pra completar.
São dezessete
Parece tanto
Mas nada é
Pois viverás
Muito tempo
E ainda serás
Mais feliz
Do que ja é.
Estarei sempre aqui
De braços abertos
E muito mais perto
Do que me convir
Amigas são pra isso
E fazer o compromisso
De manter-se lado a lado
Em cada passo dado
Em cada decisão
Amiga de alma
Irmã de coração!


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Emboscada

Se ao menos boca calasse, segredo guardasse e coração se fechasse.
Se fosse imprudente a ponto de não conhecer tanta gente.
Se inundasse  em travesseiros os seus saberes e não os pronunciasse.

É que é de jeito que não agrada.
É que é de quem não se trata.
E propoem que deem risada.
Sem tacar nada em sua cara.

Por Prazer

Desvalorizou em noite intensa
Provou sem tensão
Do toque e abrigo
Calor de gente


A saudade imensa
Calou coração
E sem visar perigo
Entregou-se ludicamente

domingo, 5 de agosto de 2012

Cabeças Falantes

Apenas pra não se alienar
Melodia e poucos acordes
Vagando pelo tom e pelo som
Letra e composição subliminar

Monstros e vermes são como anjos
Mestres da canção que faz chorar
E em uma situação ou lugar estranhos
Aumentam de tamanho, corpo, alma
E te procuram pra se alimentar

Sorte é como o que perdeu
Num oceano azul
E se der sorte e achares, é seu!

Como o sortudo do sul.

No oceano, ou no céu
De baunilhas coloridas
E cabeça multicoloridas
Saborear do próprio féu
As verdades desmentidas.

Os ignorantes serão sempre assim
Não querem enxergar o que podem
E temem um rápido estopim
À revolução! A visão alheia.

Desvanecendo o correto!
Como espíritos vagando pela estrada
E tocando, com suas mãos infelizes
Corpo alma e espírito dos honestos.

Sem surpresas
Um coração cheio de tormento
Nunca quer aumento
Não quer alarme do tempo
Só quer o melhor de.

Curvas, não as teria
Se por isso desviasse
Do caminho que optei
Das batidas que escutei
De noite de passe
De tarde fria.

Não por ser paranóico
Nem tampouco além do planeta
Só de tato, e óptico
Poder sentir em cada toque
Sem grito, nem trombeta.

Mundo artifical
Arvorizado
Emplasticado
E banal

Por falta de sentimento
E materializando o musical
Piano entre dedos
Valorizando o astral

Versos sem nexo

Nada convencional
Complexos
E não originais
De rádio ligado
E cabeças marginais

Bananeira

Talvez tenha acrescentado à alma
E tirado do peito o que lhe convia
Finalmente à dois com direito a calma
Em meio a tanta gente e a melodia!

Tudo na Lata

Um abraço confortável
Sofá ajeitado, um bom papo
Imóvel, intacto, estável
O corpo e o ato. 

Que Inspira e Que Respira

Não por estar contente, mas por ter um motivo pra estar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Não só Mais um Acordo

Você pode se perder em suas guloseimas
Mas não pode tirá-las da sua mente
Oh, eu que quis assim

Você pode se desmanchar em outros corpos
Mas não conseguirá esquecer o meu
Nem mesmo chegando ao fim

Só não sei como consegue
Olhar-me com a retina
Que vidra em outros planos
Que saboreia outra sina

Eu pedi que não se esquecesse
Do que passou em nossas mentes
Sintonia, êxtase, fogo e desejo

Pois na via que sempre almejo
Tive você entre dentes
E te beijei em segredo
E por uns intantes te fiz contente

Você vai se limitar
A querer-me em outros tempos
Só não pode, e não conseguirá
Desviar-se do vento
Que te trará as lembranças
E lhe soprará os momentos

terça-feira, 31 de julho de 2012

Desproteção

Ja não era como fora
Ou foi e não percebeu
Já perdeu os instantes, os detalhes
Os encaixes e o antes!

Foi metade do caminho
Que por ali perdeu
Copo, corpo, dignidade
Ganhou sabor e vaidade
De um corpo que não é seu

Sussurro e beijo
Cortados, parados, intactos
Era muro e galho seco
Era estrada escura
Sem fim e sem medo

Implorando pra que ficasse
Diante das estrelas e do luar
E mesmo que o tempo passe
Daquilo vai se lembrar

E se lhe perguntar
Vai contar tranquilo
Que só provou de outra rota
E não preocupou com a nota
Que proporcionou aquilo

Hoje segue a saida
Quer voltar à sua vida
Sem preocupar com a despedida
Nem com história despida

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Fio Pequeno

Quem dera, de tamanho aumentasse
Os quilômetros da distância
E diminuisse a ansiedade
Mesmo contando com o coração sóbrio
Cerébro, impuro e conturbado
Se pôs a pensar, sem usar o lógico
Saboreou um abraço limpo
E engoliu nome completo
Soprados por um menino
Debaixos do mesmo teto
Em madrugada posterior
Pós-loucura ingerida
Se entregou diante o calor
Que sentia em corpo quente
Recusou de primeira
E se entregou de repente
Dormiu feito anjo
E calou sua mente
Nada teve a temer
Até que chegasse o temor
Fez o coração doer
Não que a fez parecer
Mas de tanto querer
Quando propôs a se perder
A verdade teve valor
E sem preocupar com a loucura
Fez o que achasse certo
Sem pensar em procura
Esbarrou-se em certo
E fugiu de tal maneira
Que ninguém os notasse
Só pegando a estrada
Lembrando que se entregasse
Seria tudo em vão
E perderia a razão
No momento que o coração
Fosse dar um passe
Entretanto, mesmo sem encaixe
Teve um destaque
Em prol da paixão
Não pretende repetir
Nem dose, nem pote
Do que deixou-se permitir
Não com ele, não por ele
Só por si!

Filtro de Barro

É uma pena!
Que a fonte que mata tua sede
Seja alcool

E que te embreagaste noite inteira
Sem deitar-se na minha rede
E se ao menos continuasse
Poderia  matar tua fome também.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Paletó

Não chegaria à altura
Da estrelas, do céu ou do mar
Meu poema é loucura
E você, "meu inspirar"

A noite foi tão crua
E não podia melhorar
La no céu, a fraca lua
E o paletó a me encostar

As palavras foram puras
Pelo menos ao meu falar
E no início, meio insegura
Com receio de ficar

Não para com sua cura
Se propôs a entregar
Com sabor de uva
E doses pra se alegrar

Vira, vira, e jura!
Que poderia ficar
No resto, na noite escura
Para com ele celebrar.
 

Rei dos Leões

Sobretudo, sua companhia
Durante a noite, durante o dia
Foi o motivo de aceitar!

Música ao pé do ouvido
Como se tivesse lido
O grito do seu pensar

Sabor de uva e felicidade
Não dispensou a vontade
E pôs se a encostar

Sobre o filme que eu vi
Sobre tudo aquilo que eu vivi
Ele soube impressionar

Contudo, muito atento
À traje, arranho, movimento
Não tem como explicar

Me rendi nos elogios
Perdi-me até no frio
Que a noite teve a proporcionar

Quero vez ou outra lhe rever
Para a cabeça entender
Se foi só um passar...








domingo, 15 de julho de 2012

Estado Banal

"Meianoiteceu" e nem tão azul ficou o blues.

Cristalina


No peito, bala
Jogado na sala
Sem escala

Não se passa nessas águas
Nem as músicas, nem as falas
Que um dia foram claras


sábado, 14 de julho de 2012

Memória

Se por impulsso aceitasse
Se eu por um acaso implorasse
Se com um beijo você ficasse

É que esqueci como seus olhos são
E esqueci as batidas do coração
Perdi as linhas da sua feição

Permitir-me, Entregar-me.

Se vão ser dias, horas ou minutos
Se vai durar pouco ou muito

Ainda penso, antes de dormir
No que de fato me faria sorrir

E mesmo que de um jeito errado
Não será nada desleixado.


Descuido

Mas o que faríamos se não tivéssemos preparados para quando o relógio à meia-noite apontar?

Reviravolta

E se eu não ando com o guarda-chuva deve ser porque eu gosto de me molhar.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fases do Gato

Quis botar cor
No fundo
No plano
Naquilo que doeu

Pintou
Cores quentes
Nos objetos
Que lhe pertenceu

Coloriu
Os mais belos tons
Nos caminhos
Que percorreu

Contornou
O que era preto e branco
O que era incolor
E o que escureceu

Baleiro

Apaixonada, pela voz.
E a lembrança do sorriso.
Alegria no peito
Tão forte, de jeito
Que mesmo fosse indeciso
Esperaria no leito
De sua morte,
Ou quanto vivo
Um abraço apertado
Um simples acenar
Um canto, um riso.


Camisa Rosa

Estacionados - os dois "amados".
Acelerado - o coração.
Escorrida, várias lágrimas
E no peito, decepção.
Correria, empurrão
Nada mais em vão.
Despedida
E a saída
Estampada a decisão

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sem Culpa, nem Cuca!

Sem sobriedade nesse tempo feroz
Em julho, desata-se os nós
E enche a cara de cachaça
Fuma pouco o seu cigarro
E até outra droga qualquer

Deseja mais que morte
Conta tanto com a sorte
Depois de tantas palavras sombrias
Moleza era arriscar
Enfrenta desafios
Pega essas vias, sem se desviar

Nem arrependimento
Nem consentimento
Só  atormento
Por não poder dividir
Nem contar
Com qualquer um

Garganta Seca

Por experiência, e também pela autenticidade
Quis poupar malemolência e dispensar a saudade
Sem pensar em consequência, visando a vaidade
Ficou quitado com a paciência garantindo a liberdade

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Peito à Deriva

Nem sou o que se quer.
Se foi, se fui.
Se não fôr.
Tentei fazer, eu até que fiz.
Mas não pude ser.

O que se quis para você.

Lua Cheia

Não tenho pena dos cegos. Só de quem fecha os olhos pro belo.
Os primeiros não tiveram escolha, os últimos quiseram assim! E como erraram.

sábado, 7 de julho de 2012

Sem Efeito

Com medo do erro
Foram poucos os medos
E nem tanto impediu
Para que concordassem em dividir
Veio cedo ansiedade
De ver se era verdade
Sensação de liberdade
Não bastou a experiência
Quer voltar à vaidade
De tocar os lábios
Outra vez, em outras companhias.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Não Acabes!

Nem sempre é simpatia
Pelo que faço
Ou pelo que finjo fazer

Só sinto empatia
Se o fizesse em mesmo estado
Com ou sem prazer

Dia 23 Anos 22

Sob vazio que percorre o oco
Daquele momento e naquele lugar
Ter de gozar seu corpo em outro corpo
Só com sorriso bobo e o musical cantar

Sem omitir a realidade
Pediu um tempo pra respirar
Sussurou pragas e vaidades
Enquanto poesias queria citar

Servidão

Marionetes por manipulação.
Escravos em devoção.
Acorrentados por ilusão.
E viciados em ação.

domingo, 24 de junho de 2012

Volta a Linha

A mentira é o pecado dos apaixonados.

Lei da Quase Perfeição

Com o tempo, o aperfeiçoamento. Sem retrocesso e sem invento.

Dia D Dor.


Tanto esperou
Relógio apontava mais que oito.
Saboreando a vaidade, ansiedade.
Mas ter que mostrar tranquilidade.
Preparou a mente.
Consciente do plano.
Consciente da meta.
Entregou o primeiro – presente.
Entregou o segundo – direta.
Recebeu em troca também.
Pulseira, e pra felicidade completa
Também um pingente.
Igual do seu pescoço.
Conduziu o caminho
Para longe, com ele sozinho
Só risada e contos
Algumas garrafas para ficarem tontos
Música, cerveja e papo bom.
Vibe boa do mesmo tom.
Só perdeu a coragem
Em quanto de volta, na viagem
Só ouvia o coração
O que lhe tava sendo dito, esquecia
Tomou coragem, e confirmou
“Preciso falar com você” ela falou.
Não demorar muito, que ele implorou
Para não esquecer do que escutou
A bebida subia, a cabeça tava vazia
O corpo tremia, ter que decidir em noite fria
Era data importante
Dia Vinte e três - anos vinte e dois.
Mas seguiu adiante!
Ficaram só os dois.
Corredor vazio
Coração acelerado
Pouca fala no início
Muito falou do passado.
Começou da decisão.
Voz fria da solidão.
Sem perder a razão
Manteve os pés ao chão.
Olhou nos olhos dele.
Quis que não fosse a realidade.
Não existe a distância
Só existe a vontade.
Se mentira, ou se verdade
Não colocou grades
Entre uma e outra conversa
Só foi firme na hora certa
Hora da despedida.
Era tudo o que precisava ouvir.
Ter sozinha que decidir
Era o que lhe aflingia.
Nem tristeza nem agonia
Só lhe resta paz e estabilidade.
Pensou com responsabilidade
Cada palavra dita.
Não queria abraço, pois não queria fim.
Mas atendeu o pedido de ser assim.
Mal encostou as mãos as costas.
Só recuava, e aos olhos evitava.
Tanto que não aguentou.
Lágrimas de dor.
Dor da despedida, da decepção.
Sabia da desilusão.
Mas o coração não.
Entretanto, com o pranto
Tomou forças e pediu socorro ao canto
Música, cerveja papo bom.
Dessa vez com amigas sinceras
Só na espera
Que aquilo passasse.
E não demorou muito,
Até que passou.
Ver a boca que não beijou
Beijando outra boca
Ficando meio louca
E tanto quanto solta...
Só quis o amanhã.
E amanheci!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sistema Sem Nexo

O tempo passa
E nunca para
E foi nesse passar
Que perdi a fala
A fala da sala
Da sala de estar
Onde dormiu o corpo
Corpo de gente
Gente estúpida
Muda, calada.
Calou-se de medo.
Medo do que?
Não sei.
Medo de nada.

domingo, 17 de junho de 2012

Ansiedade

Quero o silêncio dos olhos quando encontrar
Quero a boca molhada pra beijar
Quero as mãos quentes para tocar
Quero o ver o coração acelerar

Mais Fácil ser Frágil

O temor era imenso. Madrugada: pura insônia e um livro eu li.
Mas quem diria, que a covardia alheia ia salvar minha pele.

Lava Alma

Banho de manhã
Pra limpar sujeira
Noite anterior

Banho de sol
Pra arder a pele
Corpo arrepiou

Banho de lua
Com o vento beijando a pele
O corpo que tocou

Banho de você
Pra manter intacto
Nosso amor

Desculpa de Impulso

Mentes alinhadas por uma ocasião
Sem muito pensar na razão
 Manipulada pelo coração
Alcool, fumaça, maré - também.
Sorriso bobo, e se esforçando pra ficar de pé.
Ligação corporal e virtual. - Pane!
Impulso por conta própria,
Arriscando a sorte.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Abstrato

Eu vou adiante, vou sóbrio e em paz.
Mas preciso que o tempo acelere, sem deixar que eu olhe pra trás.

DoZe de Amargo

Medo pequeno.
Dia pequeno.
Cabeça doendo.

Muitos balões
Corações!
Rosa vermelha
Forro vermelho!

Tão sorrateiro
Passar solitário
Sem cara otário
Pra brincar com a cara.

São só vinte quatro
Horas e tempo vago
Só frio no quarto
E o corpo intacto

Esperando o tempo passar...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Até o "Decidir"

Sem muito lamento;
Junho vem com o vento!

Calmo, frio e lento
Soprado do alento.

Motivos e Inspirações

Não se escreve com pena seca.
Molha ela na tinta preta
Lava-se os olhos,
Usa os cilhos como caneta.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ABAA CDCC

É mais que gosto
E mais que posso

É o querer do rosto
E o resto do corpo

É desejo molhado
E prazer de o ver

É ficar suado
É pedir pra viver


Deja Vú

O foco tão longe do peito
Se esperar por dar um jeito
Vou contra o tempo
E sofro aumento
Das chances de mudança
De foco, de jeito, de tempo.

De aumento do embaraço!
Sem força pra laço
Sem beijo nem abraço
"Como é que eu faço"
Com essa pressão por decidir
Se vou pra lá, se fico aqui.
Só com medo do que está por vir.

Estigmas

Pouca força pra muita vida!

Desafio do Embarque

Se vai, se fica.
Se dá frio na barriga.
Se poem as malas no chão.
O destino da chegada.
O horário da partida.
E o duro caminho
Que espera pela vinda.
Que espera pela ida.
Que acaba com a vida!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sabor Doce

Gosto do seu jeito.
O cheiro e a cor do seu cabelo.
Gosto do gosto que deixa na minha boca.

Se for falar de pecado, eu digo que o meu é você.
Me arrepia os pêlos só de lembrar seu toque.
Gosto do sorriso, riso e o liso da mão.

Gosto da pose, do olhar incerto.
Do morder de lábios com jeito.
Gosto do que me sopra nos ouvidos.

Me faz bem sua conversinha fiada, migué.
Ou se me bambeia as pernas.
Se me prensa nas árvores e diz que me quer.

Gosto de quando está fácil.
Só um sorriso e basta um beijo.
Gosto da nossa lua cheia também.

Eu gosto da procura.
Da sua, da minha, da nossa.
O gosto da nossa loucura, o gosto da nossa prosa.

E sinto.
Prazer com sua mão.
Prazer com beijo.
Prazer com a voz.

Mão firme.
Beijo quente.
Voz lenta.

Gosto do brilho dos olhos.
Do fazer de conta.
E até das mentiras sinceras.

Gosto da frieza, tão poucas vezes.
Que faz querer o bem, que faz ficar perto.
Gosto dos planos que ele tem.

Gosto das poesias sobre você.
Talvez goste das fotos com você.
E gosto dos momentos com você.

Gosto de pensar em você.
Pensar na conversa, nos beijos, no delírio.
Na madrugada que pode nunca acabar.

Gosto das músicas que me fazem lembrar.
O tão bem que fez, o tão bem que faz.
E se bem fará.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Assento Sóbrio


São falhas memórias
Que atormentam a cabeça
E se deito a mesma no travesseiro
As memórias agravam-se
E tornam a noite plena
E a saudade que era pequena
Vira saudade maior
E aperta – dentro do peito
Que algum sujeito
Fez questão de apertar
E implora
Que chega a hora
Que a boca do sujeito
Aquele mesmo sujeito
Com tempo e com respeito
Venha implorar
De joelhos
Pra que possa ficar
Sem muito o que se preocupar
Só com o pé direito
Que possam começar
Sem lamento
Sem tormento
Só com juramento
De ser fiel
E provar do mel
Que a paixão lhes dá

Véspera da Decisão


No alto pico da dor
Há separação
Do frio da barriga
Com o calor do corpo
Enrolado no cobertor

Os olhos encontrarão
O amanhã é inevitável
As bocas recusarão
Beijos e mordidas
Aquilo de mais agradável

O pó que sobrará
Se for resto, se for início
Somente servirá
De alimento
Do seu sacrifício

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Aceitação

Meu bem,
Esquece!
Isso não é cinema
E não to fazendo cena
Pra novela da "TV".

Se eu for embora
Eu não tenho medo!
Não acho que é agora
O final dessa história.
Sobre eu e você.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sofro as Notícias de Segunda

Você tem  um defeito
De ser desse jeito
E não posso controlar

E dói mais quando deito
Pois nisso cabe ao pensamento
Ter de tanta dor aturar

Eu não tenho medo
É que eu não tenho tempo
Pra poder pensar

Só provo do desespero
E num arremesso
Quero me arriscar

Pois se vai ser assim mesmo
Me diz qual o preço
Vai ser preciso pra pagar

Polo Dual

Se antes foi ensaio
Ou se foi só programação
No mês de maio, tudo acaba
Com profunda emoção!

domingo, 13 de maio de 2012

Quando a Dor Permite

No decorrer da história
Não escutei as dores da cabeça
Muito menos o aperto do peito

Só bebeu, ao menos isso aliviava
E pegou o celular, sem muito o que pensar
Mandou mensagem, do coração

Não pensou muito no que a esperava
Só ficaria bem, daquele jeito
E não gastou muito, até que aparecesse

De costas estava
Rendeu-se ao abraço
Virou-se de frente

Um beijo, não demorou
Até que esquecesse
Da dor imprudente


Bocas vermelhas
Manchadas de batom
Barba mal feita
Enlouquecia a cabeça

Troca de elogios
E grandes sorrisos

Do palco, do baixo, do alto
Só lhe foi feito do seu agrado

Rezou baixo, pediu em segredo
Que a noite não tivesse fim
Desejou até deitar-se
Junto dele, só com ele
E provar do seu sabor

Mesmo contente
E satisfeita
Perdeu a cabeça
E lágrimas de pavor

Sentiu a raiva
Comer o corpo
E mesmo que pouco
Sentiu ódio também.

Calou-se,
Sorriu.
Chorou
E engoliu.

Não esqueceu de nenhuma palavra
Que foi dita, que foi pensada.
Só se perde, se volta a dúvida
Se acredita no que ouviu.
Se acredita no que viu.
Se faz sentido o que sentiu.

Foram planos incompletos
E pedidos indiretos
Que a fez se perder


Não que tenha acabado
Mas se for falar do final
A noite foi tanto boa
E não foi atoa
Que terminou em "bom estar"

E depois, a ligação
Sabado à tardinha
Fez tão feliz o coração

Que pensa NELE sem parar...

Energia do Sol

Nem canção nem poesia
Só um abraço meu
E você já sabia
Todo amor que tenho é seu
Não só nesse grande dia
Como qualquer outra vez
Que colocar esse sorriso no rosto
Ou que me acolher nos braços longos
Nada menos do que eu faria.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Retalhos e Detalhes

Óh, branca lua!
Em comparação a ti
Teu porte e beleza
Sou pequeno e feio
Mas não por isso
O mais cego homem
Não temeu ao dizer
Que sou linda quanto tu