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terça-feira, 31 de julho de 2012

Desproteção

Ja não era como fora
Ou foi e não percebeu
Já perdeu os instantes, os detalhes
Os encaixes e o antes!

Foi metade do caminho
Que por ali perdeu
Copo, corpo, dignidade
Ganhou sabor e vaidade
De um corpo que não é seu

Sussurro e beijo
Cortados, parados, intactos
Era muro e galho seco
Era estrada escura
Sem fim e sem medo

Implorando pra que ficasse
Diante das estrelas e do luar
E mesmo que o tempo passe
Daquilo vai se lembrar

E se lhe perguntar
Vai contar tranquilo
Que só provou de outra rota
E não preocupou com a nota
Que proporcionou aquilo

Hoje segue a saida
Quer voltar à sua vida
Sem preocupar com a despedida
Nem com história despida

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Fio Pequeno

Quem dera, de tamanho aumentasse
Os quilômetros da distância
E diminuisse a ansiedade
Mesmo contando com o coração sóbrio
Cerébro, impuro e conturbado
Se pôs a pensar, sem usar o lógico
Saboreou um abraço limpo
E engoliu nome completo
Soprados por um menino
Debaixos do mesmo teto
Em madrugada posterior
Pós-loucura ingerida
Se entregou diante o calor
Que sentia em corpo quente
Recusou de primeira
E se entregou de repente
Dormiu feito anjo
E calou sua mente
Nada teve a temer
Até que chegasse o temor
Fez o coração doer
Não que a fez parecer
Mas de tanto querer
Quando propôs a se perder
A verdade teve valor
E sem preocupar com a loucura
Fez o que achasse certo
Sem pensar em procura
Esbarrou-se em certo
E fugiu de tal maneira
Que ninguém os notasse
Só pegando a estrada
Lembrando que se entregasse
Seria tudo em vão
E perderia a razão
No momento que o coração
Fosse dar um passe
Entretanto, mesmo sem encaixe
Teve um destaque
Em prol da paixão
Não pretende repetir
Nem dose, nem pote
Do que deixou-se permitir
Não com ele, não por ele
Só por si!

Filtro de Barro

É uma pena!
Que a fonte que mata tua sede
Seja alcool

E que te embreagaste noite inteira
Sem deitar-se na minha rede
E se ao menos continuasse
Poderia  matar tua fome também.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Paletó

Não chegaria à altura
Da estrelas, do céu ou do mar
Meu poema é loucura
E você, "meu inspirar"

A noite foi tão crua
E não podia melhorar
La no céu, a fraca lua
E o paletó a me encostar

As palavras foram puras
Pelo menos ao meu falar
E no início, meio insegura
Com receio de ficar

Não para com sua cura
Se propôs a entregar
Com sabor de uva
E doses pra se alegrar

Vira, vira, e jura!
Que poderia ficar
No resto, na noite escura
Para com ele celebrar.
 

Rei dos Leões

Sobretudo, sua companhia
Durante a noite, durante o dia
Foi o motivo de aceitar!

Música ao pé do ouvido
Como se tivesse lido
O grito do seu pensar

Sabor de uva e felicidade
Não dispensou a vontade
E pôs se a encostar

Sobre o filme que eu vi
Sobre tudo aquilo que eu vivi
Ele soube impressionar

Contudo, muito atento
À traje, arranho, movimento
Não tem como explicar

Me rendi nos elogios
Perdi-me até no frio
Que a noite teve a proporcionar

Quero vez ou outra lhe rever
Para a cabeça entender
Se foi só um passar...








domingo, 15 de julho de 2012

Estado Banal

"Meianoiteceu" e nem tão azul ficou o blues.

Cristalina


No peito, bala
Jogado na sala
Sem escala

Não se passa nessas águas
Nem as músicas, nem as falas
Que um dia foram claras


sábado, 14 de julho de 2012

Memória

Se por impulsso aceitasse
Se eu por um acaso implorasse
Se com um beijo você ficasse

É que esqueci como seus olhos são
E esqueci as batidas do coração
Perdi as linhas da sua feição

Permitir-me, Entregar-me.

Se vão ser dias, horas ou minutos
Se vai durar pouco ou muito

Ainda penso, antes de dormir
No que de fato me faria sorrir

E mesmo que de um jeito errado
Não será nada desleixado.


Descuido

Mas o que faríamos se não tivéssemos preparados para quando o relógio à meia-noite apontar?

Reviravolta

E se eu não ando com o guarda-chuva deve ser porque eu gosto de me molhar.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fases do Gato

Quis botar cor
No fundo
No plano
Naquilo que doeu

Pintou
Cores quentes
Nos objetos
Que lhe pertenceu

Coloriu
Os mais belos tons
Nos caminhos
Que percorreu

Contornou
O que era preto e branco
O que era incolor
E o que escureceu

Baleiro

Apaixonada, pela voz.
E a lembrança do sorriso.
Alegria no peito
Tão forte, de jeito
Que mesmo fosse indeciso
Esperaria no leito
De sua morte,
Ou quanto vivo
Um abraço apertado
Um simples acenar
Um canto, um riso.


Camisa Rosa

Estacionados - os dois "amados".
Acelerado - o coração.
Escorrida, várias lágrimas
E no peito, decepção.
Correria, empurrão
Nada mais em vão.
Despedida
E a saída
Estampada a decisão

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sem Culpa, nem Cuca!

Sem sobriedade nesse tempo feroz
Em julho, desata-se os nós
E enche a cara de cachaça
Fuma pouco o seu cigarro
E até outra droga qualquer

Deseja mais que morte
Conta tanto com a sorte
Depois de tantas palavras sombrias
Moleza era arriscar
Enfrenta desafios
Pega essas vias, sem se desviar

Nem arrependimento
Nem consentimento
Só  atormento
Por não poder dividir
Nem contar
Com qualquer um

Garganta Seca

Por experiência, e também pela autenticidade
Quis poupar malemolência e dispensar a saudade
Sem pensar em consequência, visando a vaidade
Ficou quitado com a paciência garantindo a liberdade

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Peito à Deriva

Nem sou o que se quer.
Se foi, se fui.
Se não fôr.
Tentei fazer, eu até que fiz.
Mas não pude ser.

O que se quis para você.

Lua Cheia

Não tenho pena dos cegos. Só de quem fecha os olhos pro belo.
Os primeiros não tiveram escolha, os últimos quiseram assim! E como erraram.

sábado, 7 de julho de 2012

Sem Efeito

Com medo do erro
Foram poucos os medos
E nem tanto impediu
Para que concordassem em dividir
Veio cedo ansiedade
De ver se era verdade
Sensação de liberdade
Não bastou a experiência
Quer voltar à vaidade
De tocar os lábios
Outra vez, em outras companhias.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Não Acabes!

Nem sempre é simpatia
Pelo que faço
Ou pelo que finjo fazer

Só sinto empatia
Se o fizesse em mesmo estado
Com ou sem prazer

Dia 23 Anos 22

Sob vazio que percorre o oco
Daquele momento e naquele lugar
Ter de gozar seu corpo em outro corpo
Só com sorriso bobo e o musical cantar

Sem omitir a realidade
Pediu um tempo pra respirar
Sussurou pragas e vaidades
Enquanto poesias queria citar

Servidão

Marionetes por manipulação.
Escravos em devoção.
Acorrentados por ilusão.
E viciados em ação.