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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Encontro Datado

A sexta é uma graça
Meio centro
Meio praça
Meio banco
Meio casca
Churro, fumaça
Nada meio logo após

Soprando com os quatro elementos
Água, terra, fogo e vento
Muita gente e pouco tormento
Começo de um destino lento
Pouco deles e muito nós

Conversa lenta e um meio abraço
Um corredor de bate papo
Que a cabeça principiante não se rendia
Respirava fundo e não dormia
Mas de boca em ouvidos, se perdia
Durante algum segundo vago

Vermelho não era mais o batom
A cor se expandiu pelos olhos
E o rosto quando alheio notou
Sentiu-se bem por não ter propósito
De limitar o tom ou o som
Por uma sensação invisível se levou

Não lembra caminho ou melodia
Abrigou-se do lado direito
Esperando relaxar a beta
Controlando um pouco a peça
Que pressentia atuar

Contanto, timidez, que haveria de dizer
Não era a palavra exata
Mas se rendeu a bala e o beijo
Que a boca e a mão ofereceram de jeito
No escuro, entre a parede
E os corpos quentes
Deu início a conexão
Do contato entre mentes
Que a noite prometia então

Lugar e pessoas comuns
Daqueles que de costume, se espaireciam
De longe, o incomum eram as sensações
Que o corpo, a mente e o coração transpareciam
Buscou ar no peito, mas em falso
Queria mesmo mais espaço
Uma busca maior de paz
Meio doce não tardou, mas
Tranquilidade o ambiente não trazia
E não muito depois, ele lhe satisfaz

E se perdem, se encontrando
Na cidade calmaria
Barulho não se ouvia
Podia até pensar, que habitavam outra dimensão
Quando dobravam a esquina
Ou num tempo de braços se encostando

Sabia, o que aconteceria depois
Um quarto pra dois
Mas de medo não se encheu
Até pela escada se perdeu
Em pensamentos bobos
Mas em suspiros, se rendeu
E começaram os sopros

No começo, hesitação um pouco
Insegurança e confusão mental
Chegou até pensamento letal
Confusão e violação por fim
Confessa, não tem ideia de como desenrolou enfim
O que fluiu, o que pareceu
E apesar dos instintos ativos
Não se importou com detalhes seus

Beijo, abraço, amasso, embaraço
Mãos e pernas e tentativa de papo
Barba, toque, língua e cabelo
Um ritual sem limite e sem modelo
Por prazer, por fazer ou adormecer
Que ondas alucinavam
Por zona alfa, beta ou teta
O que viajava por si era tentar esquecer
Enquanto os corpos se aproveitavam
O gozo era meta
Nada impossível de acontecer

Mas quem diria
Que viria cansaço
Uma sombra escura
Em cima da bravura
De enfrentar seus princípios
E acordou
De um descanso irreal
Momento quase surreal
Que no sábado passou

Não sentiu mais abraço
Nem carinho, nem afago
Não decidiu de imediato
Mas não limitou passo
Afora, agora embora.
E depois de um sustento
Pôs se de cara ao vento
E caiu adentro
Pra realidade que vigora

E agora, dormindo num transporte
Meditanto no azar ou na sorte
Que desfrutou noite anterior
Acordou em novo horizonte
E não voltou pela ponte
Que a coragem ultrapassou

No motivo ou razão
Não pensa 
E se pensa
É pensamento pouco
Porque senão, a cabeça esquenta
E lhe deixa louco

No entanto, aproveita sóbrio
Do que lhe resta
Lembrança e vontade
Do sabor e vaidade
Que provou de verdade

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