O corpo e a alma
É de ouro
É de couro
A carne e a aura
É de prata
É de nata
É que é raro
E tão caro
Que nem o dinheiro
Que é de mim posto
Sabe como parcelo
E gasta sem jeito
Que gosta, com e sem defeito
É de praxe imperfeito
Mas a perfeição
É de simplicidade
E de aproximada verdade
De ideal sem padrão
É de coração
E de pureza
É de proteger
Silenciosamente
É de pertencer
Erroneamente
Mas é de intensa
E imensa plenitude
E mesmo que é de porte rude
Sou devoto
Do que é de nossos protos
Casos e descasos
Que é de sopros
E de rostos
É de gozos
E de loucos
Que fomos
Como é de esperar
Vindo do que é de tu
É de...
E de...
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