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domingo, 24 de junho de 2012

Volta a Linha

A mentira é o pecado dos apaixonados.

Lei da Quase Perfeição

Com o tempo, o aperfeiçoamento. Sem retrocesso e sem invento.

Dia D Dor.


Tanto esperou
Relógio apontava mais que oito.
Saboreando a vaidade, ansiedade.
Mas ter que mostrar tranquilidade.
Preparou a mente.
Consciente do plano.
Consciente da meta.
Entregou o primeiro – presente.
Entregou o segundo – direta.
Recebeu em troca também.
Pulseira, e pra felicidade completa
Também um pingente.
Igual do seu pescoço.
Conduziu o caminho
Para longe, com ele sozinho
Só risada e contos
Algumas garrafas para ficarem tontos
Música, cerveja e papo bom.
Vibe boa do mesmo tom.
Só perdeu a coragem
Em quanto de volta, na viagem
Só ouvia o coração
O que lhe tava sendo dito, esquecia
Tomou coragem, e confirmou
“Preciso falar com você” ela falou.
Não demorar muito, que ele implorou
Para não esquecer do que escutou
A bebida subia, a cabeça tava vazia
O corpo tremia, ter que decidir em noite fria
Era data importante
Dia Vinte e três - anos vinte e dois.
Mas seguiu adiante!
Ficaram só os dois.
Corredor vazio
Coração acelerado
Pouca fala no início
Muito falou do passado.
Começou da decisão.
Voz fria da solidão.
Sem perder a razão
Manteve os pés ao chão.
Olhou nos olhos dele.
Quis que não fosse a realidade.
Não existe a distância
Só existe a vontade.
Se mentira, ou se verdade
Não colocou grades
Entre uma e outra conversa
Só foi firme na hora certa
Hora da despedida.
Era tudo o que precisava ouvir.
Ter sozinha que decidir
Era o que lhe aflingia.
Nem tristeza nem agonia
Só lhe resta paz e estabilidade.
Pensou com responsabilidade
Cada palavra dita.
Não queria abraço, pois não queria fim.
Mas atendeu o pedido de ser assim.
Mal encostou as mãos as costas.
Só recuava, e aos olhos evitava.
Tanto que não aguentou.
Lágrimas de dor.
Dor da despedida, da decepção.
Sabia da desilusão.
Mas o coração não.
Entretanto, com o pranto
Tomou forças e pediu socorro ao canto
Música, cerveja papo bom.
Dessa vez com amigas sinceras
Só na espera
Que aquilo passasse.
E não demorou muito,
Até que passou.
Ver a boca que não beijou
Beijando outra boca
Ficando meio louca
E tanto quanto solta...
Só quis o amanhã.
E amanheci!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sistema Sem Nexo

O tempo passa
E nunca para
E foi nesse passar
Que perdi a fala
A fala da sala
Da sala de estar
Onde dormiu o corpo
Corpo de gente
Gente estúpida
Muda, calada.
Calou-se de medo.
Medo do que?
Não sei.
Medo de nada.

domingo, 17 de junho de 2012

Ansiedade

Quero o silêncio dos olhos quando encontrar
Quero a boca molhada pra beijar
Quero as mãos quentes para tocar
Quero o ver o coração acelerar

Mais Fácil ser Frágil

O temor era imenso. Madrugada: pura insônia e um livro eu li.
Mas quem diria, que a covardia alheia ia salvar minha pele.

Lava Alma

Banho de manhã
Pra limpar sujeira
Noite anterior

Banho de sol
Pra arder a pele
Corpo arrepiou

Banho de lua
Com o vento beijando a pele
O corpo que tocou

Banho de você
Pra manter intacto
Nosso amor

Desculpa de Impulso

Mentes alinhadas por uma ocasião
Sem muito pensar na razão
 Manipulada pelo coração
Alcool, fumaça, maré - também.
Sorriso bobo, e se esforçando pra ficar de pé.
Ligação corporal e virtual. - Pane!
Impulso por conta própria,
Arriscando a sorte.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Abstrato

Eu vou adiante, vou sóbrio e em paz.
Mas preciso que o tempo acelere, sem deixar que eu olhe pra trás.

DoZe de Amargo

Medo pequeno.
Dia pequeno.
Cabeça doendo.

Muitos balões
Corações!
Rosa vermelha
Forro vermelho!

Tão sorrateiro
Passar solitário
Sem cara otário
Pra brincar com a cara.

São só vinte quatro
Horas e tempo vago
Só frio no quarto
E o corpo intacto

Esperando o tempo passar...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Até o "Decidir"

Sem muito lamento;
Junho vem com o vento!

Calmo, frio e lento
Soprado do alento.

Motivos e Inspirações

Não se escreve com pena seca.
Molha ela na tinta preta
Lava-se os olhos,
Usa os cilhos como caneta.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ABAA CDCC

É mais que gosto
E mais que posso

É o querer do rosto
E o resto do corpo

É desejo molhado
E prazer de o ver

É ficar suado
É pedir pra viver


Deja Vú

O foco tão longe do peito
Se esperar por dar um jeito
Vou contra o tempo
E sofro aumento
Das chances de mudança
De foco, de jeito, de tempo.

De aumento do embaraço!
Sem força pra laço
Sem beijo nem abraço
"Como é que eu faço"
Com essa pressão por decidir
Se vou pra lá, se fico aqui.
Só com medo do que está por vir.

Estigmas

Pouca força pra muita vida!

Desafio do Embarque

Se vai, se fica.
Se dá frio na barriga.
Se poem as malas no chão.
O destino da chegada.
O horário da partida.
E o duro caminho
Que espera pela vinda.
Que espera pela ida.
Que acaba com a vida!