Da fugida e do refúgio
Do coração estúpido
Não mencionou-se qualquer
Palavra ou expressão
Muito amor e Cafeína
No correr das veia, serotonina
Que a mente elevou no desandar da conversa
Não falou da relação fina
Mas das expressões de menina
Que perderam por pressa
Que sentiu falta
Que abraçou de volta
E dispôs-se intacta
A amizade de escolta
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Circuito Magia
Há mais no amor que o amor em si.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Invisibilidade Nômade
Salgar dos detalhes
Renúncias, impasses
Fuga no adoçar
Das palavras e do pensar
Pensou - e nem tanto
Se comprometeu
Por pranto
E no entanto
Não se excedeu
Foi mais lógica
Que passional
Como costuma ser
Sem mágica
Nem ritual
Só deixou acontecer
Se não bastasse
Mesmo assento
E não a mesma
Dentro
Fora também
Esbarra, in e voluntariamente
Não dá resposta
Mas também não mente
Não quer saber do que se sente
Prefere nos casos, frio
Sente frio, quer mais frio
Tanto mais que o aquecido
Renúncias, impasses
Fuga no adoçar
Das palavras e do pensar
Pensou - e nem tanto
Se comprometeu
Por pranto
E no entanto
Não se excedeu
Foi mais lógica
Que passional
Como costuma ser
Sem mágica
Nem ritual
Só deixou acontecer
Se não bastasse
Mesmo assento
E não a mesma
Dentro
Fora também
Esbarra, in e voluntariamente
Não dá resposta
Mas também não mente
Não quer saber do que se sente
Prefere nos casos, frio
Sente frio, quer mais frio
Tanto mais que o aquecido
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Pano de Poá
Voltei-me-lá
Para meu abrigo
Disse Á
Eu mesmo - eu digo
Sempre há
No fim da pá
Amor amigo
Também tem chá
De figo
Mas do lado de cá
É que eu não fico
Para meu abrigo
Disse Á
Eu mesmo - eu digo
Sempre há
No fim da pá
Amor amigo
Também tem chá
De figo
Mas do lado de cá
É que eu não fico
Raio de Luz - III
Não físico, nem febril
Contorno das poucas pedras
Que a própria colocou
Se jogou em abril
Com mais vida e com mais cor
Do encanto e do espaço
O pranto e o laço
Na memória, o vazio tocava
As mais belas canções
Pela qual esperava
Poder relembrar
Do dia lembra o beijo
Dele lembra o jeito
O pedido, e o defeito
E a noite de passar
Para outro tempo
Não demorou
Veio vento
Lento passou
E pensamento
Concordou, discordou!
Boca vermelha de batom
No palco o velho som
Que algum dia fez o bem
Que algum dia fez o bom
Em alto e claro tom
Foi parte daquilo também
Só vive das promessas
Que se pudesse - às pressas
Correria aos braços seus
E viveria, em calmaria
Juntos, lado a lado
Tanto a noite quanto ao dia.
Contorno das poucas pedras
Que a própria colocou
Se jogou em abril
Com mais vida e com mais cor
Do encanto e do espaço
O pranto e o laço
Na memória, o vazio tocava
As mais belas canções
Pela qual esperava
Poder relembrar
Do dia lembra o beijo
Dele lembra o jeito
O pedido, e o defeito
E a noite de passar
Para outro tempo
Não demorou
Veio vento
Lento passou
E pensamento
Concordou, discordou!
Boca vermelha de batom
No palco o velho som
Que algum dia fez o bem
Que algum dia fez o bom
Em alto e claro tom
Foi parte daquilo também
Só vive das promessas
Que se pudesse - às pressas
Correria aos braços seus
E viveria, em calmaria
Juntos, lado a lado
Tanto a noite quanto ao dia.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Bela Isca
É de prata é de pó
É de raio do sol
É vir à noite
E fico mais só
Que você quis assim.
É de lua
De fase
É minha
É sua
É nossa
Mudança de rua.
E eu que te abracei
E pedi abraço seu
Nas tempestades e no tempo seco
Em um tempo eu fui rei
Outro tempo fui plebeu
De forma alguma eu deixei
Pra trás os erros meus
Conheci, reconheci!
Agora é sua vez.
Vem, que esse ombro é seu
Se precisa encostas
Se deitar que o quer
Faça dele sua casa
Estou disposta
Em todo tempo do mundo
Sem marcar nenhum segundo
Apenas encosta!
É de raio do sol
É vir à noite
E fico mais só
Que você quis assim.
É de lua
De fase
É minha
É sua
É nossa
Mudança de rua.
E eu que te abracei
E pedi abraço seu
Nas tempestades e no tempo seco
Em um tempo eu fui rei
Outro tempo fui plebeu
De forma alguma eu deixei
Pra trás os erros meus
Conheci, reconheci!
Agora é sua vez.
Vem, que esse ombro é seu
Se precisa encostas
Se deitar que o quer
Faça dele sua casa
Estou disposta
Em todo tempo do mundo
Sem marcar nenhum segundo
Apenas encosta!
Raio de Luz - II
Sem lembranças do julgamento
Sem promessas feitas ao vento
Abraçou fevereiro
E num impulso se entregou
Quis abraço, quis beijo
Quis o jeito e o defeito
E num desejo se afundou
Os olhos cegava
À luz e beleza
O corpo entregava
Com cuidado, com cautela
Foras caçador, agora presa
Presa em sonhos
Presa nos cantos
Presa nos detalhes
E também nos encantos
Sem promessas feitas ao vento
Abraçou fevereiro
E num impulso se entregou
Quis abraço, quis beijo
Quis o jeito e o defeito
E num desejo se afundou
Os olhos cegava
À luz e beleza
O corpo entregava
Com cuidado, com cautela
Foras caçador, agora presa
Presa em sonhos
Presa nos cantos
Presa nos detalhes
E também nos encantos
Sem Direção
Já quis
E já queria
A alegria de te ver
Já sei
E já sabia
Que a vontade de te ter
Era mais do que podia
E já queria
A alegria de te ver
Já sei
E já sabia
Que a vontade de te ter
Era mais do que podia
sábado, 22 de setembro de 2012
Do Sul
Não fui a mais bela
Nem fui aquela
Que merecia
Não sou sua
Não são minhas
Sou de minas
Sou de menos
Eu cuspo remédios
E engulo venenos
Sou profunda e vazia
Fui como o dia mais quente
E a noite mais fria
Num abraço travado
Fui indiferente
E desperdiçado!
O tempo decente
Que eu faria
Acabou inacabado.
Nem fui aquela
Que merecia
Não sou sua
Não são minhas
Sou de minas
Sou de menos
Eu cuspo remédios
E engulo venenos
Sou profunda e vazia
Fui como o dia mais quente
E a noite mais fria
Num abraço travado
Fui indiferente
E desperdiçado!
O tempo decente
Que eu faria
Acabou inacabado.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Raio de Luz - I
Com a cegueira que lhe seguia
Não enxergou o que podia
Lhe fazer pouco mais feliz
Não se lembra muito do dia
Só lembra do quanto ria
E quanto ali não quis
Entre redes e coberturas
Mantiveram contato
Durantes meses lentos
E numa noite impura
Teve o momento exato
Mas deixou passar o setembro
Não acreditava
Não facilitava
Não esperava
Que viesse acontecer
Passara o tempo
Janeiro pareceu bom
Se entregou em meio tom
Mas o fez prometer
Que não sumiria
Dali não sairia
Sem que tivesse o bis
Não enxergou o que podia
Lhe fazer pouco mais feliz
Não se lembra muito do dia
Só lembra do quanto ria
E quanto ali não quis
Entre redes e coberturas
Mantiveram contato
Durantes meses lentos
E numa noite impura
Teve o momento exato
Mas deixou passar o setembro
Não acreditava
Não facilitava
Não esperava
Que viesse acontecer
Passara o tempo
Janeiro pareceu bom
Se entregou em meio tom
Mas o fez prometer
Que não sumiria
Dali não sairia
Sem que tivesse o bis
Triângulo Amoroso II
Ama o primeiro sem amor
Do segundo quer a cor
Que o terceiro não lhe deu
De todos tem pavor
De sentir a mesma dor
Que outra vez lhe rendeu
Terceiro é muito
Pouco tempo no segundo
Enquanto o primeiro é tudo
Tudo aquilo que é seu.
Do segundo quer a cor
Que o terceiro não lhe deu
De todos tem pavor
De sentir a mesma dor
Que outra vez lhe rendeu
Terceiro é muito
Pouco tempo no segundo
Enquanto o primeiro é tudo
Tudo aquilo que é seu.
Tentação
Do beijo o sabor
Que na boca permaneceu
E do abraço o calor
Que na falta, lhe aqueceu
É que foi contra princípios
Fugiu de suas rotas
Se rendeu aos benefícios
Que lhe apontaram nas propostas
Quando lembrar da noitada
Pensarás em maus momentos
Mas jura que nada
Tirará os bons pensamentos
Que na boca permaneceu
E do abraço o calor
Que na falta, lhe aqueceu
É que foi contra princípios
Fugiu de suas rotas
Se rendeu aos benefícios
Que lhe apontaram nas propostas
Quando lembrar da noitada
Pensarás em maus momentos
Mas jura que nada
Tirará os bons pensamentos
domingo, 9 de setembro de 2012
Sangue
Pulsos e coração acelerado
Volta o tempo ao passado
Aquilo do qual pensou
Braços e corpo arranhado
Do cabelo mal pintado
A porta ultrapassou
Janela de madeira
Foi a única maneira
Na qual tentou
Em fugir dali
Pra onde pudesse ir
E pra trás não olhou.
Volta o tempo ao passado
Aquilo do qual pensou
Braços e corpo arranhado
Do cabelo mal pintado
A porta ultrapassou
Janela de madeira
Foi a única maneira
Na qual tentou
Em fugir dali
Pra onde pudesse ir
E pra trás não olhou.
Cansaço!
Meio à vaidade, detalhe simples
Desvio da atenção-sem limite
Do céu, pousou
Em árvore fresca
Bico grande
Liberdade presa
E vozes
Estúpidas
Arrogantes
Inúteis
Fúteis
Desinteressantes
Lhecalaram
Lhe proporcionaram surdez
Meio á maciez
Do por do sol
Entardecer de lágrimas
E nervos.
Desvio da atenção-sem limite
Do céu, pousou
Em árvore fresca
Bico grande
Liberdade presa
E vozes
Estúpidas
Arrogantes
Inúteis
Fúteis
Desinteressantes
Lhecalaram
Lhe proporcionaram surdez
Meio á maciez
Do por do sol
Entardecer de lágrimas
E nervos.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Novas
Se eu tenho consciência do que faço
Se novas experiências são o resultado
Não é pouco, nem muito
Um labirinto infindo
De sabor e perigo
Que abre o mundo
Para que possamos afundo
Afundar no infinito.
Se novas experiências são o resultado
Não é pouco, nem muito
Um labirinto infindo
De sabor e perigo
Que abre o mundo
Para que possamos afundo
Afundar no infinito.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Pra Cima
Tenho uma dívida
Com a poesia
Ela me excita
E eu a cito
Em rimas
Em verso
Eu, eu lírico
Só controverso
De baixo pra cima
Com a poesia
Ela me excita
E eu a cito
Em rimas
Em verso
Eu, eu lírico
Só controverso
De baixo pra cima
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Marrom
Eu poderia até me perder na sua cor
Ou seus braços grandes
Poderíamos ser dois, no sul, distante
Da minha, da sua, da nossa vida
E talvez que seja mentira
O gosto que você diz
Ainda sim sabe o que diz
E ainda assim quero me perder
E te prender
E te querer
Como eu quis.
Ou seus braços grandes
Poderíamos ser dois, no sul, distante
Da minha, da sua, da nossa vida
E talvez que seja mentira
O gosto que você diz
Ainda sim sabe o que diz
E ainda assim quero me perder
E te prender
E te querer
Como eu quis.
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