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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pressuposto

Somos devotos
De corpos impostos
Pelo imposto
Encosto do que foi posto
Proposto por postos
Opostos
À nossas apostas
E propostas

Luminosidade

Eu gosto do gosto
E do estrago
Que a sua barba
Faz no meu ego

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Solitário Prazer

Não gosto
Tanto como tu
Descreve em pranto
É apenas vício
Seco e mundano
Que tento
Satisfazer lento
Debaixo de pano
E me derreto
Sem compromisso
De ser direito

Papo Furado

Disfarçados em ácidos e cores
Fumaça e amores
Destilados e pratos
Saborosos e humanos
Debaixo e de cima dos panos
Fazendo planos
Sem dores
Mas só papos

Facilite

Como, em futuro, serei lembrada.
Nas memórias de tua mente cheia
Uma história, capítulo, paixão passageira
Uma companhia boa, uma brincadeira
Espero que me lembre, o me queira
Nos momentos de bobagens e besteiras
Que me lembre na cama, na escada, no sofá, na cadeira
E principalmente, que se lembre, se eu entrar na sua cabeça
É pra que não pense muito
E não se exite
Temos uma vida inteira
Pra fazer uma noite pura e verdadeira
Facilite.

Ridículo

Se queres, prender-se as pedras
Deste peito de fera
Sigas adiante, mas mantenha-se distante
Que o meu viajante
Coração pulsante
É mole e de carne feito
E derrete sem medo
De qualquer forma e jeito

Vagando no Sofá

Estes devaneios
Na cama, mesa, sofá
Me vem sorrateiros
Singelos a me lembrar
Dos beijos quentes
Do calor da gente
Debaixo dos lençóis
Das carícias após
Ou como, meus desejos
Ficaram sós
Depois que partiu
E não pretende voltar

Camaleospiração

Você camaleão
Na cama, leão
Me ama, ou não
Me chama no chão
Esconde no colchão
O que de certo me gama

Sua chama, leão
Meu karma, leão
Minha calma, leão
Minha aura, leão
Minha tara, leão
Sua casa, leão
É minha cama, leão
Meu camaleão

É De

O corpo e a alma
É de ouro
É de couro
A carne e a aura
É de prata
É de nata
É que é raro
E tão caro
Que nem o dinheiro
Que é de mim posto
Sabe como parcelo
E gasta sem jeito
Que gosta, com e sem defeito
É de praxe imperfeito
Mas a perfeição
É de simplicidade
E de aproximada verdade
De ideal sem padrão
É de coração
E de pureza
É de proteger
Silenciosamente
É de pertencer
Erroneamente
Mas é de intensa
E imensa plenitude
E mesmo que é de porte rude
Sou devoto
Do que é de nossos protos
Casos e descasos
Que é de sopros
E de rostos
É de gozos
E de loucos
Que fomos
Como é de esperar
Vindo do que é de tu
É de...
E de...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

D

"D" de Desejo
De dar beijo
De ser de jeito
Que dê
Ou se não deu
Não dará mais
Mas deu certo
Descoberto
O peito
De desejo não mais
De vontade
Mas de saudade
Que a desordem
Da cabeça faz
Deseja que paz
Derrame-se no dia
Do indivíduo
Que não deu atenção mais.

A arte do Encontro

Nestes desencontros
Que a vida prega
A gente se encontra
Com pressa
Ou faz demora
Pra que vigora
O contato e o convívio
De seres infinitos
Que nem metade se passaram
E não demoram a passar

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Turvo

Não me preocupo
Se o que te ocupa
É luxo e lucro
Dentro da cuca

Vem Vento

Vento que venta
Chuva que inventa
De se reinventar
Várias, noventa vezes
Ou mais...

Xô!

Sai, tristeza
Que aqui tu não vigora
É só dar o fora
Que a felicidade não demora
Pra nela eu me acabar

Deusconciência

E se Deus fosse consciência
Casamento da ciência
Com conclusão da religião?
Se os corpos, porcos,
Tornassem dorsos, dispostos
A refletirem e reafirmarem
Padrão e estereótipo
Do certo e errado
Mental e óptico
Que a ética e a moral próprias fazem?
Acabaria, por fim, essa tirania
De homens e violação dos direitos
Dogmas imperfeitos, frases sem sujeito
E se criasse um céu na sua mente
Direto e discretamente
Seria alvo independente
Do juízo final
Você incorpora o bem vencendo o mal.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Alô, Saudade

Alou saudade, pedi pra tu vir, mas não com vontade
Era só pra senti a metade
Que me faltou no mais tardar domingo

De agosto

Mas não contentou-se com pouco
Veio sem dó, nem sopro
Deixou sujeito aqui, louco num vazio infinito

Que bonito!

Sentimento Fosco

Às vezes, na memória
De um passado torto
Me vem súbito um pouco
De pensamento já morto

Sem Fluxo

Não tem rota, nem roteiro
Pra início, fim ou meio
Que propõem-se em desespero
Começar e terminar

Relíquias

Meu amor é meu refúgio
Além do infinito
Onde me saturo
E me restauro
Do passado ao futuro
Entre essas dilatações
E essas emoções tão vagas

Sangue Escorrido

Sangue no calcanhar
Já não dói mais
Que o que eu penso
Quando penso
Em te acompanhar
Já não arde
É falso alarde
Que o corpo grita
Ao se deparar
Com tamanha ferida
Já não corta
Pois o que cortou
Foi aquele amor
Que pensei não acabar
E mal sequer começou

Histórias Recheadas

Minha solidão é um estômago vazio que se alimenta de lembrança
Não se farta e não se mata, reprime a fome com cada pratada

Amante da Poesia

A liberdade é linda
Tem cor preta, mãos sujas
E vem em forma de poesia

Início da Nova Era

Pote e meio de nanquim
Um papel branco tipo marfim
E o começo de uma história sem fim
Eu, sobre mim