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domingo, 20 de janeiro de 2013

Solta!

Nesses cantos profundos
No qual jaz um coração infindo
Mergulhei afundo
Em tempo infinito

É que não me preparo
E não me preocupo
Se me joga em raso
Eu me atiro no fundo

E que num falso abraço
Me envolvi na rota
E de corpo, me arregaço
Numa ida sem volta
Me solta!
Não solta!
Não! Solta.


Esclarecimento

Faz que volte o tempo
Volte em volta
Do nosso vento
E faça escolta
Da resposta
De centro
E certeza
Da beleza
Desse sentimento!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Cidade Conversa

És o ápice da mistura
De música, de arte, de gente
E é da fala e da escuta
Que compõem-se incialmente

No branco dos pilares
De seu coreto torto
Vem de todos os lugares
O público, o artista, o curioso

Jovem, adulto ou criança
Jornalista, fotógrafo, simpatizante
Qualquer um pode entrar na dança
Duvido que não se encante

Pincel, pintura, papel
No varal poemas de mel
Nos cantos os bons vestem o véu
Ausentam-se pessoas de fél

Ah, essa cidade
De beleza tamanha
Que poucos vê
Porque não, a realidade
Ser uma façanha
Este evento "demodê"?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ah!

Ah! essa barba de estrago
Esse gosto de amargo
Que a saudade não teme em dar

Ah! esse longos braços
Que  envolve em abraços
A amada á suspirar

Ah! esses lábios largos
Que em sabores e tragos
Um dia chegaram a lhe tocar

Ah! esses retalhos
De momentos vagos
Que chegaram a atormentar

Os olhos pasmos
O coração falho
E um corpo a reclamar




Rolo

És cego e tolo
És mero bobo
E poem-se  a tudo perder

És sadio louco
E preocupado pouco
Com o que se tem a aprender

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vem!


Eu que te trato
Como posso
Como faço
Como gosto

Vem com sua bondade
Me joga em ares
Que a saudade 
Promete o mundo pra nós dois

E o que vale
Estes impasses
Se o que tem pra agora
Não funciona depois?

Nada é exato
Digo agora ser o tempo nosso
Vem, que pro seu lado me 'engraço'
E me deito, e me encosto
Em teu obro de conforto
E em teus lábios sóbrios

Envolta de Histórias

Dizia
Ser eu a mais linda
Fazia toda a vista
E que lhe atraía o olhar

Mentia!
Mas era uma mentira
Que numa noite de vira
Fizeste acreditar

No rosto, no gosto
No cheiro e no rolo
Envoltos de histórias
E lembranças na memória

Não é pedido
De abrigo
Não é sossego
E nem medo
É só vontade 
De felicidade!
De vitória.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quase Despedida

Eu fiz de tudo
Tentei um tanto
Fazer de conta
Que é era certo
O ponto que chegamos

Foi meu engano
Eu que fiz planos
E marquei encontros
Na medida que um conto
Pudesse tornar-se
Um fato!

No entanto, errado!
É de prazo pouco
E fui bobo
De pensar alto
Somos atos
E somos fogo.
Apagamos
Reacendemos
Sem contínuo.

Pobre e solto
Coração torto
Esse meu.
Já sofre tanto
E quis muito
O que não podia
O que não devia.
Patifaria!

Não tem mais
Tempo ou como voltar
Mas aqui vai
Meu sorriso
Pois num dia frio
Seu abraço
Virou abrigo
E seu amasso
'Tá' comigo
Enquanto a lua determinar.

Expectativa

Instável é o tempo
E dói ao pensamento
Ter que o passado dispensar

Seguir novas rotas, caminhos
Arrumar um cantinho
E uma nova vida começar

A distância eu não temo
O meu medo é pequeno
Pra me fazer mudar

Que o frio me aqueça
E que a infelicidade me esqueça
Pra poder aproveitar

Que me matem de alegria
Onde eu possa, em toda via
Saber que gente vou me tornar

Que me venha o abraço
O laço da vinda
E o aperto da despedida
Mas é assim que vou querer
É assim que tem que ser
Só me resta esperar!