Pode ser de fato que o mundo acabe
Que o céu desabe
Sobre sua cabeça
Ou a cabeça do outro
Pode ser por muito
Ou pode ser por pouco
Tempo ou fingimento
Que nos tranquem
Presos a sós
Ou libertem-nos
De nossos próprios nós
Dos limites que tem após
Não somos ferros
Nem somos aços
Somos de átomos
Que mudam sua composição
Temos cérebro
Mentalmente ativo
Temos também um coração
Que bate se tiver vivo
Em devoção ao que se passa
Pelo corpo
Pelo espírito
Pela alma
Em vidraça
Dos olhos seus
É que é improvável
Que há tantos erros
De cálculos, matemáticos
Erros de acertos sábios
De longas datas
De velhos monges
Coisas não se escondem
E aparecem por onde
Lhe convir
Pode mudar plano
Modo, convívio, dimensão
Mudar o pensamento, o envolvimento
A Terra pode dormir
O mundo é incerto
Todos podem duvidar
Mas ninguém é tão esperto
Que possa confirmar
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