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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Guardião dos Prazeres

Sem doce que ameniza
Cheiro ou psicodelia
Que os copos encheram aquele dia

A noite começa cedo
Nove e pouco se afastam os medos
E saboreia do segredo
Que ela não pode revelar

Um encontro, um abraço
Um encanto apertado
Sorriso grande e branco
E o coração atordoado

Música, fumaça e estranhos
Talvez nem tanto bons
Como quando em alto tom
Pronunciou a beleza
Da moça
Da roupa
Da segurança pouca.

Pescoço é um bom lugar
Pra se aproveitar
Do corpo alheio
Se foi tão sorrateiro
Ao se entregar

A mão recusa
Coração também
O pensamento, vai além
Quer esquecer do que se lembra
Mas esquece de lembrar
Que já lhe esqueceu
E tão excêntrico pareceu
Para aquele que ali não está

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