Apenas pra não se alienar
Melodia e poucos acordes
Vagando pelo tom e pelo som
Letra e composição subliminar
Monstros e vermes são como anjos
Mestres da canção que faz chorar
E em uma situação ou lugar estranhos
Aumentam de tamanho, corpo, alma
E te procuram pra se alimentar
Sorte é como o que perdeu
Num oceano azul
E se der sorte e achares, é seu!
Como o sortudo do sul.
No oceano, ou no céu
De baunilhas coloridas
E cabeça multicoloridas
Saborear do próprio féu
As verdades desmentidas.
Os ignorantes serão sempre assim
Não querem enxergar o que podem
E temem um rápido estopim
À revolução! A visão alheia.
Desvanecendo o correto!
Como espíritos vagando pela estrada
E tocando, com suas mãos infelizes
Corpo alma e espírito dos honestos.
Sem surpresas
Um coração cheio de tormento
Nunca quer aumento
Não quer alarme do tempo
Só quer o melhor de.
Curvas, não as teria
Se por isso desviasse
Do caminho que optei
Das batidas que escutei
De noite de passe
De tarde fria.
Não por ser paranóico
Nem tampouco além do planeta
Só de tato, e óptico
Poder sentir em cada toque
Sem grito, nem trombeta.
Mundo artifical
Arvorizado
Emplasticado
E banal
Por falta de sentimento
E materializando o musical
Piano entre dedos
Valorizando o astral
Versos sem nexo
Nada convencional
Complexos
E não originais
De rádio ligado
E cabeças marginais
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