Quem dera, de tamanho aumentasse
Os quilômetros da distância
E diminuisse a ansiedade
Mesmo contando com o coração sóbrio
Cerébro, impuro e conturbado
Se pôs a pensar, sem usar o lógico
Saboreou um abraço limpo
E engoliu nome completo
Soprados por um menino
Debaixos do mesmo teto
Em madrugada posterior
Pós-loucura ingerida
Se entregou diante o calor
Que sentia em corpo quente
Recusou de primeira
E se entregou de repente
Dormiu feito anjo
E calou sua mente
Nada teve a temer
Até que chegasse o temor
Fez o coração doer
Não que a fez parecer
Mas de tanto querer
Quando propôs a se perder
A verdade teve valor
E sem preocupar com a loucura
Fez o que achasse certo
Sem pensar em procura
Esbarrou-se em certo
E fugiu de tal maneira
Que ninguém os notasse
Só pegando a estrada
Lembrando que se entregasse
Seria tudo em vão
E perderia a razão
No momento que o coração
Fosse dar um passe
Entretanto, mesmo sem encaixe
Teve um destaque
Em prol da paixão
Não pretende repetir
Nem dose, nem pote
Do que deixou-se permitir
Não com ele, não por ele
Só por si!
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