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domingo, 13 de maio de 2012

Quando a Dor Permite

No decorrer da história
Não escutei as dores da cabeça
Muito menos o aperto do peito

Só bebeu, ao menos isso aliviava
E pegou o celular, sem muito o que pensar
Mandou mensagem, do coração

Não pensou muito no que a esperava
Só ficaria bem, daquele jeito
E não gastou muito, até que aparecesse

De costas estava
Rendeu-se ao abraço
Virou-se de frente

Um beijo, não demorou
Até que esquecesse
Da dor imprudente


Bocas vermelhas
Manchadas de batom
Barba mal feita
Enlouquecia a cabeça

Troca de elogios
E grandes sorrisos

Do palco, do baixo, do alto
Só lhe foi feito do seu agrado

Rezou baixo, pediu em segredo
Que a noite não tivesse fim
Desejou até deitar-se
Junto dele, só com ele
E provar do seu sabor

Mesmo contente
E satisfeita
Perdeu a cabeça
E lágrimas de pavor

Sentiu a raiva
Comer o corpo
E mesmo que pouco
Sentiu ódio também.

Calou-se,
Sorriu.
Chorou
E engoliu.

Não esqueceu de nenhuma palavra
Que foi dita, que foi pensada.
Só se perde, se volta a dúvida
Se acredita no que ouviu.
Se acredita no que viu.
Se faz sentido o que sentiu.

Foram planos incompletos
E pedidos indiretos
Que a fez se perder


Não que tenha acabado
Mas se for falar do final
A noite foi tanto boa
E não foi atoa
Que terminou em "bom estar"

E depois, a ligação
Sabado à tardinha
Fez tão feliz o coração

Que pensa NELE sem parar...

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