Talvez o tempo
Que foi passado
Não fora tão longo
Pois esperei sentado
Sobre a varanda
Com teus próximos
O baralho, a jogar.
Eu enfiei a cara no vinho
Apurei outra vez o fato
Calculei o tempo exato
Mas quando entrou em contato
Os olhos em novo tempo
Perdi o pensamento
E deixei com que o vento
Me fizesse acreditar
Que era um novo tempo
Que era AQUELE tempo
Que eu queria me afundar
Noite clara como o branco
Lua cheia tanto quanto
E um sonho fosco
De abraços e beijos loucos
Do tempo pouco
E cabelo solto
As garras afiadas
As bocas molhadas
E a magia encantada
Tudo pra na memória ficar
A goiaba acesa
Uma árvore na qual - presa
Ficou com tanto desejo
E contou cada beijo
Que aquela ousou dar
No final, o colo limpo
E o rosto lindo
De um menino
No que pensou ao adormecer
E logo logo, ao amanhacer
Um agrado lhe entregou
Um abraço lhe rendeu
Num suspiro, um beijo deu.
E agora, a despedida
Sem saber quando a vinda
Outra vez iniciará.
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