Perdoa-me pelo pecado
De morder a maçã proibida
E de procurar pelo perigo
Nos teus olhos negros
Perdoa pelo sabor amargo
Do beijo que eu te dei nos sonhos
E pelo que eu resisti esse tempo todo
Ou fingi resistir
E perdoa-me por encantar com teus encantos
E imaginar você toda crua noite
Toda vez que vou deitar com o travesseiro
Toda vez que vou me deitar com o prazer
Perdoa pelos tremores e gemidos sórdidos
Em tempo frio, em tempo quente
Perdoa pelos dentes que eu rangi também
Quando o ciúmes me comeu inteiro
E perdoa por imaginar nós em quatro paredes
De invadir seu espaço pessoal
De tentar parecer que está tudo em perfeita ordem
Enquanto a cabeça está desorganizada
Só não perdoa pelo que eu deixei de fazer
Não por não querer, não por não fazer
Mas se possa parecer, não fiz por você!
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